Odisseia do Escritor

Fórum para postarmos os nossos contos!
 
InícioInício  PortalPortal  CalendárioCalendário  FAQFAQ  BuscarBuscar  MembrosMembros  GruposGrupos  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-seConectar-se  

Compartilhe | 
 

 Planos para o Apocalipse

Ir em baixo 
AutorMensagem
Weslley Reis

avatar

Mensagens : 43
Pontos : 14551
Data de inscrição : 30/07/2014
Idade : 29

MensagemAssunto: Planos para o Apocalipse   Qua Ago 13, 2014 11:10 am

Dia vinte e eu já não tinha dinheiro pra nada. E quando eu digo nada, não é nenhuma força de expressão. Não tinha porra nenhuma.

E tinha a pensão da minha filha.

Se eu não pagasse, era xadrez. Mas minha preocupação não era essa. Cadeia tinha abrigo e alimentação grátis. Aqui fora não.

Lá dentro, eu me viraria com o resto.

Eu podia ir na biqueira da [rua] quatorze e arrumar um ferro. Um trezoitão clássico. Conseguir uns celulares, umas bolsas de burguesa no centro.

A pensão estaria paga.

Mas o caminho para a cadeia seria mais curto. Xadrez, comida, abrigo.

Não.

Minha filha precisava comer.

Sentei na pracinha na rua de cima de casa. Era onde eu mais ficava depois que elas foram embora. Elas: minha mulher e minha filha. Na verdade, a mulher levou a filha e eu levei no rabo.

Pensão. Saudade. Solidão.

Eu devia agradecer a Deus por isso?

Qual deles?

Puxei um maço amassado do bolso. Revirei ele do avesso. Nada de cigarros. Olhei ao redor. Um pela metade no chão.

Quem é o Deus do fumo?

E o do isqueiro?

Sem dinheiro pra cigarro, fogo era luxo.

- Fogo? - Alguém disse.

Olhei para trás e vi um velho de terno branco e chapéu panamá. Como os boêmios antigos, sabe? E tinha um cheiro estranho. Podre.

Eu só queria o isqueiro.

Ele acendeu o meio cigarro na minha boca. Agradeci com um aceno e me virei de novo no banco.

- Vida difícil? - perguntou.

- Por quê?

- Ninguém com um vida boa fuma um meio cigarro. O mínimo que um ser humano merece é um cigarro inteiro, não acha? - ele disse estendendo um Camel longo em minha direção - E claro, de boa qualidade.

Peguei.

O que mais eu tinha a perder?

- É. Não tá fácil.

- Pra ninguém - ele respondeu. - Mas sempre se está a um passo de mudar. Para quem realmente quer, é claro.

Olhei para ele curioso. Tinha a pele enrugada, com marcas fortes e, ao mesmo tempo, um ar jovial. Seus olhos eram de um azul profundo e seus dentes amarelados pelo cigarro. E, ainda assim, conseguia transmitir classe.

Não respondi. Fiquei apenas olhando ele tragar seu Camel.

Eu atraía cada louco.

- Eu não sou louco, meu rapaz. Eu sou a solução da maioria dos seus problemas. A pensão da sua filha não vai se pagar, nem cigarros caírem de velhos boêmios todos os dias. E, sinceramente... Você não passaria do primeiro assalto e seria uma ótima mulherzinha na prisão - ele riu alto e estridente, batendo na própria perna. - Me desculpe, não me contive.

Levantei.

Filho da puta louco. Como ele sabia daquilo? Será que essa merda de detetive particular realmente existe? Aquela vaca da minha ex-mulher deve ter contratado um.

- A TV está fundindo seu cérebro, meu rapaz. Que tipo de pessoa gastaria dinheiro pra investigar algo como você? Você sequer é interessante. E não use o termo "vaca" na minha frente, não gosto dele.

Eu tentei andar para longe, mas minhas pernas estavam presas ao chão. Devagar me vi sentando ao seu lado novamente, olhando para seus olhos azuis e aguardando o que viria a seguir.

Tudo mecânico.

Como num sonho.

- Pode falar agora.

O ar voltou aos meus pulmões.

- Q-quem é você? - cuspi.

- Depende da época. Hoje, com o cristianismo vigente, tenho uma série de nomes engraçados, mas não gosto de nenhum. Diabo, Satanás, Belzebu, Capiroto e por aí vai - nessa hora eu correria, se pudesse -, na era romana, eu era Plutão, mas até o planeta que nomearam como meu xará foi rebaixado. Por essas e outras, prefiro o clássico: Hades. Muito prazer.

