Odisseia do Escritor

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 Dois por um

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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 3:56 pm

Dois por um
Ele segurava a menina recém-nascida no colo feito uma garrafa de uísque de duzentos conto. A pele dela tinha quase a tonalidade do líquido. Mas ela estava enrolada por um cobertor de algodão. Não de vidro. Sua mulher, já ligeiramente recuperada do parto, olhava com um sorriso torto na cara. Torto pelos dentes, não pelo sentimento.

Ele, meu irmão. Gêmeo. Ela, a vagabunda que ele escolheu casar. Nunca suportei ela.

Diego olhava para o bebê e para ela. Sustentando um sorriso menos torto.

Aparelhos ortodônticos.

Vestindo aquela roupa escrota de hospital por sobre sua roupa normal. Olhou para mim através do vidro. Não sorriu.

Passou a filha para a esposa.

Com os olhos perdidos, depois de encontrar os meus, inclinou a cabeça para baixo, para o chão branco. Constrangido, fiz o mesmo. Mas logo vi saindo do bolso da minha jaqueta a ponta de um cigarro. O filtro, manja? Era um convite.

Virei em direção ao corredor. Levantei a gola da jaqueta. Acendi.

- Senhor... Senhor - uma enfermeira me espetou a costela com o dedo -, você não pode fumar aqui.

Ela concluiu a frase apontando para um mapa do Estado de São Paulo, circunscrito de vermelho e com uma faixa na diagonal. Lei anti-fumo blá... blá.

Continuei andando. Tinha trabalho a fazer.

Cruzei a porta do hospital.


Meu irmão largou a função. Eu não. Não ia dar pra trás. Não era um merda feito ele.

Era até irônico. Morar na favela e caçar bruxas. Não fariam um filme sobre. Com certeza não. Quem iria assistir um neguinho sentar o dedo em um monte de coroa, enquanto elas executam feitiços e criam maldições contra a quebrada em troca de grana?

Nem eu assistiria.

Mas na real a favela era o lugar preferido delas. Aquele monte de barraco, sem organização, sem planejamento, confundia a visão até dos mais experientes. Camuflavam a realidade. É que eu sou diferente, tá ligado? Elas não contavam que a justiça viria da própria quebrada. Não mesmo. Mas veio.

Peguei o ônibus na frente da maternidade. Sentei bem no fundo e saquei o Livro. Tinha que ter certeza se os fenômenos batiam. Precisei me letrar pra entrar na Caça. Não tinha outro jeito de aprender a não matar uma tiazinha que tá só fazendo mingau pro neto. Por isso li muito. Não só o Livro, como vários outros que meu velho trouxe pra me inserir na função. Era um negocio de família.

Mas o velho era meu avô. Meu pai afrescalhou-se igual ao meu irmão e foi ter família. Um belo dum fudido.

Equiparei os tópicos e identifiquei de que tipo de bruxa eu tava atrás. Era das Oratio. As que sussuram feitiços como conselhos ao pé do ouvido. Com palavras corriqueiras. Nada espetacular. Usavam de certas poções para potencializar suas vozes e evocar feitiços mais complexos. Nesse nível conseguiam até arremessar coisas em você.

Geralmente tinham uma lavanderia nos fundos da casa que usavam para seus caldeirões.  As casas pareciam normais, até que eu colocasse os Cinco Pontos de João que formavam uma estrela ao redor delas e exibiam sua real aparência. Era de fuder.

Desci do ônibus e acendi um cigarro. Era na [rua] Quinze a fita. Subi o escadão e virei à direita, depois à esquerda. Era bem no final da rua. Na esquina. Três pontos seriam fáceis de colocar, mas os dois finais... . Meu irmão era um porra. Era por isso que a gente caçava junto.

Fui pro plano B. Encostei no portão da casa e usei minha mixa pra abrir. Alguém no bar me viu entrando e gritou.

