Odisseia do Escritor

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 Esgalhos Outonais

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Heloá Magalhães



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MensagemAssunto: Esgalhos Outonais   Sab Jul 26, 2014 10:13 pm

“Eu me acanho diante da matéria que abrasa as múltiplas células de meu estranho lar, a chuva cai com a força de trovões e a luz dos relâmpagos clareia a neblina do meu olhar que observa o céu como a um sinal de luto pela vida que insulta a minha armadilha para detê-la. Será que o demônio se importa com a minha autodestruição? Pois quero sobreviver ao por do Sol, nada de noite muito menos manhã, eu quero a tarde sombria e bela que um dia avistei, quero ser a última criança a sonhar pelo horizonte perdido em busca do arco-íris que colorirá minha alma. A cegueira da insalubre verdade tem me embriagado a ponto de vendar meus devaneios, inadmissível o é, pois de certa forma, pode ser ele, a chave para que se realize as tão ansiadas utopias.“ Emmanuel Rodriguez

Emmanuel, púbere de vinte e cinco outonos, já não mais aparentava o ar sadio que deveria emanar, possuía alguns cabelos grisalhos, bem como um ar sereno e imêmore pelo tempo, tanto quanto se aqui estivesse fadado a viver cem anos de pura lassidão. Quem não o conhecia, professava que ele era senil, sua pele parda e seus dedos anotados pelo óbito da jornada, não enganavam, era ele um operário. Sempre com camisas da mais despojada propriedade e o costumeiro sorriso encardido, ainda sim era o poço de alegria daqueles pobres refugiados, seus colegas de trabalho.
O tempo parecia passar rápido demais para Noel, as marcas endireitaram-se nos vincos do seu rosto, as manchas tatuaram-se em suas mãos e sua pele perpetuou-se enrugada e macilenta, tudo isso à flor da idade. E mesmo com pouca data, ainda que tímidas, as rugas já surgiam no canto de sua boca, seus olhos pareciam ter visto coisas demais.  
Trabalhava doze horas do seu dia na fábrica de tecidos do senhor Richard Kussperl - sexagenário de nobre e audaz feição - acreditava que era feliz, pois todo mês recebia trezentos cruzeiros para alimentar sete bocas, era complicado, como o era, mas a si acarretava certa imponência perante sua indigência e tamanha opulência.
Aquele, responsável por seu sustento, também era a mãe do sofrimento, conduzia escravidão aos que lá laboravam, a enganar e postergar, talvez para sempre, o tão sonhado alvedrio, porquanto lá ralavam por um salário hostil, acreditando que eram felizes, sem jamais pensarem que os portões que o guardavam, eram em verdade, a prisão que lhes dava como lição diária o mecanismo do não arrazoar, a açoitar e difamar os cernes que iludidos estavam a cantar.
Na sexta feira, Emmanuel foi escalado para montar a nova máquina de tecelagem, enredamento este que resguardava mais que o dobro de seu peso, e achando que sozinho conseguiria levantá-lo, teve em seu rosto a dor da queda de uma rude barra de ferro, ferindo-lhe a visão já então submersa entre lágrimas e sangue.  Por sorte não ficara cego, mas caído por muito tempo esteve no galpão da fábrica, rodeado das mais curiosas personalidades, que lhe apreciavam com o asco do encanto, a festejarem e malograrem por aquele acidente de faina, sem jamais nem cogitarem salvá-lo daquela agonizante aflição; era mais interessante que o espetáculo continuasse, a diversão do circo de horrores falava mais alto.
Naquele momento, Noel se viu sozinho, todos pareciam satisfeitos com o sucesso do seu desastre, então se embriagou com a condição, e percebeu que era sinônimo de adoração dos púberes, de pavor dos avelhantados, e de condolência de uma nação. Era admirável o que o jorrar de um sangue, fluido alegórico e tentador, fosse capaz de fazer, a sedução de seu vermelho infame, por vezes santificado, adorado e alimentado, era o combustível dos homens, tanto em vida, como em morte. Entendeu então a poesia da dor e desde àquela sexta-feira não mais tornou a esbanjar seu sorriso, ainda que não fosse o mais belo; se por ventura sorria, este era prontamente decifrado como um artefato a lhe ferir.
Levantou-se do gélido chão após alguns minutos e sem olhar para trás, enxergou com dificuldade aquelas pessoas tão vazias e saiu à procura de um hospital, virou a esquina e o encontrou lotado e fúnebre, como sempre. Entrou e logo lhe deram um número, sim, ele não era Emmanuel Rodriguez, era 271, DUZENTOS E SETENTA E UM! Pois bem, não tinha opção alguma, ou era 271 ou arriscava uma possível cegueira. Permaneceu na fila por duas horas, e neste interregno nem tinham convocado ainda o número dez. Com dificuldade e muita dor, arrastou-se até o balcão a fim de saber quanto tempo levaria para que fosse atendido, e a cinzenta alma, com escárnio, lhe respondeu:
- O senhor deverá esperar até que seja chamado, não me atole com suas asneiras! Lembre-se que se encontra munido de penúria e eu que não vou me sujeitar a tocar em seu sangue impuro. Sinto muito, mas já passa do horário, vá se embora, e se desejar, volte e espere amanhã, um dia hão de lhe chamar.
