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 A escolha de Perséfone

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Karol Silano



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MensagemAssunto: A escolha de Perséfone    Sex Ago 01, 2014 6:29 pm

Eu soube o exato momento em que ele entrou no castelo. Sentia seu poder. Pela correria dos servos, eu não sou a única que sentiu sua presença. Arrumei meu longo cabelo escuro sobre o ombro e desci um pouco mais meu decote. Esperei com calma, sentada na cama, ouvindo cada som. Então, finalmente, os passos dele surgiram no corredor.
- Eu não vou lidar com qualquer problema agora! Qualquer um que ousar me perturbar sofrerá a dor da minha ira!
Alguém está irritado, pensei.
A porta do quarto se abre e ele surge com toda sua glória. Pele bronzeada, cabelos negros e olhos negros. Eu apenas podia admirá-lo. Éramos um casal bonito, meus cabelos tão negros quanto os dele, mas minha pele branca em contraste. Ele, com sua beleza selvagem e eu com minha beleza delicada de flor.
Pobres mortais... Achavam que eu, uma deusa, fiquei presa no mundo inferior contra minha vontade. Rá! Como se qualquer um, deus ou homem, pudesse obrigar uma deusa a fazer qualquer coisa que ela não queira. Pobres mortais! Eu tinha excelentes razões para continuar ali.
- Sabe, você continua a me olhar assim e nós não vamos jantar hoje – a voz de Hades é forte, profunda e sedutora.
Como se eu me importasse com jantar!
- Senti sua falta hoje – sussurro e me levanto, indo direto para ele.
- Eu também – ele sorriu. O mais belo sorriso.
Ele me puxa para um beijo. Não qualquer beijo. Ele toma tudo que tenho e tudo que sou com apenas um beijo. O gosto dele é único, viciante. Suas mãos exploram meu corpo e eu estou pronta. Pronta pra ser dele mais uma vez.
- Ainda não, minha menina – ele sussurra.
- Não se diz não para uma deusa.
- Oh, não – ele ri – Mas você é minha deusa. Minha. Então, nós vamos esperar.
Meu olhar é fatal. Eu esperei o dia inteiro!
Efeito Hades: me faz parecer um bebê carente.
- Então, como vão as coisas no Olimpo? – pergunto já me afastando.
- O de sempre – ele me puxa em seus braços – Encontrei sua mãe.
Oh.
- Sim? E como está Deméter?
- Não finja que não se importa, Perséfone. Ela estava preocupada, irritada e com saudades de você, não que ela admita. Ah, ela ainda me odeia.
- Minha mãe tem que superar isso, Hades. Não sou uma criança, sou uma mulher e posso escolher com quem me deito.
- Tente entender o lado dela – ele beija meu cabelo – Eu sou o deus da Morte, amor. Eu vivo aqui, no submundo, evitando contato com tudo e todos. Não posso pensar em uma mãe, deusa ou humana, que me queira como genro.
Ele realmente merece uns tapas!
- Por Zeus, Hades! Não é escolha dela! E mesmo se fosse, não vejo porque não escolher você. É melhor do que todos aqueles idiotas juntos! Sabe disso! E não, nós não vamos continuar com essa discussão. Escolhi você e não vou mudar de ideia.
E não ia mesmo! Estavam juntos há mais de duas primaveras. Nem sempre o caminho foi fácil, os dois tiveram que se adaptar, mas conseguiram. Estavam estáveis e as brigas mesmo só ocorriam por uma causa: Deméter. Sua mãe movia céus e terra para acabar com seu relacionamento. Pra ela, sua amada filha merecia mais do que o deus da Morte.
- Sinto muito, não quis dizer que concordo com ela – ele me abraça – Mesmo se você quiser ir, Perséfone, eu não vou deixar.
- Você é meu, Hades. E eu gosto de manter o que é meu comigo.
- Não posso concordar mais – então ele me beija.
A mesa já esta pronta quando descemos. Descemos de mãos dadas. Mais uma coisa que surgiu naturalmente entre nós – a vontade de estar perto, de sentir o toque, a voz e o cheiro. Eu nem mesmo tento sentar na minha cadeira. Ele me senta em seu colo e me alimenta com o melhor do melhor. É engraçado – e fofo – vê-lo separando as melhores partes para me dar.
Só de pensar que no começo os dois mal podiam ficar no mesmo ambiente. Nós dois vivíamos em pé de guerra, até que uma de nossas brigas terminou na cama. Eu apenas não suportava o deus arrogante que ele era, dando ordens e berrando, sendo um puto egoísta e nem mesmo olhando em minha direção. Eu o odiava. As primeiras visitas que fiz ao submundo, por ordens do oficio, foram terríveis. O mau humor de Hades era contagiante.
Mas então, eu era uma típica deusa mimada. Talvez tão chata quanto ele, mas de uma forma diferente. Eu queria os homens aos meus pés. Eu tinha os deuses no Olimpo querendo minha atenção e quando chego ao submundo sou ignorada. Oh, eu fiquei puta. Se em duas primaveras Hades aprendeu a amar, eu aprendi a ser mulher. A me comportar e agir como uma.
Quando se vivia no submundo, o seu jeito de encarar o mundo mudava. Até os deuses temiam a morte. Mas você apenas conhece a vida, quando entende a morte. E é por isso que deuses e humanos vivem tão mal.
- Posso saber o que minha deusa tem em mente?
- Além de ficar nua com você?
Ele ri. É um som lindo.
- Além disso.
- Bom – eu sorrio – eu estava me lembrando de como tudo começou. As brigas, seu mau humor...
- Suas crises – ele completa.
- Nós demos um belo show – concordo.
- Acho que eu nunca te agradeci por isso, amor – ele me beija – Obrigado por me lembrar de que estou vivo.
Meu sorriso é enorme. Há dois anos, eu nunca diria que esse deus me diria isso. Ou diria isso a qualquer um! E pensar um deus sério e carrancudo, de poucas palavras e de uma ira temida pelos deuses, podia ser tão doce comigo. Que o deus da morte podia amar.
- Foi um prazer – digo e lhe ofereço um morango.
Ficamos por um tempo ali, trocando mimos. Contei a ele sobre meu dia e ele contou sobre o dele – sem citar o nome da minha mãe, o que eu agradeci. Quando estávamos satisfeitos e eu levemente bêbada, voltamos para o quarto.
E ele mais uma vez me provou que eu era dele.
E ele era meu.