- Ô vacilão... que merda cê tá fazendo aí?

Quando me virei, o bar todo parecia olhar pra mim.

- Que foi, mano? - retruquei.

O que gritou acenou com a cabeça. Todos os outros voltaram ao que faziam antes. Às vezes eu dou sorte.

Entrei.

O portãozinho dava num corredor estreito. O ninho dela era nos fundos de outra casa. De aluguel, supus. Como de costume.

Caminhei pelo corredor tateando a parede. Não porque não enxergava. Era só uma espécie de toque em situações tensas. Queria outro cigarro. Mas o cheiro me entregaria.

Ouvi sons de televisão e algo raspando no fundo de metal.

No ato. Pegaria ela em flagrante, com o B.O. na mão.

Entrei pelo que parecia a porta da sala. Pisando bem na moral, pra ela não me ouvir.  Havia um sofá encostado na parede e uma tv LCD do outro lado. Dinheiro sujo, pensei. À direita uma porta entreaberta de um cômodo escuro. Devia ser o quarto. Do outro lado só o contorno da porta levava à cozinha.

Encostei ao lado do vão e olhei de soslaio para a cozinha. Nada. Fogão, geladeira, pia e uma porta que dava para os fundos.

Lavanderia.

Bingo.

Apoiei a mão na pia e olhei pelo vitrô. Lá estava ela. Gorda feito uma porca. Os cabelos desgrenhados e totalmente grisalhos. Num vestido branco, remexendo algo com uma colher de pau.

Poções. Problemas.

Apanhei meu punhal com as inscrições sagradas.

Fiz o sinal da cruz.

Uma a menos.


Quando passei pela porta, ela cantava alguma coisa. Estava à esquerda do cômodo, na parte não coberta. Ao meu lado estava um tanque de cimento, do outro uma estante. A porta dava no extremo direito do cômodo.

Era importante analisar tudo, antes de atacar. Qualquer coisa é uma arma para esse tipo de bruxa.

Caminhei calmamente e a dois passos dela ergui o punhal.

Sorri.

Ela se virou.

Um gato pulou no telhado miando e entregou minha posição.

- Que cê tá fazendo, filho? - Ela sorria nervosa – Você...

Ela continuou com algo que não entendi. No susto, dei dois passos para trás e fui atingido por algo na cabeça. Sangue.

Filha da puta.

Corri em sua direção. Ela gritou. Tive medo de ser acertado por outra coisa. Mas não dei esse tempo a ela. Cravei meu punhal em seu abdômen. Paramos frente a frente. Olho no olho.

Sorri.

- Por...

Tentou falar. Torci o punhal e puxei pra fora.

Ela caiu em cima do seu caldeirão e espalhou um líquido pastoso e azulado pelo piso. A poção. Quase pronta.

Sentei exausto. Acendi um cigarro. Uma sobrinha nascida e uma bruxa morta. Uma vida pela outra. Um longo dia.

Traguei profundamente.

Era um trabalho de merda. Mas alguém tinha de fazê-lo. Manter o equilíbrio, manja? Como um controle de pragas.

Passei um tempo sentado, pensando na vida, no meu trabalho. Meu avô me deixou uma boa grana, mas o testamento deixava claro que eu não poderia sair da quebrada. Nunca o odiei por isso. Entendia o motivo.

Fora isso, vez ou outra recebia recompensas pelas caças. Fazia de graça quando necessário, mas trabalhava por encomenda também.

Ouvi uma sirene.

Não era a primeira vez.

Eles passaram pelo portão que deixei aberto. Entraram pela sala e os vi na porta da cozinha. Não fugi, porque não teria pra onde. Meu devaneio custou caro.

- Vai, neguinho. Mão na cabeça, porra! - gritou o que liderava com o revolver apontado pra mim.

Obedeci.

- Souza, olha essa merda aqui. - um dos policiais se dirigiu ao que apontava a arma pra mim - A velha tá morta, mano!

