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 O Tocador de Lira - Parte I

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: O Tocador de Lira - Parte I   Sex Ago 08, 2014 6:34 pm

Há muito tempo atrás, vivia nestas terras, um jovem belo, talentoso, cujo suas especialidades era a confecção manual de liras. Seu nome era Anfião. Seus instrumentos eram os mais bem feitos e bem afinados de toda à Grécia. Sua precisão com tal arte, era tamanha que até Apolo o convocara para ser seu artesão instrumental. Visto que o deus do sol era adepto a lira, e as tocavam como nenhum outro no monte Olimpo.

Os pais de Anfião, Nereu e Aretusa lhe ensinaram o ofício quando ainda era um infante de cabelos rasos e parcos. Nereu lhe instruía a confecção e afinação do instrumento, enquanto Aretusa lhe instruía a tocá-la. Seu tino musical e sua audição aguçada fez de Anfião o maior lirista de todos dentre os mortais. O deus Pã, o reverenciava e se alegrava com suas melodias. Ambos tocavam seus instrumentos encantando todas as ninfas, animais e florestas por onde vagavam, eram amigos e consortes musicais.



...



Na mansão de cristal, o deus do sol sempre tocava sua lira junto ao panteão dos deuses olímpicos. Sua melodia era bela e tenra, mas logo foi superada por seu filho, Orfeu. Este que nasceu com um dom.

Orfeu aperfeiçoou o oficio com seu próprio pai ao ganhar dele o instrumento de ouro confeccionado por Anfião.

O jovem filho de Apolo fazia de sua lira uma magia. Sua bela melodia levava os seres viventes a um sono profundo e relaxante. Amenizava lutas e disputas descabidas, os pássaros paravam de voar para lhe escutar, por uma nota, os animais selvagens perdiam o medo de serem apanhados e as árvores se curvavam para pegar os sons que bailavam ao vento. Reza a lenda que sua lira dourada livrou os Argonautas das terríveis sereias, sobrelevando seus cantos sedutores, com suas doces notas.

Orfeu, sabido dos feitos de Anfião, sentiu ciúmes daquele humano com seu pai. Suas idas a mansão de cristal lhe desagradavam, visto que o simplório mortal encantava todo o panteão com sua lira. Papel este que fora de seu pai e que agora era seu por direito. Mas o jovem Anfião insistia em cativar os deuses.

Orfeu então decidiu que somente os deuses poderiam ter tais talentos. Armou uma cilada para o jovem artesão. Pediu a Hermes que enviasse um recado ao mortal, solicitando uma encomenda.



...



Anfião trabalhou duro por uma semana. Confeccionou sua encomenda com chifres de cabra dos alpes gregos e tripas de boi de Creta, conforme o pedido solicitado. Seguiu sua viagem para um lugar longínquo, milhas da região verde e habitável da Grécia. A terrível planície de Cistene. Anfião conhecia sua reputação, mas Apolo e sua melodia nunca lhe faltaram em situações diversas.

O jovem artesão seguia sua viagem conduzida pelos passos de Apolo. Ao chegar no topo da planície um amontoado de rochas bloqueavam o caminho. Dentro, uma caverna, profunda e escura ocultava um palácio milenar de pedras. Anfião munido de um cajado seguia a passos lentos, tateando o solo na escuridão da caverna.

Um sussurro seguido de um guizar seco ecoou no ar. Anfião procurava aguçar seus sentidos a fim de arquitetar virtualmente aquele lugar em sua cabeça. O odor era de terra úmida e a temperatura interna era fria. O chão era de mármore rústico e estava escorregadio. Vigas sustentavam o céu repleto de estalactites que suavam insistentemente, causando um som típico de goteira. Estátuas de pedras numa escala humana jaziam espalhadas aleatoriamente por todo o salão.