Nada de bom acontecia quando Zeus pedia pela sua presença. Nada. E quando meu querido pai chamou por Hades e por mim, soube que estávamos com problemas. Durante todo esse tempo juntos, Zeus nunca interferiu na união. Os boatos diziam que ele aprovava e como não dizia o contrário, foi tomado como verdade.
Há também aqueles que diziam que, desde o começo, Zeus tinha um dedo na história. Fora ele quem me mandou supervisionar a coleta do néctar – que depois se tornava ambrósia – no mundo inferior. Eu não duvidava de nada. Meu querido pai era conhecido por suas artimanhas, mas algo me diz que ele não esperava que meu relacionamento com Hades durasse tanto tempo.
Nós fomos até Zeus de mãos dadas. Os cochichos já se tornaram gritos no Olimpo. Ninguém acreditava no que via. Hades de mãos dadas com uma deusa? Sim, senhores! Meu sorriso era arrogante, enquanto Hades mantinha sua cara de deus da Morte. E pensar que eu já o achei intimidante... Agora era apenas sexy como o inferno.
Zeus parecia o mesmo. Mas só pela sua forma de andar, a tensão em seu rosto e ombros, além dos olhos queimando, eu posso dizer que ele está muito irritado. Ele não era um deus difícil de se lidar, mas quando alguém ou algo o irritava... Que o Olimpo tenha dó dos homens, porque ele não media esforços para mudar as coisas como ele bem queria.
- Finalmente vocês vieram – Zeus chamou. Definitivamente irritado.
- Meu pai – falei educadamente – É bom vê-lo.
- Irmão – foi o único cumprimento de Hades, curto e frio.
- Vamos direto ao assunto – Zeus suspirou antes de gritar – Deméter!
Que o tártaro me engula.
Hades ficou ainda mais tenso ao meu lado. Ondas de raiva pareciam sair de seu corpo. Minha mãe, tão bela e com rosto severo, entrou na sala sem ao menos olhar na minha direção. Um doce de mãe!
- Deméter, repita o que solicitou a mim – Zeus ordenou.
Ele parecia bravo. Não olhou para Deméter e eu notei que ela era a causa da irritação. De alguma forma, minha mãe conseguiu a atenção de Zeus sobre o meu “caso” e não fez isso sozinha. Se eu conheço bem meu pai e minha mãe, ela deve ter pedido pelo apoio de Hera. Pobre Zeus...
- Eu solicitei, Rei dos Deuses, que minha filha volte ao Olimpo. Preciso de sua ajuda. Ela vem abandonando suas funções com a terra, enquanto vive no submundo.
O que?!
- Perséfone não vai a lugar nenhum – a resposta fria de Hades me tirou do estupor.
- Realmente, mãe? – olhei para Zeus – Eu não estou abandonando nenhuma das minhas funções. Tudo corre em perfeita harmonia.
- Ela mente – foi a seca resposta de Deméter – A terra precisa de contato e de cuidado. Ela não fica mais que algumas horas fora do submundo. Ela não é mais uma criança, mas age como uma. Precisa ter responsabilidades como uma mulher.
- Eu não acredito que... – eu começo a gritar, então Zeus interrompe.
- Silêncio! – ele esta furioso agora – Sem gritos. Você, Deméter, não cuspa veneno em sua própria filha. Foi seu trabalho educa-la e se não o fez, a culpa é sua.
Ai. Zeus realmente não teme a fúria de uma deusa.
Para minha surpresa, Deméter fica em silêncio.
- Infelizmente, Perséfone, certos pontos são verdadeiros. Você é a deusa da primavera e não esteve muito tempo aqui durante a estação. Não foi uma primavera bonita. As flores pedem por sua atenção e eu não posso ignorar a falta do equilíbrio.
Posso ignorar Deméter, mas não os fatos. Ele não disse, mas todos entenderam o recado. Meu coração estava gelado. Medo. Hades estava em um silencio raivoso. Estava se controlando, o aperto firme na minha mão não negava a fúria interna que meu amado deus tinha.