Eu queria. Eu precisava sair dali.

Mas ele só me deixava falar.

- Então, o Diabo não existe?

- Claro que existe! Olha ele aqui na sua frente - e abriu um imenso sorriso.

Eu não queria acreditar naquela merda toda. E não acreditaria, se não estivesse colado naquele banco sem fazer qualquer coisa que ele não permitisse.

Eu me cagaria se ele deixasse.

- Calma, garoto - ele continuou -, essa coisa que os cristãos inventaram é até interessante, mas é mentira. Não existe essa polaridade de bem e mal. Essa dicotomia é ridícula. Eu sou o Senhor do Reino das Profundezas. Onde existem vários infernos e blá blá blá. Você já deve ter ouvido falar sobre mim.

- Como assim estão errados? E Deus? Deus existe!

- Qual deles? Yahew? Sobre Jesus e aquela história toda? Acho que aquilo foi coisa de Dionísio numa de suas festas open bar, sabe? Ele era terrível. O resto foi com vocês e essa imaginação fértil. O dilúvio foi, por exemplo, quando Zeus cansou de vocês humanos e resolveu testá-los. Descobriu que apenas um casal de velhos era realmente digno da piedade divina e ordenou que Poseidon inundasse toda a terra, salvando apenas aqueles caquéticos. Foi uma ótima época para os negócios.

- Dionísio era terrível? Não é mais?

No momento do choque, a gente sempre assimila o que menos importa.

Ele riu de novo.

- Claro que não. Zeus ficou uma fera com ele. Essa história de Salvador causa problemas até hoje. Dionísio teve sua existência exterminada. Por isso não se fazem mais vinhos como antigamente e vocês tem todos esses preconceitos sexuais absurdos. Isso, e o fato de Afrodite ter surtado com as inúmeras traições no Olimpo e inventar aquele blá,blá,blá de amor monogâmico de homem e mulher.

Hades pareceu me soltar da sua trava. De repente senti novamente todo o peso do meu corpo.

Naquela hora, pesava muito.

Tudo aquilo era loucura. Só podia ser.

- Pura loucura, meu caro. Mas como você mesmo disse: o que tem a perder?

- Eu não disse. Pensei.

- Dá no mesmo, pra mim.

Eu podia fazer mil perguntas. Mil e uma, talvez.

Descartei as mil primeiras.

- E como você pode me ajudar?

- Se Afrodite tivesse influência sobre mim, eu te amaria, rapaz. Adoro pessoas práticas. É o seguinte:

Como eu já lhe disse, essa baboseira de Jesus Salvador causou muitos danos aos Deuses. A maioria se extinguiu. Pã com a urbanização. Deméter com a tecnologia nas colheitas e por aí vai. Outros sobreviveram mais tempo, como Ares e Atena. Mas com a queda dos seus cultos, sobrou ao restante unir-se a um dos Três Grandes. O que nos traz ao panorama atual.

Eu, Hades; Zeus, o que vocês chamam de Deus e atribuem piedades e milagres que ele nunca faria; e Poseidon, reis dos mares. Somos os primeiros Deuses, descendentes diretos de Cronos. Os mais poderosos. A mim sobrou o Reino dos Mortos que está sempre em alta, como você pode supor. Logo, a crença em mim, mesmo que deturpada por outros nomes, ainda é forte. Poseidon ainda tem algum poder, pela dependência e adoração estúpidas que vocês mortais tem pelo mar. Mas já é bem menor do que antes.

- Cronos?

- Você é mais burro do que eu pensava.

Tentei responder. Não consegui. Aparentemente minha boca foi selada de novo.

- Assim está melhor. Zeus por ter liderado a ofensiva contra nosso pai, ganhou o céu, a terra e o trono de Deus dos deuses - ele disse com desdém -, mas a fé que era depositada nele está mudada. Não existe amor ao céu e nem a terra especificamente, como no caso de Poseidon. E nem uma ligação direta com o que ele realmente faz. A única fé em Zeus legítima é, hoje, a de que ele é o criador da humanidade. Mas segundo toda aquela história inventada por Dionísio.

Ele silenciou. Tentei mover a boca.

Consegui.

- Desculpe Ha... Senhor Hades - ele riu do meu desconforto -, mas eu ainda não entendi.