Uma voz doce e serena sincronizada com silvos se fez no ar. A audição de Anfião era sua maior arma, sua certeza era de estar se aproximando de um ninho de cobras. Os silvos se intensificaram, quando uma criatura apareceu lhe interrompendo os passos. Anfião sentiu sua presença há menos de um palmo de distância. Sentiu seu corpo frio. Os silvos soavam no ar, como se cobras lhe sobrevoassem a cabeça. O jovem artesão não se intimidou e apresentou-se cordialmente emitindo um breve sorriso. A criatura atônica não entendera a situação. Aquele franzino mortal não se sucumbira ao seu encanto. Anfião entregou o embrulho à criatura, que sem reação, mas curiosa o recebeu. Suas mãos se tocaram por um breve momento. Anfião sentiu a pele da criatura, uma textura lisa, o frio, a densidade levemente úmida e deduziu quem o era. A criatura se livrou da embalagem e descobriu uma bela lira.

– Como conseguiu chegar até aqui? - falou a criatura, num tom baixo, mas rasgado.

– Fui guiado pelos moradores desta região!

– E como o fez, visto que aqui só há maldades, pessoas mentirosas e corruptores?

– Com minha lira. Ao toca-la o mal se afasta de mim. - respondeu Anfião ajeitando sua bolsa na cinta.

– Interessante. Você sabe quem eu sou?

– Sim, sei. Sua reputação corre como cavalos selvagens nas planícies.

– E mesmo assim ousou vir me visitar.

– Como eu disse, sou imune a maldades. Com minha fé ao deus Apolo e minha lira, nada pode me corromper.

A criatura ponderou aquelas palavras, um reflexo sobre a situação lhe incomodara. Como o tal mortal não se sucumbiu aos seus feitiços, visto que ele não tocou a lira para se proteger e nem rezou pelo seu deus. Só podia ser o tal instrumento, talvez ele fosse mágico e os anulasse.

– Mortal! Destruirei esta encomenda que não me foi solicitada. Que fique claro que não a desejo. - disse a criatura espatifando o instrumento ao chão.

A decepção de Anfião fora notada sutilmente. Imaginou que tal criatura havia lhe solicitado à encomenda, que fez com tanto empenho e profissionalismo. Aquela lira lhe custara seis dias de lida na floresta, na derrubada de árvores seculares para conseguir uma legítima cabra-montês de chifres longos e curvos.

– Me perdoe! Talvez fosse um equívoco. Juro que irei daqui assim que me permitir fazer.

A criatura gelada em postura ortostática serpenteava em movimentos lentos em frente ao jovem. Seu corpo era belo e escultural como de Afrodite. Sua boca carnuda e vermelha escondia uma fileira de dentes brancos e serrados. Sua pela era alva como a neve e lisa como gelo. Suas unhas enormes lhe dava um aspecto animalesco, assim como seus cabelos, onde serpentes negras se enroscavam e mordiscavam umas às outras. Mas eram seus olhos os que lhe dava a excêntrica beleza. Eram amarelados, feito olhos de gato, mas à luz do dia se notava uma heterocromia, um olho rubro e outra esmeralda, ambos hipnotizantes e cintilantes. Duas pedras preciosas com seus brilhos internos conservados por trás de duas conchas.

Um grito agudo se fez, misturado ao silvar de cem serpentes. A criatura arregalava os olhos injetados amarelados encarando o jovem artesão. Anfião sentia os olhos lhe invadirem, mas sem se alterar retirou de sua bolsa uma pequena lira.

– Maldito e petulante mortal. Tu morreras aqui e se unira a estas estatuas de pedra.

Anfião sorriu, e dedilhou os finos fios de sua lira. Uma melodia doce se criou, sobrepujando as injurias da criatura ensandecida, trazendo uma harmonia ao palácio de pedra. A criatura o encarou, e sua máscara de ódio fincada com rugas foi se amainando até se transformar numa bela face angelical.