- Filho da puta! - Souza deu uma coronhada em mim, no mesmo lugar que a bruxa atirou o objeto.

Sangue. Muito sangue.

Sorri.

- Cara, vocês não fazem ideia no que estão se metendo. Mas vocês não entenderiam se eu explicasse. Então, vamos logo com isso.

Levantei e estiquei as mãos. Os quatro policiais presentes me olharam aturdidos.

Souza riu.

- É dos comédia. Olha só. É algum playboyzinho, é? - cutucou minha cabeça com o revolver. Não respondi - Bom seria se jogássemos ele do morro. Que cês acham?

Todos pareceram concordar. Mas eu já ouvia passos dos curiosos. Eles não correriam o risco.

Fui jogado na viatura com a cabeça ainda sangrando. Filhos da puta. Eu podia matar cada um deles, mas desonraria a Caça.

O carro arrancou rápido cercado de curiosos.


Souza ia no banco do passageiro e o outro policial que conversava com ele dirigia. Em meios aos solavancos que a viatura dava, ouvi retalhos de conversas.

- ... tavam falando que ele é genro da mulher. Acabou de ter uma filha, o nóia - disse Souza.

- Genro? Caralho. Sogras têm fama ruim, mas não pra esfaquear a velha desse jeito.

Ri lá na caçamba. Estavam me confundindo com meu irmão. Gêmeo. O frouxo.

- ... interrogatório tem que ser hoje, no máximo amanhã. Isso vai pra mídia rápido. Temos que...

-... mulher. Com uma filha recém nascida. É um merda mesmo.

-... era contra o casamento. Algo assim. Tava fazendo sabão nos fundos de casa.

Depois não ouvi mais nada.


O carro parou. Abriram o porta-malas. Sorri para Souza. Pedi um cigarro. Ele olhou para os dois lados e me deu um soco na boca.

Sorri com os dentes vermelhos.

Fui jogado numa cela superlotada. Era só mais um no meio de uma grande maioria negra. Mas sairia logo. Conhecia gente influente e tinha muito dinheiro.

Todos que me olhavam, logo desviavam os olhos. Eu devia ter alguma aura maligna, ou qualquer porra do tipo.

Fiquei no meu canto.

Algumas horas depois, poucas, fui chamado.

Um policial que eu ainda não havia visto me encaminhou à sala de interrogatório. Foi mais paciente, ao menos. Quando entrei, lá estava Souza e um outro cara.

- Muito prazer, Senhor... ? - ele queria que eu me apresentasse formalmente. Fiquei em silêncio.

Souza rangeu os dentes. Mas o outro continuou.

- Sou Carlos Magno, delegado da 35ª DP. E gostaria de saber o que aconteceu para que matasse sua sogra.

- Você teria um cigarro? - perguntei com um meio sorriso. Sangue seco nos cantos da boca.

- Você não pode fumar aqui. Sabe disso.

- Aquela mulher não era minha sogra.

- Claro que era, Diego. Mãe da sua esposa.

Eu não tinha uma esposa. Diego era meu irmão. Disse isso a ele.

- E quem é essa? - esticou fotos da vagabunda, minha cunhada - Não é sua esposa?

Bufei impaciente e me levantei. Souza pôs a mão no cano, mas Carlos o repreendeu.

- O que você quer, rapaz?

- Apenas me olhar no espelho.

Ele assentiu. Fui até o vidro espelhado da sala de interrogatório e parei. Cada músculo do meu corpo parou.

Olhei para o meu rosto. Sujo. Manchado de sangue.

Eu parecia um louco e comecei a rir disso também.

De relance, tive a impressão de ter visto alguém do outro lado e me aproximei do vidro. Cheguei perto mesmo. Meu hálito chegava a embaçar o espelho.

Então eu vi.

Pude vê-lo do outro lado. Com um ferimento na cabeça e sangue no avental hospitalar e nos cantos da boca.

Pareciam com os meus.

Sorri.

Minhas contas estavam erradas. O nascimento da minha sobrinha custou a vida de duas bruxas.

Então eu gargalhei. Alto. Incontrolável. Deitei no chão e continuei rindo.

Nossa família estava novamente completa.

Meu irmão tinha voltado à Caça.
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 4:19 pm

MANO

Cara, sério... Que do caralho! Sua narrativa é muito dinâmica e prende demais, e seu enredo muito instigante. Curti demais que conseguiu fazer um ótimo cenário brasileiro, também. Parabéns! Meu candidato!

Mas, infelizmente, nenhum texto é perfeito.
1- acho que cê ainda não dominou o tom/voz/andamento que tentou empregar neste texto. Embora você claramente tenha facilidade pra desenvolver uma pegada mais de rua, acho que escorrega de vez em quando.
2- O final achei muito corrido... me senti precisando de mais texto pra absorver completamente, saca? O que me leva pro...
3- Me pareceu mais o prólogo de um livro que um conto com possíveis spin-offs (que acho que foi a intenção)

Só lembrando: pra mim, o melhor do mês até agora

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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 4:43 pm

Aí na moral... Vc acabou de complicar a minha vida! Em quem votarei agora?

Mas eh disso que tô falando, pqp! Eh pra isso que pago Vcs! (lol) cada mês que passa, autores melhores!

Agora às críticas: vc descreve ambientes muito bem, eu diria que está no ponto certo. Nem tão detalhado que fica maçante, nem tão jogado que não faça sentido. Mas fiquei confusa quando vc descreveu a 'luta'. Tinha gato, tinha faca, tinha bruxa e teve sangue que fiquei sem saber direito da onde tinha vindo!

Outra coisa que achei curiosa foram os policiais saberem da sobrinha, da cunhada. Ele eh famosão na quebrada? Deve ser, mata velhinhas na favela e tal.

Seja muitíssimo bem vindo a nossa família de esquilos, e até mês que vem! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 5:03 pm

Não bastasse o Ademar aumentar de 3 para 4 minha lista ontem, agora você aumenta de 4 para 5. Não pode isso IUAEHEAHIUHUEIAIUEAHIUAEI Cara, tá sensacional mesmo, mas vou ter que fazer umas críticas negativas pessoais, mas depois vêm as positivas para compensar.

1. Eu, particularmente, aprecio fantasias no sentido literal da palavra, nas quais a história inteira se passa em um ambiente fantástico, e não alguns poucos elementos fantásticos (como bruxaria, no caso) que se encaixam em nossa realidade;

2. Além do fato que citei acima, também achei que a Fantasia em si não apareceu muito. Apareceu uma bruxa, mas não sabemos nem ao certo o que ela é capaz de fazer, apenas o que foi citado na mente do personagem, não o que foi posto em prática. Temos um punhal e uma estrelas de cinco pontas (pelo menos foi o que entendi), mas também nada de aprofundado sobre eles. Não fugiu do tema, lógico, mas acho que esse poderia ter se manifestado mais na narrativa;

3. Parafraseando e complementando a crítica da Pat, acho que a sua narrativa excede na descrição física e deixa a desejar na descrição psicológica;

4. Também não sou muito adepto à linguagem "marginal", como você mesmo nomeou, mas acho que se encaixam em algumas situações, vide músicas dos Racionais. Para um conto de fantasia, realmente acho que essa não seria a linguagem que mais se encaixa, mas foi uma inovação, e inovações sempre têm seus créditos.

5. (Agora é a positiva, hehe) Gostei da maneira como os irmãos assassinos se comportam. Mesmo com falta de descrição psicológica de ambos, senti essa jogada de o "irmão badass" e o "irmão paz e amor", que no final acaba voltando para o "jogo".

Parabéns pela super revolução/inovação e, mais uma vez, bem-vindo!







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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 5:15 pm

As críticas do Indy foram perfeitas. O dinamismo da minha narrativa tá aí, mas a linguagem que eu usei nesse conto em específico é nova pra mim. Também não gostei muito de como o final se deu, mas era necessário para causar o impacto que eu precisava.

Quanto a Patrícia, talvez cenas de conflitos ainda sejam algo que eu preciso trabalhar mais. A ambientação e o quê psicológico são os pontos que eu mais aprecio, então, sua crítica faz total sentido.

E Caio, acho que você ainda não captou qual é o verdadeiro mistério do conto. Alias, não tenho certeza se todo mundo captou, mas talvez, quando entender faça mais sentido. E quanto a sua crítica em relação ao teor mais "clássico" de fantasia, te indico leituras de fantasia urbana, como o Eric Novello, por exemplo. Eu fiz um mix de fantasia urbana com literatura marginal e um viés psicológico. Mas agradeço as críticas que SEMPRE são construtivas.
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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 5:22 pm

Aliás, fantasia urbana <3

Caio tá sabendo de nada, esse inocente! :v (Mas aposto que curtia Supernatural em sua época ÁUREA, não oq virou agora)
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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Qui Jul 31, 2014 5:49 pm

Weslley Reis escreveu:
As críticas do Indy foram perfeitas.

Legal, agora vá lá ler o meu conto k

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Dom Ago 03, 2014 9:57 pm

Eu lembrei mto do supernatural enquanto lia seu conto rs
Vc escreve bem a narrativa fluiu, mas eu não curti o final, ele se rolou de rir feito um maluco rs

Parabéns pelo conto!
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Dom Ago 03, 2014 10:41 pm

Cara, gostei.

Essa linguagem marginal me fascina, o enredo é bom e a conclusão melhor ainda. Mas, o fato do subgênero ser fantasia não foi provado, visto que a "bruxa" não realizava feitiços na prática (ao menos não foi descrito rituais de bruxaria no conto), como o policial mencionou, ela poderia estar fazendo sabão e coisa tal. Isso me deixa com uma duvida sobre a sua real ideia. Jogar uma trama duplamente tendenciosa para o leitor?

Quanto ao final, suponho que a cunhada morreu!!! Gostei. É isso. Até a próxima.
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Seg Ago 04, 2014 11:15 am

Ademar Ribeiro escreveu:
Cara, gostei.

Essa linguagem marginal me fascina, o enredo é bom e a conclusão melhor ainda. Mas, o fato do subgênero ser fantasia não foi provado, visto que a "bruxa" não realizava feitiços na prática (ao menos não foi descrito rituais de bruxaria no conto), como o policial mencionou, ela poderia estar fazendo sabão e coisa tal. Isso me deixa com uma duvida sobre a sua real ideia. Jogar uma trama duplamente tendenciosa para o leitor?

Quanto ao final, suponho que a cunhada morreu!!! Gostei. É isso. Até a próxima.

VocÊ entendeu a ideia, Ademar. Tudo nesse conto é dúbio. Bruxas existem, ou não? Os irmãos são dois ou um? Era sabão ou algum ritual de feitiço? Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões. Construí ele com esse intuito mesmo. Agora, se existe o elemento fantástico ou não, não posso afirmar, ao meu ver sim. Mas tudo depende de quem lê. Como sempre.

Obrigado pelos elogios.
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Dois por um   Seg Ago 04, 2014 11:19 am

Estela Goldenstein escreveu:
Eu lembrei mto do supernatural enquanto lia seu conto rs
Vc escreve bem a narrativa fluiu, mas eu não curti o final, ele se rolou de rir feito um maluco rs

Parabéns pelo conto!


Obrigado pela leitura, primeiramente. Tudo é uma questão de como você vê as coisas. Supernatural não foi minha inspiração nesse caso, porque o viés é outro. Mas é bem possível traçar uma relação.

E críticas são sempre bem-vindas. (:
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