- Sendo assim – Zeus continua – eu decreto que Perséfone passará toda primavera no Olimpo, cuidando de suas obrigações, e estará livre para voltar ao submundo durante os outros meses para cumprir suas obrigações como a Rainha dos Mortos.
Não!
- Zeus, são seis meses! O submundo precisa dela tanto quando a primavera! – Hades explodiu – Preciso dela ao meu lado e não vou abrir mão disso.
- Hades – Zeus parecia cansado e irritado – ela não pode cumprir suas obrigações com a primavera estando no mundo inferior. É o meu decreto e não vou mudá-lo.
Eu não queria uma luta entre irmãos. Mas Hades não ia concordar com isso. Seis meses sem termos contato? Nem eu concordo com isso. Nenhuma ideia me vinha à mente, até que algo estalou.
- Pai – eu digo o mais suavemente possível – e se eu puder passar as noites no submundo, durante a primavera? Eu tenho que cuidar da coleta do néctar lá e posso aproveitar para cuidar das minhas obrigações como Rainha.
Zeus pareceu concordar, mas Deméter foi mais rápida.
- Já pensando em fugir de suas obrigações com a terra! – ela balançava os braços enquanto gritava furiosa – Que tipo de deusa é você? Dependente de um deus como um cão com seu dono!
- Deméter, saia dessa sala! Agora! Minha paciência já esta no fim e eu não tenho tempo para suas birras – o grito de Zeus me fez tremer.
Minha mãe me jogou um olhar matador antes de jogar os cabelos e sair da sala o mais rápido que pode. Ela não era burra, não iria contra a ira de Zeus.
Hades nem mesmo piscou.
- Sobre sua oferta – Zeus continuou mais calmo – eu concordo. Ela pode voltar ao mundo inferior durante a noite, mas deve voltar antes que o Sol nasça. Agora, eu vou voltar para os braços da minha mortal.
E então ele se foi. Um sorriso me pega – outra mortal! Hera deve estar enlouquecida. Me virei e fiquei frente a frente com Hades, que olhava o horizonte com olhos frios. Ele estava tão duro quanto uma montanha – e o músculo do seu maxilar saltava.
- Eu te amo – eu sussurro e isso o faz me olhar – São apenas seis meses e eu ainda vou dormir com você.
- Eu realmente quero jogar sua mãe nas profundezas do tártaro... – ele suspira – Qual feitiço você jogou em mim, mulher?
- Hm, nada disso. É tudo sobre o meu corpo – eu sorrio e ele ri.
- Prometa-me, Perséfone. Prometa que mesmo voltando à superfície, você ainda vai me amar. E ao seu Reino.
- Você sequestrou meu coração, Rei dos Mortos. E se eu tivesse que escolher... Seria você. Sempre vai ser você.
- Ah, minha menina – ele me beija – Você tem mais poder nas mãos do que imagina. Tem o coração do deus da morte para cuidar.
- Pensei que o deus da Morte não poderia amar – eu provoco.
- Ele não podia. Até a primavera chegar ao submundo.
Daquele dia em diante Perséfone viveu seis meses no mundo dos mortais, mas a cada noite ela voltava para os braços do seu deus. Já Hades vivia a doce agonia de esperar a volta de sua Rainha. Ninguém se atrevia a falar com o deus enquanto Perséfone estava longe. A ira do deus nunca era tão grande quanto nos dias em que ela estava longe. Era dito que nunca houve, entre os deuses, amor mais forte que aquele.
Já Deméter, que nunca se conformou com a escolha da filha, viajou ao redor do mundo espalhando falsos boatos sobre o amor do casal. Uma delas envolvia até sementes de romã...
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Sex Ago 01, 2014 11:53 pm

Vi evolução!
Vi uma Ana mais preocupada com coesão, construção de mundo (no caso, adaptação, visto que mitologia grega é algo existente) e, importante: pontuação (sério, você praticamente aperfeiçoou isto)! Seus períodos curtos e excesso de pontos me lembram muita coisa de literatura contemporânea
Ainda vi personagens sem muita densidade e um enredo meio genérico, pronto, saca? Acho que daria pra pirar muito mais. Além disso, percebi o que você tentou fazer com a mudança do tempo da nartativa, mas não achei que ficou muito bom. Tanto pela falta de domínio quanto pela constante inconstância.

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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Sab Ago 02, 2014 12:02 am

Indy J escreveu:
Vi evolução!
Vi uma Ana mais preocupada com coesão, construção de mundo (no caso, adaptação, visto que mitologia grega é algo existente) e, importante: pontuação (sério, você praticamente aperfeiçoou isto)! Seus períodos curtos e excesso de pontos me lembram muita coisa de literatura contemporânea
Ainda vi personagens sem muita densidade e um enredo meio genérico, pronto, saca? Acho que daria pra pirar muito mais. Além disso, percebi o que você tentou fazer com a mudança do tempo da nartativa, mas não achei que ficou muito bom. Tanto pela falta de domínio quanto pela constante inconstância.

Bom, primeiro: obrigada!
Agora vamos lá UHAUHAUHUAH quando escrevi a história já escrevi pensando que os leitores teriam uma base sobre os personagens, então, eu realmente não aprofundei muito nessa questão. As coisas que eram "novidade", eu tentei explicar melhor. É nessa parte que eu falhei?
Sobre a mudança no tempo, você pode explicar melhor? Realmente não entendi a crítica nessa ponto e quero entender exatamente o que quis dizer!
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Sab Ago 02, 2014 6:19 am

Tempo verbal. Pretérito e presente. Agora vá ler meu conto

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Dom Ago 03, 2014 8:48 pm

Bom, eu gostei bastante da sua narração, você não detalha muito, mas faz diálogos muito bons. No entanto acho que esse tipo de narração não combina com o tema, sei lá, talvez seja só eu.
Nunca encarei Hades desse jeito, como um homem romântico ou apaixonado, mas você conseguiu convencer bastante. Mas também acho que esta história foi muito pouco, você poderia fazer algo mais interessante em cima disso, como quando Perséfone lembra dos dois no começo da relação, eu fiquei mais interessada nisso do que no pequeno impasse com Zeus. Enfim, é isso, parabéns!
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Dom Ago 03, 2014 11:51 pm

Eu li no dia da postagem, mas infelizmente apenas agora eu consegui comentar.
Bem... Os personagens e o mito escolhido eu nem preciso comentar <3 é muito amor, mas infelizmente eu senti um pouco de falta de intensidade neles. Não sei, apesar de toda a questão carnal descrita pela perséfone eu não senti isso tanto quanto eu gostaria.
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Dom Ago 03, 2014 11:54 pm

Eu li no dia da postagem, mas infelizmente apenas agora eu consegui comentar.
Bem... Os personagens e o mito escolhido eu nem preciso comentar <3 é muito amor, mas infelizmente eu senti um pouco de falta de intensidade neles. Não sei, apesar de toda a questão carnal descrita pela perséfone eu não senti isso tanto quanto eu gostaria.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Seg Ago 04, 2014 7:46 pm

Gostei de seu conto Ana. Desta vez, você se preocupou mais na desenvoltura do texto, ampliando sua narrativa e os diálogos. Uma história conhecida, porém recontada em meandros de luxuria, ao meu ver. Mas o ar meloso contaminou os personagens. Hades o mais destemido, rei do submundo, ficou preocupado com a sogrinha??? Essa descaracterização do personagem me deixou meio triste, mas de resto ó... uma beleza!
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Rogério Silva

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Ter Ago 05, 2014 8:18 pm

Muito bom o seu conto! Há alguns pequenos erros de ortografia, mas nada que o comprometa.
Um comentário do Ademar Ribeiro me chamou a atenção, pelo pouco que conheço de mitologia: Hades odiava Zeus, por ter sido traído por ele e condenado a ficar no submundo (se não me falha a memória). Ele podia sair de lá? Não sei.
Outra coisa: primavera durando seis meses? É isso mesmo? Como já escrevi algumas vezes aqui, sou uma pessoa muito limitada, e fico "na onça" para entender. Deve ser a maldita formação acadêmica que me faz assim: procurar racionalmente explicações em tudo...


Última edição por Rogério Silva em Qui Ago 07, 2014 9:31 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Ter Ago 05, 2014 11:01 pm

Oi karol achei que seu conto atente exatamente a proposta desse mês... romance romântico transforma verdadeiros ogros em homens apaixonados e fiéis, assim como seu personagem deus da morte rs
Minha maior dificuldade com esse tema eh não cair na fantasia e eu acho q vc teve muito sucesso, o texto ficou bem gostosinho de ler.
Como sugestão acho q no final a sogra q representa o mal deveria ter ser ferrado mais!
Parabéns garota!
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Adriano Griot

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qua Ago 06, 2014 9:39 am

Mais um conto empolgante,a mais bela história de amor da mitologia e como toda boa história de amor,tensa beirando a tragédia.Parabéns.
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Sab Ago 09, 2014 1:08 am

Eu não sei nem oq comentar, garota! Tá lindo! Me lembrou muito aquele livro lá, deusa da primavera, que eu adorei, aliás e recomendo!

Sua narrativa, pra variar, me encanta! Adorei o linguajar 'chulo'de Persefone, deu um toque extra, e meu deus, que Hades! Eu também não conseguiria tirar as mãos dele! Adorei!
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Ter Ago 12, 2014 12:01 pm

Meu casal favorito, apenas. E mitou. <3
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Caio Biolcatti
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qua Ago 13, 2014 1:11 pm

Ana, molier, a justiça o comentário tarda mais não falha! IAUHAEUIHUIAEIUAE

Não é segredo pra você que eu amo seus contos, né? Você diz que queria escrever mais, mas eu invejo sua capacidade de desenvolver histórias com começo, meio e fim em menos palavras. Aliás, uma SENHORA história como esse, né? Não concordo com alguns comentários que dizem que está estranho Hades ser tão amoroso - isso é só mais uma visão fechada na visão que a Disney mostra dele. Hades pode ter seus rancores contra seus irmãos, mas não é um ser desalmado, e a morte é mais sensível do que geral pensa. MAS ENFIM, MODO MARCELO OFF, EU AMEI <3 Peguei esse quê de erotismo que você apresentou e apreciei muito o modo como a sua história se encaixaria perfeitamente na mitologia oficial. Tirando a questão do tempo verbal que já foi citada, não tem mais nada que eu queira criticar. Parabéns nega!!

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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 8:53 pm

Letícia Azevedo escreveu:
Bom, eu gostei bastante da sua narração, você não detalha muito, mas faz diálogos muito bons. No entanto acho que esse tipo de narração não combina com o tema, sei lá, talvez seja só eu.
Nunca encarei Hades desse jeito, como um homem romântico ou apaixonado, mas você conseguiu convencer bastante. Mas também acho que esta história foi muito pouco, você poderia fazer algo mais interessante em cima disso, como quando Perséfone lembra dos dois no começo da relação, eu fiquei mais interessada nisso do que no pequeno impasse com Zeus. Enfim, é isso, parabéns!

Obrigada! Entendi seu ponto de vista!
Uma boa ideia e quero sim escrever mais sobre os dois!
Mais uma vez, obrigada!
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 8:55 pm

Tammy Marinho escreveu:
Eu li no dia da postagem, mas infelizmente apenas agora eu consegui comentar.
Bem... Os personagens e o mito escolhido eu nem preciso comentar <3 é muito amor, mas infelizmente eu senti um pouco de falta de intensidade neles. Não sei, apesar de toda a questão carnal descrita pela perséfone eu não senti isso tanto quanto eu gostaria.

Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Então. Grande questão do tema pra mim: romance e não romance erótico. Eu tive que excluir várias cenas, refazer vários trechos, porque iria entrar em outro tema. Na minha mente os dois tem um amor forte e um desejo mais forte ainda!! Mas não quis misturar as coisas e fugir do romance "leve" que eu entendi como tema Sad quem sabe quando tiver romance erótico, eu não faça uma releitura da releitura? UHAUHAUHAHA
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 8:57 pm

Ademar Ribeiro escreveu:
Gostei de seu conto Ana. Desta vez, você se preocupou mais na desenvoltura do texto, ampliando sua narrativa e os diálogos. Uma história conhecida, porém recontada em meandros de luxuria, ao meu ver. Mas o ar meloso contaminou os personagens. Hades o mais destemido, rei do submundo, ficou preocupado com a sogrinha??? Essa descaracterização do personagem me deixou meio triste, mas de resto ó... uma beleza!

Obrigadaaaaaaa, Ademar!
Então, o grande e temido Hades sabe bem o poder da fúria de uma deusa. Nem mesmo Zeus gosta de provocar uma delas. UHAUHAUHUAHUAHUAHUAH
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:00 pm

Rogério Silva escreveu:
Muito bom o seu conto! Há alguns pequenos erros de ortografia, mas nada que o comprometa.
Um comentário do Ademar Ribeiro me chamou a atenção, pelo pouco que conheço de mitologia: Hades odiava Zeus, por ter sido traído por ele e condenado a ficar no submundo (se não me falha a memória). Ele podia sair de lá? Não sei.
Outra coisa: primavera durando seis meses? É isso mesmo? Como já escrevi algumas vezes aqui, sou uma pessoa muito limitada, e fico "na onça" para entender. Deve ser a maldita formação acadêmica que me faz assim: procurar racionalmente explicações em tudo...

Obrigadaaa Rogério!
Então, há diversas versões na mitologia. Uma das histórias "originais" de Perséfone e Hades diz que Zeus entregou a filha a seu irmão sem o consentimento de Deméter, que buscou pela filha pelos quatro cantos do mundo. Tentei seguir essa ideia.
Sobre os seis meses, é exatamente o que diz a lenda. Os seis meses englobam primavera e verão, mas como nos mitos dizem apenas "primavera" mantive assim, já que ela é a Deusa da Primavera, e tudo mais!
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:02 pm

Estela Goldenstein escreveu:
Oi karol achei que seu conto atente exatamente a proposta desse mês... romance romântico transforma verdadeiros ogros em homens apaixonados e fiéis, assim como seu personagem deus da morte rs
Minha maior dificuldade com esse tema eh não cair na fantasia e eu acho q vc teve muito sucesso, o texto ficou bem gostosinho de ler.
Como sugestão acho q no final a sogra q representa o mal deveria ter ser ferrado mais!
Parabéns garota!

Muuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada Estela!
Que bom que você gostou  bounce ~animação never ends kkkkkkkkkk
Eu queria mandar a Deméter pro inferno, mas não ia dar certo UHAHUAHUAUHAUHUAHUHA
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:06 pm

Adriano Griot escreveu:
Mais um conto empolgante,a mais bela história de amor da mitologia e como toda boa história de amor,tensa beirando a tragédia.Parabéns.

Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:08 pm

Patricia Souza escreveu:
Eu não sei nem oq comentar, garota! Tá lindo! Me lembrou muito aquele livro lá, deusa da primavera, que eu adorei, aliás e recomendo!

Sua narrativa, pra variar, me encanta! Adorei o linguajar 'chulo'de Persefone, deu um toque extra, e meu deus, que Hades! Eu também não conseguiria tirar as mãos dele! Adorei!

Gatona, obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
DEUSA DA PRIMAVERA É TUDO, MEU LIVRO, MINHA INSPIRAÇÃO, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH
enfim UHAUHAUHAUHAH
Obrigada, que bom que gostou fia *-*
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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:09 pm

Carol Rodriguez escreveu:
Meu casal favorito, apenas. E mitou. <3


O meu também<<3 Obrigadaaaaa!
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Qui Ago 14, 2014 9:15 pm

Caio Biolcatti escreveu:
Ana, molier, a justiça o comentário tarda mais não falha! IAUHAEUIHUIAEIUAE

Não é segredo pra você que eu amo seus contos, né? Você diz que queria escrever mais, mas eu invejo sua capacidade de desenvolver histórias com começo, meio e fim em menos palavras. Aliás, uma SENHORA história como esse, né? Não concordo com alguns comentários que dizem que está estranho Hades ser tão amoroso - isso é só mais uma visão fechada na visão que a Disney mostra dele. Hades pode ter seus rancores contra seus irmãos, mas não é um ser desalmado, e a morte é mais sensível do que geral pensa. MAS ENFIM, MODO MARCELO OFF, EU AMEI <3 Peguei esse quê de erotismo que você apresentou e apreciei muito o modo como a sua história se encaixaria perfeitamente na mitologia oficial. Tirando a questão do tempo verbal que já foi citada, não tem mais nada que eu queira criticar. Parabéns nega!!

NÃO CURTI ESSA DEMORA, MAS PERDOO PQ VC RECOMPENSOU <3 UAHAUHAUHAUHUAHUAHAHUUHAUHA
Ah Caio, vindo de vc meu futuro autor n1 do NYT, é mt emoção! Sério! Obrigada!
Então, eu queria escrever mais pq toda vez alguém sente falta de mais e eu sinto que poderia dar mais UHAUHAUH mas ao mesmo tempo, sou daquelas diretas e sinceras, é o que é e acabou, sem muita enrolação! Sobre o Hades... Conviver com a morte endurece qualquer coração, imagine conviver com a morte, a dor e a solidão, isolado do mundo e ignorado pelos deuses? Hades conhece o melhor e o pior da vida, e valoriza o que há de melhor nela; o amor. Apenas um deus que entende a morte tão de perto pode valorizar a vida, e as melhores coisas dela! Hades é apenas o meu sonho de consumo: gostoso, poderoso, senhor de si e manda na poha toda, mas tem um coração capaz de amar acima das leis do Universo! MODO SILVANA OFF, AQUELAS AUHAUHAUHAUHAUHAUHA
Que bom que gostou do erotismo, tinha que ter né, pelo menos um arzinho, já que esses deuses tem fogo no meio das perna!
TEMPO VERBAL TAVA DE FÉRIAS UAHAUHAUHAUHUHAUHAUH vou melhorar, prometo.
MAIS UMA VEZ:
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOBRIGADA, CAIO, MEU LINDO! <3
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MensagemAssunto: Re: A escolha de Perséfone    Dom Ago 31, 2014 4:56 pm

Olá, Karol, como vai?

O começo me desagrada, falta um quê de alguma coisa! O ponto forte, a mim, são os diálogos descontraídos e bem articulados. Sem que me esforce, a voz do Hades é sempre grave em minha cabeça quando leio seu conto, será que isso é obra de seu texto? Não gosto desta mudança súbita da primeira para a terceira pessoa:

"E não ia mesmo! Estavam juntos há mais de duas primaveras. Nem sempre o caminho foi fácil, os dois tiveram que se adaptar, mas conseguiram. Estavam estáveis e as brigas mesmo só ocorriam por uma causa: Deméter. Sua mãe movia céus e terra para acabar com seu relacionamento. Pra ela, sua amada filha merecia mais do que o deus da Morte."

O que foi? Alguém pegou o diário da Perséfone e passou a fazer anotações nele? O Gustavo estava a falar mais ou menos disto aqui:

"A mesa já esta pronta quando descemos."   -->  "A mesa já estava pronta quando descemos"

Parabéns, gostei bastante dos diálogos. De verdade mesmo!
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A escolha de Perséfone
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