- Tem dois mil anos que essa baboseira foi criada e isso causou todo esse estrago. Mas dois mil anos pros deuses não são nada. Qualquer mudança na situação do planeta e diversos deuses podem voltar a ser cultuados e retomarem suas existências. Mas Zeus subestimou esse boato e agora está fraco. Poseidon também. Chegou a hora do meu reino se expandir. Cansei de ser o outro. O patinho feio. O odiado. E é aqui, enfim, que você entra.

Se eu estava acreditando naquela merda, aqui voltei à realidade. Pelo menos tentei. Até parece que eu iria decidir a briga de três deuses da mitologia sei lá o que.

- Mitologia grega. Esse é o termo que você mortais usam. Mas não há mitos. Somos nós que comandamos o universo e ponto. Não me faça perder a paciência. E não seja presunçoso. Você é só parte do esquema total. Tem muita gente participando. Pelo mundo todo. Ares já está do meu lado. Estou em busca de Afrodite. Se você cumprir com sua parte do acordo, farei com que a deusa do amor lhe devolva sua esposa.

- Mas eu não quero minha esposa de volta!

- É claro que quer. Acha mesmo que vai enganar um Deus? Tenha dó, Diego.


Agora eu moro numa casa providenciada pelo próprio Diabo - que ele não me ouça falar isso - e tenho comida, roupas e algumas armas disponíveis. Tudo dos seus contatos terrenos. Nada luxuoso, pra não chamar atenção. Fiquei frustrado. Eu esperava alguns superpoderes, mas segundo ele, há regras “cujo tempo não se pode medir” que impedem interferências divinas diretas nas vidas mortais.

Ele não considerou o tamanho do que tinha me pedido pra fazer.

Ou considerou. Vai saber. Ele sabia que eu estava desesperado. Devo ser o tipo preferido dele.

O restante do acordo - além de ter o amor da minha mulher de volta - incluía dinheiro, casa e paz com a minha filha. Segundo seu planejamento, eu não veria o seu reinado em terra. Demoraria mais alguns milênios. "Se Atena estivesse ao meu lado, as coisas seriam mais fáceis", ele dizia.

Agradeci por ela não estar. Mas agora que eu sabia que não existia salvação, o que eu tinha a perder?

Estou carregando duas 9mm que levo naqueles coldres legais de policiais americanos. Estilo coletes, sabe? E mais um trezoitão no cox. No estilo clássico da zona sul de São Paulo.

Na maleta de mão, um rifle de longo alcance.

Eu precisava eliminar três líderes ateus. "Três vidas a menos por três vidas de paz", ele disse. Era justo, ao seu modo.

Os alvos eram defensores de um Estado laico e de menos poder às Igrejas num geral. Quanto mais fé no Salvador dominasse o mundo, menos espaço Zeus teria para retomar os cultos antigos que favoreciam seu poder. Por isso precisavam ser eliminados.

Já tinha matado dois. Uma líder de um movimento estudantil e um representante da Comissão de Ética do governo. A sorte de principiante tornou o primeiro alvo fácil e a culpa ainda caiu sobre a polícia. O segundo foi difícil pra caralho e me fez sentir falta dos superpoderes.

Hades não podia me proteger por causa das tais leis.

Estava por conta própria.

Isso fazia parte do acordo.

Agora ele queria o prefeito da cidade de São Paulo. Simples assim. O pior é que era um cara bacana, de esquerda. Tinha vários projetos lá no Grajaú. Mas como dizem: eu vendi minha alma.

Desço as escadas do sobrado pra rua. Dou de cara com a minha mulher.

Ex-mulher.

- Você não me avisou que tinha se mudado. Tá com outra, já? - ela diz com os braços cruzados e a cara fechada.

- Não, Elis. Não pira. Só consegui um trampo aí.

- Que trampo? A pensão tá atrasada sabia? Eu to desempregada e meus pais não têm dinheiro pra sustentar mais duas bocas. Já tá faltando leite pra menina.

Travo mais do que na presença do dono do inferno.

- Como assim? Leite? Mas ela é pequena, não pode ficar sem leite.

- Pois é, Diego. Mas o que eu vou fazer? Não tenho dinheiro e você prefere gastar dinheiro com essa vagabunda.

- Não existe nenhuma vagabunda, Elis.

- Não? Pra cima de mim, Diego?

- A casa é parte do trabalho.

- Ah, claro. Tenha dó! Qual o nome da piranha?

- Não tem mulher, porra! É você que eu am...

- Que você o que?