O jovem manteve os acordes por horas. A criatura deitada ao chão, em soluços chorava. Anfião se aproximou e lhe tocou no rosto. Ela se enrodilhou numa postura fetal, sentindo o toque do mortal, percebeu algo lhe queimar por dentro. Abrindo os olhos, não havia pedra. Ele estava ali, lhe acariciando, não era tão belo quanto os deuses do olimpo, mas era distinto. Tinha um jeito diferente dos outros mortais. Aquilo lhe cativou, lhe lavou a alma. Tirou de suas entranhas a sujeira plantada pelo ódio aos semelhantes. Anfião secou as lagrimas da criatura e lhe concedeu um breve e generoso sorriso. A criatura nunca havia recebido um em toda a sua vida, não sabia o que era compaixão, não sabia o que era alegria e tão pouco conhecera o tal do amor.

Anfião se levantou e a ajudou-a ficar de pé. Estava tudo no mais completo escuro, mas a criatura lhe enxergava nitidamente através de seus olhos de gato.

– Querida hospedeira, perdoe-me pelo infortúnio que lhe causei. Estou aqui para um trabalho. Se esta encomenda não lhe pertencia, não tenho mais porque estender meu dia aqui em seu palácio.

– Não se preocupe mortal, esta casa pode ser sua, sua gentileza comigo me trouxe algo nunca sentido antes. Uma alegria, um significado. Sou só. Não admito outros seres a viver em minhas terras. Mas você é diferente, você é doce e sincero, você me encantou verdadeiramente.

– Doce criatura! Nunca degustei das ambrósias ao nascer, também não atingi à apoteose, mas mesmo assim sou de todo amor e respeito para com todos os seres viventes, sendo você um deles.

– Tu iras hoje, mas. Saiba que esta pode ser sua morada. E será sempre bem-vindo a este palácio. - disse a criatura pesarosa.

– Sim, acredito em suas palavras, e as levarei comigo junto a esta viagem. A propósito me chamo Anfião!

– Eu, Medusa!

As palavras encheram o coração do jovem mortal de alegria, nunca alguém lhe disse palavras tão sinceras antes.

Anfião se despediu e voltou para casa. Sua caminhada foi longa e muito cansativa. Ele já sentia falta daquela criatura, Medusa. Sua respiração, sua voz. Aqueles silvos e guizos. Anfião havia se apaixonado. E decidira retornar àquela caverna o quanto antes.



...



Orfeu soube do regresso de Anfião, a rainha das Górgonas não lhe causou a morte, muito pelo contrário. Ele estava feliz, apaixonado pela própria aberração.



...



Algum tempo depois Anfião retornou à morada aos confins da terra. A criatura sentira sua presença se aproximar a quilômetros de distância. Sabia que Anfião voltara. Ela então preparou um banquete para saudá-lo. Frutas, pães e hidromel do Olimpo.

Anfião chegou à caverna, tudo estava escuro como de costume. O aroma era apetitoso, ele estava com fome. Medusa se aproximou, desta vez silenciosamente e desarmada de más intenções.

– Anfião, que bom que voltastes. Estava a lhe esperar. Venha, sente-se à mesa e me acompanhe.

O jovem apalpou uma enorme pedra fria de granito. Duas outras lhe sustentavam no ar. Sobre ela, ânforas, jarros e tigelas de barro acomodavam a deliciosa refeição.

– Pelo cheiro, temos cozido de carneiro e batatas! - exclamou Anfião já bem à vontade e acomodado.

Medusa apenas sorriu. Ela nunca sorria. Ela estava espetacularmente bela. Usava um vestido de pele, acentuado em suas curvas voluptuosas. Os volumosos seios sobravam-lhes pelo decote. Gemas preciosas adornavam seu pescoço. Seus cabelos, se é que podemos chama-los assim, eram envoltos em um turbante de couro cru. Estava fabulosa, linda e ansiava pela companhia de Anfião.

Alimentaram-se, conversaram, riram e se descobriram apaixonados naquela mesma noite. Anfião tocou sua bela, ela retribuiu o carinho, um beijo solene e uma noite inteira de gozo ao pé de uma fogueira azulada.

Mais um alvorecer, Anfião encarava uma nova jornada, voltava para sua casa, ao seu trabalho. No dia seguinte foi ter com Pã, seu amigo fiel e confidente.