E assim, atordoado, Noel não mais voltou a freqüentar o edifício da saúde, nem mesmo a afligir na senzala de concreto, divorciou-se de Maria e dispôs-se a ser um andarilho errante a conjeturar nos quatro cantos do seu país.
As cinzas jogadas no cinzeiro do velho cigarro que Emmanuel sempre fumava, talvez fossem o seu próprio resíduo negro arrojado em um simples canto, que mais tarde ninguém saberia onde e se existia. O frio da bruma em seus olhos clamava pelo azul da noite, que ao amanhecer queimava os fios de cabelos de sua fronte cansada, pela dor que jorrava de seu peito; e a cor de sua dor não era cinza, tal como a genealogia... Talvez o fosse, mas creio que cor não tinha, pois de tantas farpas que houvera, nem ela queria mais completar a falta de pigmento do seu cordão sagrado, que marcava como gado sua pele que deveria ao menos, ser sadia. Não tinha medo do escuro, pois a ausência de luz nascera com ele.
Durante suas viagens, primeiramente nutriu uma lástima de insurreição, pois entendia que era livre, mas ao decorrer dos meses, lembrou-se que desde o abandono do ventre de sua mãe, sua prisão sem grades nem muros, sem guardas nem estupros fora forjada, e a tão sonhada liberdade desde a primeira respiração fora enquadrada, e o nutriente de suas veias ressecado, taxado e enfim posto como sadio, quando já há muito tempo estava esquecido.
Emmanuel quis resistir, mas logo se conheceu débil para solucionar a charada que desde suas primeiras horas de vida lhe fora colocada e que só agora pôde contemplar, seu coração acelerado clamava por probidade e isso não era muito, era apenas o básico, sentia-se apodrecido em meio a um silêncio vital e sob a floresta dos corpos, observava a neve que caia em flocos a estrangular a tão presente inércia contratual.
Sentou-se então em um canto vazio e começou a indagar do fundo de sua alma todos os seus desvios e conflitos internos, que só se deram por percebido no episódio do acidente, e pensou se deveria mesmo fugir do vasto abismo que o esperava, que o chamava, que o clamava ou se careceria permanecer a lutar e colecionar ainda mais cicatrizes. Assombrado por suas próprias inquirições sentia que alguém o estava espiando, mas não conhecia sua forma, origem ou fama, talvez devesse mesmo trancar a porta, contudo temia que um dia ela se rompesse e se confundisse entre as infinitas, que nunca padecem.
Emmanuel não queria mais prostituir sua alma por um pouco de atenção, nem mesmo ser mais uma ovelha mórbida de dores tão crescentes, tão pouco vender-se ao próprio ostracismo que criou, temia tornar-se um lobo solitário a uivar bradando por um perdão inexistente, mas sabia que não mais adiantava arrazoar sobre, pois já se prostituíra, vendera sua dignidade em prol de um egocentrismo alheio e seu remoto remorso calou-se diante da falsidade de seu interino ser, então o silêncio dos incongruentes congelou seu coração, que agonizava na luta contra a esperança ensangüentada de orgulho e preconceito, a velha dor desnorteou-se e acumulou-se em um empoeirado canto e aquela expectativa que antes lhe esfaimava, acabou por se dissipar como a uma fonte seca de água.
A névoa da tarde úmida o cegou, tornando-o refém de seu próprio ego, o desviou da luz de seu próprio ser, e ao acordar do triste desencanto, logo pôde perceber que as rosas que estavam ao seu lado, tornavam-se frias, a não exalar odor algum, estavam mortas como há muito tempo deveriam estar.
Então fez sua última viagem, sabendo que verdes mares jamais focaria novamente, afinal era o prospecto do seu último dia, as luzes reluzentes e o diálogo inocente estariam com ele até que seu pó, tão escuro e indiferente, desaparecesse. Só almejava que não se destrinchasse o que secou, que seu cadeado não mais o machucasse, que não mais se apaixonasse pelas cinzas que o avocavam, que por fim, não fosse abatido.
As portas se fecharam, os abismos se fortaleceram, mas ainda existia um muro entre Emmanuel e a porta. Noel se segurou com apenas uma mão naquele cartilaginoso solo e tentou resistir, mas as forças haviam se dissipado e o vento as diminuíam ainda mais; nosso apreciado operário caiu em direção ao abismo e finalmente, com astúcia, arrazoou, se da fraqueza se deixaria levar ou se de forças se alimentaria para lutar, se da razão iria abraçar, ou se de sentimentos iria deflagrar.
E então uma reluzente canção, de véu tão puro, passou a perseguir seus sentidos, e uma voz fria gritava:
- Emmanuel! Emmanuel!
E então um assassinato se pode presenciar, as irmãs se degolaram, a realidade e a quimera submergiram no momento de desvendo de suas essências, pois gêmeas o eram e o mistério dos seus fios de lã jamais poderiam ser conhecidos.
Afinal, quem é o inimigo? Se há de existir medo, que seja da vida.
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DARA METZLI



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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Dom Jul 27, 2014 1:19 pm

Heloá, minha querida!

Tuas palavras são aquelas que estão entaladas no meu ser, que me rasgam diariamente, mas não as escrevo apenas as sinto, por medo de não conseguir alinha-las perfeitamente num amontoado de palavras.

Obrigada por ter conseguido, você captou exatamente o que sinto das músicas que lhe enviei, sinto um alívio momentâneo!


Bravo meu doce da solidão!
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Dom Jul 27, 2014 4:20 pm

Querida escritora,

Primeiramente, lhe parabenizo pelo vasto acervo de seu vocabulário. Além disso, a profunda densidade do protagonista é um ótimo feito.

Porém: só experimentei densidade no protagonista, e uma densidade quiçá exagerada e barroca. Todos os personagens secundários pareceram simplesmente jogados, sem uma real importância além de um par ou dois de linhas, o que tirou completamente a dinâmica da narrativa.
Quanto ao enredo, o achei confuso e meio sem nexo. Acontecimentos sem muita relação parecem acontecer pelo simples fato de que você quer contá-los, não dando atenção a uma progressão narrativa, coesão ou até o gênero proposto.

Exemplos de falta de coesão: ele não sabia onde tinha hospital, mas quando chegou sabia que ele era sempre fúnebre
Divorciou de Maria do nada
Virou um nômade sem predisposição explícita
etc.

Achei a conexão ao tema sugerido, também, muito jogado.

Boa sorte pra nossa evolução conjunta!
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Caio Biolcatti
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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Seg Jul 28, 2014 1:09 pm

Heloá, estou um tanto quanto atônito! De fato, você consegue jogar com as palavras de uma maneira admirável, mas também tenho algumas ressalvas. O ponto que mais "pegou" pra mim foi o distanciamento do tema e do gênero também, não consegui abstrair a "Fantasia" do texto, parece-me mais algo que um dia talvez veremos em um jornal. Também concordo com o Gustavo em alguns exemplos de falta de coesão. Meu veredicto final, portanto: se o tema e o gênero fossem outros (talvez Desumanidade e Drama, respectivamente) eu terei aproveitado melhor o seu texto. Desconsiderando esse fator e algumas falhas de coesão aqui ou ali, achei brilhante! Parabéns, de verdade!!

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Seg Jul 28, 2014 7:02 pm

Não serei repetitivo, mas concordo com Gustavo e Caio, além de achar um pouco exagerado um amontoado de palavras afim de montar uma frase um tanto sem nexo. O final se dá a uma cegueira, qual o propósito dos temas neste achado? Faltou mais foco ambiental, e uma prévia do que se passaria a seguir, pois a introdução/citação, também achei deslocada. Mas, como Gustavo mencionou seu arsenal vocabulário é impressionante, palavras que nunca li, outras que li há anos, me impressionou de verdade nisto. É isso, até a próxima.
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Estela Goldenstein

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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Seg Jul 28, 2014 9:16 pm

Menina seu texto eh inspirador! Eu gostei mto do enredo, vc fugiu do senso comum e foi original por isso, a linguagem rebuscada causa estranheza mesmo eh preciso tomar cuidado, mas combinou perfeitamente com seu conto! Vc está de parabéns
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Carol Rodriguez

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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Ter Jul 29, 2014 1:51 pm

Gêmea <3


No começo, me senti meio desfocada, perdida, assim como os meninos. No entanto, na última frase do conto tudo se fez claro. Entendi a metáfora e vi que não, não fugiu do gênero: o tema dela é "irmãs assassinas" e realidade fantástica.
Me senti num longa do Ghibli.


E as críticas são: palavras complicadas. Sim, me perdi em algumas delas.
E eu gostaria de fato de saber mais detalhes da vida do Noel.

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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Qua Jul 30, 2014 2:19 am

Minha filha eu estou começando a me sentir burra de verdade! Pelos comentários, todo mundo tirou algo do teu texto que fez algum sentido, mas pra mim, me parece que está escrito em mandarim! Me desculpe, acho que não estou preparada para a tua poesia. (Muito provavelmente por que eu não gosto de poesia, me processe.)

Já lhe disse antes, mas vou reforçar. Sou FERRENHAMENTE à favor da escrita inclusiva. Mas que demônios essa imbecil quer dizer com isso? Quero dizer que, quanto mais gente puder entender oq tá escrito no papel (entender mesmo, tirar significado, profundo ou não, e não apenas juntar as letras) melhor. E isso o teu conto não passou pra mim, seja pelas palavras desconhecidas, seja pelas metáforas mais rebuscadas.

Eu reli aqui agora umas três vezes, sem brincadeira, olhando as palavras que desconhecia no dicionário (a maioria com um segundo significado jurídico) e continuei sem entender. A única coisa que eu sei que aconteceu aí foi que caiu uma barra de ferro no olho do cidadão, aí ele percebeu que não tinha amigos, foi pro hospital, onde não foi atendido, separou da mulher (PQ SIM!) e virou mendigo. E é isso. Até o assassinato me passou despercebido. Se vc não tivesse me contado eu estaria aqui até agora coçando a cabeça!

O que eu acho vc tb já sabe, mas vou colocar mesmo assim (apesar de ter a certeza que cairá em ouvidos moucos): Simplicidade sempre. É perfeitamente possível contar uma história por metáforas, sem recorrer ao Aurélio. Coloque na cabeça que vc está escrevendo prosa e não lírico e mantenha-se focada nos fatos e não nas firulas. Até dá pra ~enfirular~ mas os fatos sempre tem que estar primeiro lugar.

Bom, é isso. Desculpa qualquer coisa! Wink
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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Qua Jul 30, 2014 12:00 pm

Eu realmente meditei muito antes de escrever meu comentário.
O texto é muito bom, mesmo faltando algumas explicações para certos fatos, MAS... A linguagem atrapalhou e muito. To com a Pat nisso. Se eu não participasse do projeto e visse seu texto em outro lugar, provavelmente não teria terminado de ler. O texto se torna cansativo, pesado e lento. Você fica tão focado nas palavras que não presta muita atenção na essência do texto. E não é esse o objetivo né? Ou era? Não sei. Talvez há um motivo obscuro que não percebi, mas eu realmente não senti que o local, o tempo e o personagem exigissem tanta formalidade.
Mais uma vez, é a minha opinião. Tem gente que prefere textos assim, vai de gosto.
Parabéns pelo trabalho!
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Rogério Silva

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MensagemAssunto: Re: Esgalhos Outonais   Qui Jul 31, 2014 7:40 am

Eu já confessei ser uma pessoa extremamente limitada. Talvez seja por isso que não tenha gostado do seu conto.
Palavras difíceis? Usei dicionário, sem problemas. Mas os longos períodos tornam o texto cansativo, fazem com que eu me perca. Emmanuel, Noel, quem são? Longas descrições que não me passam grande coisa, personagens de quem não consegui gerar imagens mentais.
Digo e repito: sou uma pessoa extremamente limitada. Seu conto mais me parece uma poesia, e teria de lê-lo repetidas vezes, para conseguir encontrar um possível sentido.
Não se ofenda, o problema sou eu.
Abraço.

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Eu tentei ficar calmo e chamar o Batman, mas não achei as Páginas Amarelas de Gotham City... Rolling Eyes Rolling Eyes Sad Sad
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