- Eu tenho que ir.

- Que você o que, Diego?

- Sai da minha frente.

Ela fica parada. Empurro seu ombro e continuo andando.

Sinto os olhos molhados.

Tenho que terminar essa merda logo.

Desço pro ponto de ônibus e ao longe vejo o mesmo velho, com roupas mais simples e seu chapéu panamá.

Hades.

- Os outros dois deu pra fazer. Mas esse último serviço foi de foder - digo a ele.

O velho me olha confuso e segue seu caminho. Não me reconheceu.

Possessão?

Sigo. Pego o ônibus e desço no vale onde fica a prefeitura. Na verdade ela fica em cima do vale, no fim da ponte. O ônibus é que só vem até aqui.

À uma hora e meia de trajeto me deu tempo de repassar o plano muitas vezes. Morar na periferia tem suas vantagens, em raras exceções.

Mais rara que essa impossível.

O teatro municipal ficava do outro lado da ponte. Entrei com um grupo de visitantes e logo me desviei em direção ao banheiro. Já tinha ido lá com a escola há uns vinte anos. Prédios históricos não mudam.

Abro a porta.

Dentro do banheiro há um rapaz com uma roupa estranha. Branca. Cabelos longos e loiros. Está lavando as mãos.

Passo direto. Paro no mictório.

Deixo a mala ao meu lado.

- Você não precisa fazer isso, meu filho - ele diz. Aparenta ter trinta e poucos anos e traços europeus.

Me tornei um observador depois do representante do governo.

- Isso o que?

- Isso que Lúcifer está te mandando fazer. Se você se arrepender ainda poderá entrar no reino dos céus.

A voz dele soava quase angelical. Paternal.

Jesus?

- Sou eu mesmo, meu filho. O pai está muito triste pelo que você está fazendo, mas através de mim, ainda pode perdoá-lo.

Fiquei parado. Que patético. Encontrar Jesus enquanto mijo. Olhá-lo de canto de olho por não poder interromper o fluxo de urina.

Dou uma risada mental.

- Pode rir, meu filho. Entendo sua frustração, mas não pode se deixar levar pelos anseios de Plutão.

Plutão?

Saco o revolver do coldre e o silenciador da cintura. Encaixo um no outro e me viro com a arma apontada pra cabeça de ... Jesus?

- O que está fazendo? Quer afrontar um Deus com uma arma.

Sinto sua voz hesitar. Se tornar grave por um instante.

Como um trovão.

- Não desista do paraíso, meu filho.

Destravo a arma.

- Plutão é um planeta anão. Ou um Deus da mitologia grega que em outra época e até hoje prefere ser chamado de Hades, Zeus.

- Do que está falando, filho? Irá disparar uma arma contra seu único Salvador?

- Meu Salvador é quem paga o leite da minha filha.

Atiro.

Jesus cai com um baque seco.

O sangue se espalha.

Jesus morreu.

Pelo cano do meu revolver.

Ouço um trovão.

Não.

Jesus está vivo. Zeus morreu.

Não.

A capa de Zeus morreu.

Achei que possessão fosse coisa de demônios.

Enquanto arrasto o corpo para uma das cabines, olho para seu rosto.

Jesus não teria essa cara de playboy loirinho.

Recolho a maleta e saio do banheiro. Subo até uma das torres do teatro. A frente da prefeitura está ocupada de pessoas aguardando um pronunciamento de um novo programa do governo para usuários de crack.

Ele é um cara legal.

E minha filha precisa de leite.

Pego as luvas. Monto o rifle. Encaixo o silenciador. Espero.

Isso realmente tá acontecendo?

Ouço vivas. O prefeito sobe no palanque. Olho pelo visor do rifle.

Nunca usei uma arma na vida. Mas atirar parece instintivo para um homem desesperado.

Fecho os olhos.

Minha mulher vem de encontro ao meu abraço. Diz que sente minha falta. Minha filha está com uma caixa de toddynho do lado, sorrindo com seus cabelos cacheados. Pele morena. A minha pele morena.

Abro os olhos. Puxo o gatilho.

Na cabeça.

O desespero faz o tiro perfeito.

Desço as escadas e entro no banheiro.

Espero.

Ouço passos.

Saio.

A multidão corre desesperada rumo à saída do teatro. Entro no meio deles até sair. Viro à direita e desço em direção ao vale ouvindo sirenes e gritos ao fundo.

Um mendigo para na minha frente. Tem os olhos muito azuis.