A alegria de Anfião inflava a ira de Orfeu, que tomou medidas para tal situação. Foi ao encontro do rei Polidetes da ilha de Sérifo que há muito desejava a cabeça da Górgona. Ambos tramaram uma maneira de captura-la. Orfeu foi até o panteão plantar uma nova semente do mau. Foi ter com Atena, confessou-lhe que Poseidon havia semeado o ventre da criatura. E que agora Medusa gerava um semideus em seu amago maligno. Atena em lágrimas fez o chão tremer. Sua ira causou tremores de terra que foram sentidos em milhares de quilômetros até a costa do mediterrâneo.

Polidetes convocou seu melhor herói. Incumbiu-lhe uma tarefa. Queria a cabeça da rainha das Górgonas. Para tal feito, o herói Perseu contou com a ajuda de Hermes que lhe forneceu sandálias aladas e sua espada. No submundo ele recebeu de Hades um elmo de invisibilidade e um escudo tão polido que o seu reflexo se via nele como numa poça de água limpa. Em sua partida, Perseu prometeu ao rei que traria a cabeça da Górgona e ofereceria a deusa da justiça.

Perseu montou em seu garanhão e cavalgou até a planície Cistene. Medusa a muito não atacara alguém, mas havia sentido o cheiro do perigo rondando seu covil e se armou com seu arco dourado. Perseu se aproximou invisivelmente, invadindo o palácio de pedra. Uma flecha zuniu, passando há alguns centímetros de sua cabeça. A criatura cantarolava uma canção nefasta, mirando sua flecha em busca de um alvo móvel e invisível. Quando ouviu um tilintar de aço Medusa se virou esticando a corda de seu arco. Perseu estava de costas, se protegia atrás de uma coluna, ele encarou a criatura pelo reflexo interno de seu escudo. Com seus olhos de gato, Medusa seu viu em um reflexo. Perseu com apenas um golpe decepou a cabeça da criatura, que já caiu seca e sem vida e sem entender o que lhe golpeara.



...



Anfião teve com Apolo. Avisou que se mudaria para a planície Cistene. Ele agora amava e queria ser amado. Apolo assentiu e em troca dos trabalhos realizados por toda uma vida, lhe concedeu um único desejo.

– Meu senhor, só lhe rogo um milagre. Ver minha bela Medusa. Preciso de olhos para enxergá-la.

Apolo assentiu e lhe concedeu o dom da visão, mesmo sendo contrariado pelo seu íntimo. Mas o amor fala mais alto e padecer dele era poético.



...



Uma nova manhã. Anfião acordou, tudo estava embaçado. Cores se misturavam aos montes. Aos poucos as coisas criavam definições. A mesa ao lado da cama, o jarro de água, a janela... Anfião saiu sem demora, tomou um banho no rio e vestiu seu chíton surrado. Estava embasbacado com o mundo que lhe foi privado desde sua estada ali. Dirigiu-se a cidade. Agora, Anfião enxergava cada referência que memorizava durante suas idas e vindas em sua vida. Um caminho arenoso, outro de pedra, um moinho há algumas centenas de metros ao sul, um pasto de cabras ao leste, outro de vacas, um riacho, um pomar de goiabeiras, outro de amoreiras, outro caminho, este de terra batida... E por ai vai. Suas referências táteis, olfativas e odoras lhe indicava qual caminho seguir. Em sua cabeça, um emaranhado de caminhos se fazia. Todos perfeitamente coerente, usando somente estas referências. Ele chegava a qualquer lugar, sem auxílio de outros humanos.

Um tumulto se fazia na cidade. Anfião curioso foi saber o que havia ali que gerava tanto aglomero. Ainda com a vista embaçada ele reconheceu os causadores de tal alvoroço. Aqueles acordes perfeitos, tocados somente por um deus.

Orfeu cantava e tocava em sua lira, a canção do herói. A balada de Perseu. Que sozinho enfrentou e matou a rainha das Górgonas. Todos atônicos exclamavam em uníssono. Anfião se aproximou dos aldeões para contemplar a cena.

Perseu com sua madeixa negras e reluzente trazia em sua mão um saco de estopa puída e suja de sangue. Do alto de sua montaria ele declamou sua luta e ergueu o troféu embrulhado, dizendo que aquele era um presente à deusa Atena.

Anfião não se conteve - sua amada -, amada Medusa morrera. Estava ali, naquele velho saco. Não pudera acreditar. Orfeu sorria quando viu Anfião ruindo.

– Perseu. Veja aquele pobre homem. Aquele aos prantos. Ele é Anfião, o artesão de liras.

– Eu o vejo Orfeu. Mas o que lhe aflige?

– Sua amada se fora, sua bela amada morrera.

– Isto é triste. Jovem assim e já enviuvado.

Perseu avançou com seu belo ginete em direção ao monte Olimpo. Orfeu o seguiu levou sua balada junto ao herói. Os aldeões se dispersavam um a um confabulando sobre a contenda do herói. Anfião limpou o rosto e se levantou, encarando Perseu com seu escudo polido.

– Perseu! Chamo-me Anfião. Sou o artesão de liras. Tenho um pedido a lhe fazer.

– Sim, Anfião. O que posso fazer por você?

Orfeu assistiu ao dialogo sem demonstrar diferença.

– Apenas me deixe vê-la?

– Ver quem?

– Minha amada?

Perseu assustado buscou Orfeu, que apenas lhe assentiu com um aceno breve de cabeça.

– Jovem Anfião. Creio que essa não seja a sua amada. Esta é Medusa, a rainha das Górgonas da planície Cistene.

– Me permita vê-la, eu lhe clamo. - implorou ajoelhando em frente ao cavalo de Perseu.

– Se assim o quer nobre rapaz, então a verás!

Perseu desamarrou o saco de estopa manchada da sela do cavalo, soltou o nó e o abriu. Enfiou sua mão puxando a cabeça da Medusa pelas cobras que lhe surgia.

Ao revelar a máscara da criatura um brilho se fez. Anfião vislumbrou o rosto sereno - belo - adormecido de sua amada. Os olhos rubros e esmeralda brilharam. E tudo se apagou.

Perseu e Orfeu atônitos trocaram olhares pesarosos. O herói escondeu a cabeça dentro do saco. Precisava entrega-la à deusa Atena. Orfeu sorriu discretamente e se satisfez com a situação.

Anfião petrificou-se e se tornou uma estátua. Ajoelhado ali, no centro da cidade, teve seu último vislumbre. Foi à face de seu amor, e ali na eternidade ele a guardaria para sempre.

Na planície Cistene. No palácio de pedra havia vida. Do corpo decapitado de Medusa as sementes que foram plantadas deram seus frutos. Crisaor, filho de Poseidon. Um gigante com uma espada dourada prometeu derramar sangue para vingar sua mãe. Pégaso, um cavalo alado. Semente de Anfião, alçou voo em busca de seu pai.



... continua ...


Última edição por Ademar Ribeiro em Qua Ago 27, 2014 6:53 pm, editado 10 vez(es)
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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Sex Ago 08, 2014 11:08 pm

D;

Gente! Eh romance ou tragédia? Meu deus que triste! Eu vou chorar, sério!

Eu posso voltar aqui e dar meu parecer depois? Não consigo enxergar o teclado! XP
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Sab Ago 09, 2014 10:43 am

Uou... Eu consegui imaginar o pobre vocalista do Exaltasamba (eu disse que comentaria essa porra) ajoelhado, petrificado. O conto já vale muito só por esse final, mas todo o desenvolvimento por si.
Inda bem que não perdi meu tempo e vim aqui na primeira chance, compensou demais.
Fiquei inebriada pelo romance deles. (embora eu tenha ficado na dúvida se o protagonista já tinha interesses românticos na Medusa antes de entraar na caverna).
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Dom Ago 10, 2014 9:37 pm

Boa noites
Achei top o enredo e a construção bem mais elaborada que o seu último... embora eu ache que ele apresente um problema muito grave que aflige muitos textos: inconstância de tom. Não me fez deixar de lembrar que estava lendo um texto, suspender a descrença - por conta das mudanças bruscas e sem necessidade/explicação de ritmo, além de falhas gramaticais chamativas.

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Ter Ago 12, 2014 9:00 pm

Patricia Souza escreveu:
D;

Gente! Eh romance ou tragédia? Meu deus que triste! Eu vou chorar, sério!

Eu posso voltar aqui e dar meu parecer depois? Não consigo enxergar o teclado! XP
Esperando o parecer!


Última edição por Ademar Ribeiro em Ter Ago 12, 2014 9:04 pm, editado 1 vez(es)
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Ter Ago 12, 2014 9:02 pm

Tammy Marinho escreveu:
Uou... Eu consegui imaginar o pobre vocalista do Exaltasamba (eu disse que comentaria essa porra) ajoelhado, petrificado. O conto já vale muito só por esse final, mas todo o desenvolvimento por si.
Inda bem que não perdi meu tempo e vim aqui na primeira chance, compensou demais.
Fiquei inebriada pelo romance deles. (embora eu tenha ficado na dúvida se o protagonista já tinha interesses românticos na Medusa antes de entraar na caverna).
Obrigado! O protagonista não conhecia ela, apenas suas maldades.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Ter Ago 12, 2014 9:03 pm

Indy J escreveu:
Boa noites
Achei top o enredo e a construção bem mais elaborada que o seu último... embora eu ache que ele apresente um problema muito grave que aflige muitos textos: inconstância de tom. Não me fez deixar de lembrar que estava lendo um texto, suspender a descrença - por conta das mudanças bruscas e sem necessidade/explicação de ritmo, além de falhas gramaticais chamativas.
Obrigado. Os comentários são de grande valia para mim. Aprendendo cada vez mais!
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Adriano Griot

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Qua Ago 13, 2014 8:53 am

Parabéns,um conto emocionante,tragicamente romântico ou romanticamente trágico não sei nem me importo,o que importa é a emoção e essa foi forte.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Qui Ago 14, 2014 5:08 pm

Adriano Griot escreveu:
Parabéns,um conto emocionante,tragicamente romântico ou romanticamente trágico não sei nem me importo,o que importa é a emoção e essa foi forte.
Adriano, se este conto lhe causou comoção, me vejo congratulado. Pois sou eu quem ficou surpreso com tais comentários. Não imaginei que meu conto fosse assim, tão melo-dramático. Enfim, obrigado pelo comentário.
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Caio Biolcatti
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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Ter Ago 19, 2014 5:03 pm

Ademar!! Tendo a gostar muito de seus contos pela maneira como a sequência da história flui sem nenhum "obstáculo" Razz Deste conto em particular, gostei muito da sua abordagem mitológica e do modo como você retratou o amor! Não tenho muito mais o que dizer além de desejar meus parabéns!

PS: Muda esse aviso de Péricles - Anfião pro começo do texto, porque me perdi em alguns momentos aí AUIEHAEHUIHEAUIEA

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Dom Ago 24, 2014 10:46 am

Caio Biolcatti escreveu:
Ademar!! Tendo a gostar muito de seus contos pela maneira como a sequência da história flui sem nenhum "obstáculo" Razz Deste conto em particular, gostei muito da sua abordagem mitológica e do modo como você retratou o amor! Não tenho muito mais o que dizer além de desejar meus parabéns!

PS: Muda esse aviso de Péricles - Anfião pro começo do texto, porque me perdi em alguns momentos aí AUIEHAEHUIHEAUIEA
Obrigado Caio!!!
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Carol Rodriguez

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Seg Ago 25, 2014 1:12 pm

Adorei. A forma como fez Medusa parecer mais sentimental... Nunca fui fã dela, por isso ressalto isso em especial.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   Ter Ago 26, 2014 8:37 pm

Carol Rodriguez escreveu:
Adorei. A forma como fez Medusa parecer mais sentimental... Nunca fui fã dela, por isso ressalto isso em especial.
Obrigado Carol!!!
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MensagemAssunto: Re: O Tocador de Lira - Parte I   

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