- Bom trabalho - ele diz num tom de voz com classe.

Hades.

Aperta minha mão e eu sinto algo retangular.

Um celular.

Ele sai.

O telefone toca.

- Senhor Diego Lacerda?

- Sim, sou eu.

- O processo que você moveu contra a empresa ZeusTelecom foi causa ganha. O senhor tem dez mil reais livres de honorários para receber.

Mal me lembrava de ter trabalho na ZeusTelecom.

Na verdade, eu não tinha trabalho lá.

Hades tem um belo senso de humor, tenho que admitir.

Recebo o restante das orientações e desligo.

O celular toca de novo.

- Diego? É a Elis. Um amigo seu me deu esse número, falou que é do seu celular de trabalho.

Eu não acredito.

- Sim?

- O que você ia me dizer naquele dia, na porta da sua casa? - sua voz está tremula. Hesitante. Parece que está chorando.

- O que?

- Quando você estava saindo...

- Ah... Não era nada.

- Fala, Diego.

- É que... Eu...

- Fala, Diego!

- Eu sinto sua falta, Elis.

- Você sabe que não era isso.

Ela ri. E eu imagino ela do outro lado do telefone. Eu amo aquele sorriso. Amo o somdaquele sorriso.

- Você ia dizer que me ama, seu idiota! - ela continua. - E eu... Eu também te amo.

Engulo seco.

Não respondo.

- Quero voltar pra casa. Eu você e nossa filha. Quero ser sua mulher de novo.

"Graças a Deus", penso.

Depois me corrijo mentalmente.

A Deus?

Sim, a Deus.

Um deles.

Graças a Hades.

- Eu amo você, Elis.


Última edição por Weslley Reis em Qua Ago 13, 2014 1:39 pm, editado 2 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Indy J

avatar

Mensagens : 118
Pontos : 14966
Data de inscrição : 27/06/2014
Idade : 22

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Qua Ago 13, 2014 12:42 pm

Puta merda. Tenho críticas, será?

Primeiro: nossa senhora do conto foda. Um romance sincero, um enredo cativante e um cenário dinâmico e cinemático. Foda!

O único problema, pra mim, foi que se ce me dissesse que o protagonista do teu último conto é o mesmo deste, eu diria "Já adivinhava". Não acho que seja sua intenção, porque dá pra sentir características tridimensionais em todos outros personagens, menos no principal...

Parabéns!

_________________
Por que escrever? Porque escrever.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.subcomum.blogspot.com/
Weslley Reis

avatar

Mensagens : 43
Pontos : 14551
Data de inscrição : 30/07/2014
Idade : 29

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Qua Ago 13, 2014 1:36 pm

Indy J escreveu:
Puta merda. Tenho críticas, será?

Primeiro: nossa senhora do conto foda. Um romance sincero, um enredo cativante e um cenário dinâmico e cinemático. Foda!

O único problema, pra mim, foi que se ce me dissesse que o protagonista do teu último conto é o mesmo deste, eu diria "Já adivinhava". Não acho que seja sua intenção, porque dá pra sentir características tridimensionais em todos outros personagens, menos no principal...

Parabéns!

Tenho a dizer que tu não está tão errado assim em relação ao personagem. Estou aproveitando os desafios pra fazer uma brincadeira estilo "O Rei Amarelo", sabe?

E suas críticas sempre ótimas.

Muito obrigado.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ademar Ribeiro

avatar

Mensagens : 181
Pontos : 15067
Data de inscrição : 23/06/2014
Idade : 36
Localização : SBC - SP

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Qui Ago 14, 2014 4:28 pm

Não tenho críticas. Para mim a narração está perfeita. A ambientação e a construção dos personagens melhor ainda. Parabéns.

_________________
Espero que leia os outros textos e deixe sua impressão. Te espero mês que vem. Sem mais!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Tammy Marinho

avatar

Mensagens : 141
Pontos : 14997
Data de inscrição : 26/06/2014
Idade : 28

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Dom Ago 17, 2014 5:11 pm

Primeiramente... Eu adoro a ambientação que você faz dos seus contos, trazendo eles pra uma realidade bem próxima do brasileiro.
Essa construção de personagens que podem ser eu, você, ou seu vizinho... Uma construção direta e sem complexidades, realmente isso me deixa admirada *__*

Parabéns, pela narrativa.
Muitas vezes o dinamismo dos seus textos fazem falta em outros, e acredito que textos assim são primordiais para atrair novos leitores ao nosso mundo.


Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Caio Biolcatti
Admin
avatar

Mensagens : 57
Pontos : 14886
Data de inscrição : 03/07/2014
Idade : 20

Ficha do Autor
Competência:
Contos Vencedores:
0/1000  (0/1000)

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Qui Ago 21, 2014 4:36 pm

Weslley!!! No conto passado, eu disse que tinha gostado muito do texto embora não fosse meu gênero favorito etc. e que não conseguira ver a Fantasia ali. É claro que depois eu refleti sobre o tal do Realismo Fantástico e percebi que era apenas mais uma variação que o subgênero permitia. Desta vez, porém, eu consegui abstrair a "Fantasia" do seu conto, mesmo não sendo este o subgênero hehe Digo, mesmo se passando em um ambiente verossímil, a presença do "estranho" foi mais notada e o protagonista interagiu mais com ela. É claro que isso não interfere na qualidade do texto, e sim no estilo, mas achei que deveria pontuar isso HEUIHEAIHIEUAHIUE Não tenho muitas coisas novas para te dizer, todos os meus elogios do conto passado se mantêm, e faço um inédito: A sua visão de romance romântico também quebra um paradigma; você mostra também o lado ruim do relacionamento, a briga, a angústia e como, mesmo assim, o sentimento não necessariamente desaparece. Também gostei muito do motivo que o leva a fazer as loucuras, quase uma concretização da famosa frase "O que não faço por amor..." UAEHIEAHUIHAEUIHUAEIUIAEH Ok, vou parar de falar, não sei se você teve paciência para ler esse comentário até o fim, mas se teve, só vou falar mais duas coisas: Desculpa pelo comentário longo e parabéns mais uma vez hehe

_________________
Cast the dice and let it roll.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Carol Rodriguez

avatar

Mensagens : 45
Pontos : 14909
Data de inscrição : 24/06/2014
Idade : 26

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Seg Ago 25, 2014 12:52 pm

"Pensão. Saudade. Solidão.

Eu devia agradecer a Deus por isso?

Qual deles?"

Minha situação.

Adorei seu texto, realmente adorei e tenho apenas uma crítica: queria mais detalhes sobre a Elis e o Diego, sentir um romance mais profundo. Mas seu Hades é foda.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Queirós

avatar

Mensagens : 65
Pontos : 14937
Data de inscrição : 23/06/2014

MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   Dom Ago 31, 2014 5:42 pm

Weslley, nossas escritas tem um contraste intensíssimo que nos distancia com uma força excessiva um do outro. Na primeira vez que tentei lê-lo, não consegui ir adiante devido a construção que você usa. Eu sou o enfadonho que faz parágrafos de três pavimentos, você é o sucinto que se expressa em uma linha – ou menos. Você, provavelmente, jamais lerá um conto meu, assim como tenho dificuldades no seu:

"Puxei um maço amassado do bolso (ponto) Revirei ele do avesso (ponto) Nada de cigarros (ponto) Olhei ao redor (ponto) Um pela metade no chão (ponto)"

No desenrolar da trama, essa estrutura persiste, embora entremeio linhas mais extensas e que usam vírgulas.

Fiz uma pequena pausa a este comentário para ler os comentários de nossos amigos... Concordo com o Gustavo e Tammy. No primeiro, acordo com a sensação de um cenário dinâmico e cinemático! Como se fosse um filme de ação ou coisa assim, com aqueles efeitos especiais chamejantes, cartas-bombas e tudo (no sentido figurado). Já a Tammy disse que "textos assim são primordiais para atrair novos leitores ao nosso mundo."

Eu assisti pouquíssimos filmes de ação na minha vida, sou um classicista que lê aqueles tomos antigos: Irmãos Karamazov e afins. Seu texto, embora muito bem narrado - com um dinamismo fenomenal -, é um tipo de entretenimento diferente do que me atrai.

É inegável que somos água e óleo. Tente ler meu conto, você o achará um porre.  

Também é inegável que é uma história bem pensada, meus parabéns!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Planos para o Apocalipse   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Planos para o Apocalipse
Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» CHAT - Bate Papo
» Pins de fútbol chileno y otros para intercambiar
» [DUVIDA] Tintas para reparo de descasques. (poseidon ROE)
» Animais para adopção
» Tema para o próximo Torneio.

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Odisseia do Escritor :: Contos :: Poste aqui seus contos do mês de Agosto/2014-
Ir para: