Odisseia do Escritor

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 POR TRÁS DA LENTE

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: POR TRÁS DA LENTE   Qui Set 11, 2014 3:29 pm

ROTINA NÚMERO 1




Hoje está muito quente, mais um daqueles dias de 35° na sombra. A camiseta gruda em meu corpo, isso me incomoda, na verdade me deixa um pouco puto. Odeio estes dias.


Retiro a câmera digital do tripé, desenroscando sua lente, guardo os acessórios juntamente com a câmera dentro do estojo. Retiro as fichas de cadastro e as guardo no compartimento externo da maleta fechando o zíper em seguida. Envolvo o tripé em uma bolsa de napa sintética também fechado com zíper. Tranco a cabine, me despeço do zelador e vou para o ponto de ônibus.


Há 3 anos, trabalho em uma cabine de fotos, em uma galeria no centro da cidade. Minha rotina é desgastante, mas existem algumas compensações. Meu saldo líquido mensal não passa de 1 conto e meio. Na verdade isso aqui não é o trampo dos meus sonhos, mas é o que me sustenta hoje. Não posso reclamar, não tenho estudos, tão-pouca experiência, além dos antecedentes criminais que carrego nas costas. Esse trampo tá de bom tamanho pra mim. Eu divido a cabine com um outro fotógrafo, o Cândido. Ele a usa a partir das 14h, como ela está em meu nome, eu cobro dele 500 contos por mês. O mínimo que eu poderia, mas ele é um mané fudido, daqueles que não se protege e sai fazendo um filho atrás do outro. Então tive que quebrar o galho dele. Até porque o dinheiro dele me ajuda um bocado.


Me chamo Nicolau, estou feliz hoje. Consegui uma boa grana. E alguns negativos extras.


Mais um dia se aproxima. O maldito despertador sempre toca as 5h, mas só me levanto ás 6h. Tomo uma chuveirada, faço a barba, uso uma colônia barata, passo um gel no cabelo penteando-o de lado, passo a camisa...


Meu closet foi planejado, gastei 12 contos por ele. Mas valeu a pena cada centavo gasto aqui. É daquele tipo planejado, todo otimizado e estilizado com grades e puxadores em inox. É perfeito, tudo muito bem organizado. O espelho é enorme, consigo me ver por inteiro. O melhor é que eu consigo observar a barra da calça antes de sair. Mania? Sei lá, só sei que eu preciso vê-la alinhada com o sapato. A camisa por dentro da calça jeans, a camiseta branca por dentro para contenção do suor. Tudo alinhado simetricamente. Ha, meus óculos são essenciais. Precisa ornar com minha vestimenta, ou vice-versa.


Na cozinha, coloco os pães de forma na torradeira e os deixo por dois minutos, até eles pularem fumegantes e crocantes. Uso geleia de amora para dar um sabor adocicado aos pães. Meu café é forte, gosto do cheiro, me lembra Guaxupé, cidadezinha de meus avós. Lá eu já fui feliz.


Finalizado o café, escovo os dentes por três vezes e saio. Vou até o ponto de ônibus no quarteirão de trás sempre ando contando os passos, são 57 no total, isso me traz sorte. Manja?
Os ônibus são os piores lugares do mundo, são lotados, quentes e fétidos. Sempre carrego comigo uma bisnaga de álcool em gel. Essas barras de apoio me dão asco. Olhando essas pessoas, me pergunto de onde vieram, para onde vão, fizeram sexo na noite anterior, ou talvez esta manhã? Me sinto sujo dentro destes coletivos, meu corpo transpira. Odeio quando isso acontece. Um dia destes, uma mulher, com os cabelos úmidos, emplastados de um creme branco, roçava em minhas costas, aquele contato frio em minha pele me causou enjoos, desci no próximo ponto para vomitar. Em uma outra situação, também dentro dos malditos coletivos, sofri um mal súbito, aumento de pressão arterial, tontura e o caralho a quatro, tudo por causa de um camarada fedorento. O desgraçado fedia feito poltrona de cinema pornô´. Tipo aqueles do centro da cidade. Um cheiro de porra seca. Como pode?


Trabalho na galeria Ouro Preto. Minha cabine fica na saída leste, próximo aos elevadores, um fluxo maior de pessoas passa por aqui, pois essa é a saída para o metrô.


Meus clientes são bem variados. Vai de um garoto de 16 anos até uma senhora de 83, de um cara feio e gordo a uma garota linda e gostosa. As pessoas que posam pra mim preenchem um formulário de cadastro simples, como é de praxe guardo um negativo para anexar à ficha.


Algumas clientes em especial iluminam meu dia. Já explicarei. Delas eu guardo um negativo extra, e os levou para casa. Nunca se sabe quando precisaremos de uma companhia.


ROTINA NÚMERO 2




Observo criteriosamente minhas vítimas por uma semana. As sigo todos os dias até conhecer suas rotinas. Dependurado no poste ou dentro do meu furgão eu nunca levanto suspeitas.


O ATO




Sua primeira vítima, Renata, uma jovem estudante universitária. Ruiva natural de cabelos fartos e ondulados, com olhos negros e pele sardenta. Mora em um flat no centro, há apenas alguns quarteirões da galeria Ouro Preto.


Nicolau a aguardou friamente a bela evadir de sua residência. Dentro do flat, ele preparou seu cenário, deixou suas ferramentas sobre uma mesa e aguardou. Ao chegar mais a noite Renata entrou em casa, deixou seu material e sua bolsa sobre um aparador próximo à porta. Ela seguiu para cozinha, estava com fome. Mas antes notou aquela parafernália sobre sua mesa de centro. Ao levantar a cabeça para procurar por respostas Renata foi agarrada. Antes que pudesse gritar um pano embebedando de clorofórmio a fez dormir.


No dia seguinte Nicolau trabalhou alegremente, sempre respeitosos, cativante, simplório e prestativo, assim era sua rotina diária, até Gláucia aparecer em sua vida.


Uma ruiva espetacular, do tipo de parar o trânsito. Por pouco Nicolau não se entrega em seus pensamentos impuros e deu cabo da bela ali mesmo. Ele foi paciente, levou no banho Maria, realizou seu ritual com maestria e dissimulação. Tirou as fotos de Gláucia, as revelou e a fez preencher a ficha de cadastro.
Durante a tarde, Nicolau seguia os passos de Gláucia, por uma semana inteira, metodicamente ele a seguiu.


Em uma quinta-feira à noite ele avançou e agiu. Invadiu mais uma casa, e lá dentro ele preparou a sua noite, mais uma noite de deleites. No dia seguinte Gláucia acordou em sua cama, estava nua e apresentava leves hematomas. Um gosto horrível a fez vomitar próximo ao criado mudo. Uma dor de cabeça lhe incomodou. Sentiu sua intimidade úmida e latejando. Gláucia se fez em choro. Havia sido violentada.
-8-


Dois dias depois a polícia resolveu investigar o caso de Gláucia. Não demorou muito para aparecerem novas vítimas, todas elas ruivas. A polícia logo ligou os fatos e entraram em um consenso, sabia que o meliante se tratava de psicopata.

Logo os detetives buscaram imagens dos circuitos de segurança internos e externos das casas circunvizinhas às vítimas. Em quatro das seis imagens aparecia um furgão branco. Era um furgão de uma empresa de TV por assinatura, mas ao verificar a placa descobriram que não se tinha vínculos.
-8-


Nicolau se dirige ao seu closet, lá ele permaneceu alguns minutos se admirando no enorme espelho. Estava usando uma calça caqui reta, um mocassim preto de camurça, cinto, uma camisa branca e um pulôver Azul Royal. Seu cabelo meticulosamente penteado para o lado esquerdo. Óculos de aro de tartaruga ornamentava sua face sombria. Ele segurava algo dentro do bolço.  Cedeu um sorriso para sua imagem e deslizou o polegar pela borda do espelho, foi até o canto superior esquerdo, foi preciso ficar na ponta dos pés para alcançar. Ele pressionou o canto do espelho, um click abafado se fez e uma brecha se mostrou por de trás do enorme espelho. Nicolau puxou a enorme porta falsa e retirou do bolço uma chave, usando-a na porta atrás do espelho. Deu três giros para a esquerda para abri-la. Atrás, uma sala se criava. Um ambiente escuro, mas aconchegante. Um ar carregado, faltava ventilação no cômodo secreto. Uma poltrona de couro no centro da sala, uma televisão de LCD ou talvez Led estava atrelada a parede em frente a poltrona. As paredes eram forradas por fotos. Milhares, algumas dezenas de milhares, forravam as paredes do chão ao teto. Todas de mulheres jovens e ruivas.

Nicolau espetou um pen drive no painel lateral da televisão, sentou-se na poltrona e ligou o aparelho.

Gláucia era linda, seus longos cabelos vermelhos e lisos se esparramavam na cama dando um belo contraste com sua pele alva e levemente pigmentada. Nicolau havia lhe despido, estava completamente nua. Seu púbis vermelho era a fascinação de Nicolau. Ele sentou e aguardou por um algum tempo, Gláucia acordou aos poucos. Foi quando ele lhe aplicou um sedativo leve intravenoso. Suas luvas de procedimento tocavam o corpo da bela Gláucia. Seus lábios se tocaram, Gláucia despertava, mas já retribua os beijos. De longe beijos conscientes, mas ela ousou até passar suas mãos sobre a nuca de Nicolau. A câmera estava em um tripé. Ele usava uma máscara de raposa, cobria apenas seus olhos. Percebendo a retribuição de Gláucia ele seguiu com seu plano diabólico. Usou um creme comestível sabor hortelã e derramou sobre os seios de Gláucia. Aquilo ardia levemente. Seus bicos rosados entumeceram no ato, Nicolau agarrava os enormes seios e os apertava, de um jeito delicado. Os beijava, lambia o creme que escorria. Chupando ora dando mordiscadas Gláucia gemia em sussurros e espasmos. Seus olhos sempre fechados e sua mente vagando em um sonho qualquer.


Beijando o corpo de Gláucia, Nicolau desceu até sua barriga, onde demorou mais alguns minutos derramando o creme no umbigo, formando uma poça. Entre linguados e sugadas ele secou aquele raso lago aromatizado.


Gláucia se contorcia com o toque do homem, sentia suas mãos, seu calor. Nicolau chegou ao ápice de sua sanidade. Ali, naquele limiar, seus passos eram deveras perigosos. Desta vez usou um creme sabor morango, o seu favorito. Derramou o liquido sobre a penugem vermelha que escorria virilha a baixo. O homem a encarava, ela era realmente linda. Levantado as pernas, ele as jogou sobre seus ombros, ali, naquela posição ele findava seu ritual. Lambia Gláucia com afinco, uma sede lhe devorava, mas ele sempre resistia aos devaneios que lhe atormentava. Beijava sua genitália macia de Gláucia. Introduzindo sua língua ele trabalhava em movimentos circulares. Glaucia gemia. Se contorcia. Sua emoção e o prazer eram evidentes, mas sua cognição bailava em uma outra dimensão.


Nicolau sentia o mel de Gláucia escorrer entre seus lábios, aquilo não era novidade pra ele. Mas após alguns minutos uma nova onda invade Gláucia. Ela abre os olhos e os fecha em seguida. Ela sutilmente empurra a cabeça de Nicolau para ela. A moça gemia alto, e mexia os quadris. Nicolau eufórico não sabia o que fazer. Sua loucura estava aponto de superar seu limite logico. Como se já não o tivesse superado. Ele levantou, abaixou as calças, segurando as pernas de Gláucia ele a penetrou, uma sensação o invadiu trazendo lembranças de um passado doido. Ele ficou ali por um minuto, naquele cadenciar de vai e vem. Gláucia gemia, mas Nicolau foi extremamente rápido. No ar o cheiro forte de cândida. Ele saiu, mudou a posição e foi até a beirada da cama. Lá ele introduziu seu mastro na boca de Gláucia. Ali ele finalizou, derramando sua semente num jorro quente e grosso.


Gláucia apenas lambia os lábios, fazia caretas, não imaginava o que tinha em sua boca quando engoliu aquele conteúdo viscoso. Nicolau aplicou uma nova injeção. Glaucia apagou.
-8-


O a missão de busca surtiu efeito, e o furgão foi encontrado. Nele havia uma mochila. Remédios, seringais, mordaças e gazes. Um estojo em forma de maleta provavelmente de alguma câmera estava vazio atrás do banco do passageiro.


Nicolau se aproximava quando notou a viatura atrás de seu furgão. Seguiu friamente para o outro lado da avenida sentido oposto. O detetive olhando a sua volta notou ali próximo, uma farmácia na equina. Em sua mão um saco de coleta para provas com algumas seringas encontradas no veículo. O detetive acionou seu parceiro, sacou sua arma e correu para a dentro da drogaria. Enquanto isso, um ônibus se deslocava para a centro. Nicolau estava sentando quando o policial saiu olhando para todos os lados. Com um sorriso Nicolau fechou os olhos e ligou seu mp3.


Foi o seu primeiro estupro, mas acho que este não seria o tema desta narrativa.


Me chamo Nicolau, estou feliz hoje...

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Espero que leia os outros textos e deixe sua impressão. Te espero mês que vem. Sem mais!


Última edição por Ademar Ribeiro em Sex Set 12, 2014 5:18 pm, editado 1 vez(es)
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Set 12, 2014 12:25 am

E lá vem aquela guria chata que faz psicologia, e pensa que pode dar pitaco nos transtornos mentais das personagens alheias. Pois é... Demorei, mas cá estou.
(parada de um minuto pra pegar as trezentas anotações que guardei aqui).

Esse mês mesmo com os apertos da faculdade, tenho conseguido acompanhar os textos integralmente. Nesse processo, estou tentando aplicar meu tênue conhecimento em psicopatologia geral, e encontrar os transtornos existentes nas mentes "psicopatas".
Sim! Esses psicopatas vêm com aspas. Eu não pretendo desmerecer o trabalho de ninguém, pelo contrário, tenho sido surpreendida por todo tipo de psicopatia. Mas em grandes parte dos textos, eu destacaria outros transtornos, muito mais que a psicopatia.
Nós tivemos de pervertidos sexuais, a esquizofrênicos psicóticos. Na verdade, somente em dois contos – dos até então escritos – eu destacaria o transtorno de personalidade antissocial. E, se to escrevendo isso tudo, podemos prever que o seu conto é um deles.
Lendo seu conto, eu encontrei um Nicolau que me remeteu a outras três almas psicopatas que houve nesse mundo.
Primeiramente, lembrei-me de Ted Bundy. Um  assassino violento com fixação por moças bonitas, de cabelos escuro  e repartidos ao meio. Ted, assim como Nicolau transitava entre os seus acima de qualquer suspeita. Era cortes. Gentil e tão carismático que teve um pedido de casamento aceito nos tribunais, enquanto bancava seu próprio advogado.
A segunda lembrança que Nicolau arremeteu-me foi a um psicopata também da ficção, Patrick Bateman de Psicopata Americano. Todo aquele cuidado metódico com seu asseio. Essa necessidade de apresentar a aparência impecável, brilhantemente demonstrando quando Nicolau arrumasse em seu closet.
Por fim, novamente uma lembrança mais vaga, o método dele me lembrou nome menos conhecido de Harvey Glatman – o assassino de beldades. Essa predileção pelas belas mulheres, as recordações de seus atos criminosos e o estupro. Um homem comum que atrai suas vítimas de modo metódico.
Mas diferentemente de Nicolau, todos eram assassinos.
E onde eu quero chegar com isso? Deve estar se perguntando (já que esse comentário acaba de passar uma lauda).
Nicolau não é um homem propriamente violento, ou ao menos não se descobriu dessa forma no momento em que nos narra seu dia feliz. Entretanto, Nicolau me remete características muito mais próprias de um psicopata clínico, do que as dos estereótipos hollywoodianos.
Nicolau é um homem comum. Ele tem um trabalho comum e não é alguém que as pessoas olhem com estranheza. Ele é um cara bem apessoado, generoso e carismático. Mas Nicolau tem fixações, obsessões que beiram um Transtorno Obsessivo Compulsivo (na verdade diria que o é...). Ele é um transgressor de leis, mas é organizado metódico. Recolhe o endereço das vítimas, reconhece sua rotina e então sacia sua fixação doentia. Então.... E daí que ele não mata? Temos os principais ingredientes  de um grande psicopata. Não é necessário sujar a mão de sangue.
Outro ponto que eu queria elogiar é a maneira sutil, extremamente sutil e natural com a qual abordou a temática e o subgênero. Não houve estardalhaço nas lascívias do conto, não houve peso sobre o ato do estupro.  Tu soubes tratar tais questões como seriam realmente ao personagem, naturais. E é nesse ponto que temos a cereja do bolo, aquilo que o diferencia da segunda personagem psicopata crua aqui do fórum.
Em “Casa de Bonecas” a personagem de Adriano, também reúne uma série de características da psicopatia, entretanto, em grande parte do texto ela acentua megalomaniacamente que está a salvar suas vítimas. Ela se justifica. Nicolau, NÃO! Nicolau não o faz, porque nele reina um dos principais trunfos de um psicopata bem sucedido: ele não tem remorso.
Eu realmente não sei se isso surgiu de conhecimento prévio, pesquisa ou foi uma jogada de sorte. Mas ta aqui e ta escrito, merece os devidos méritos.

MEUS, PARABÉNS.

E Desculpa se me extendi um pouquinho Wink
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Vinícius Tadeu



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Competência:
Contos Vencedores:
1000/1000  (1000/1000)

MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Set 12, 2014 1:34 pm

Caro Ademar,
Já comentei com você que erotismo não é minha praia como escritor e nem como leitor; pareceu-me nos seus comentários que você também não gosta sequer de ler sobre o assunto. Mas nesse conto você arrasou, embora, eu, particularmente, não goste do estilo narrativa; acho que em prosa cumpre-se mais os objetivos do estilo erótico. Também não entendo nada de psicopatias, essa parte vai ficar somente com os comentários da Tammy Marinho e outros do grupo que tenham entendimento nessa área. No mais, todo o texto está muito bem estruturado e tem um enredo de algo que preocupa o meio social. Também não vou comentar sobre possíveis revisões cabíveis ao texto, até porque publico meus livros em forma de manuscrito eletrônico; por uma questão de custos, já que os disponibilizo "grátis".
Escrevi meu conto e vou postar amanhã. Achei muita dificuldade em separar erotismo de pornografia, por essa razão procurei manter uma margem de segurança; só não sei se consegui. Mas é errando que se aprende, fique a vontade nos comentários; os outros do grupo também. Lógico!
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Set 12, 2014 5:55 pm

Tammy Marinho escreveu:
E lá vem aquela guria chata que faz psicologia, e pensa que pode dar pitaco nos transtornos mentais das personagens alheias. Pois é... Demorei, mas cá estou.
(parada de um minuto pra pegar as trezentas anotações que guardei aqui).

Esse mês mesmo com os apertos da faculdade, tenho conseguido acompanhar os textos integralmente. Nesse processo, estou tentando aplicar meu tênue conhecimento em psicopatologia geral, e encontrar os transtornos existentes nas mentes "psicopatas".
Sim! Esses psicopatas vêm com aspas. Eu não pretendo desmerecer o trabalho de ninguém, pelo contrário, tenho sido surpreendida por todo tipo de psicopatia. Mas em grandes parte dos textos, eu destacaria outros transtornos, muito mais que a psicopatia.
Nós tivemos de pervertidos sexuais, a esquizofrênicos psicóticos. Na verdade, somente em dois contos – dos até então escritos – eu destacaria o transtorno de personalidade antissocial. E, se to escrevendo isso tudo, podemos prever que o seu conto é um deles.
Lendo seu conto, eu encontrei um Nicolau que me remeteu a outras três almas psicopatas que houve nesse mundo.
Primeiramente, lembrei-me de Ted Bundy. Um  assassino violento com fixação por moças bonitas, de cabelos escuro  e repartidos ao meio. Ted, assim como Nicolau transitava entre os seus acima de qualquer suspeita. Era cortes. Gentil e tão carismático que teve um pedido de casamento aceito nos tribunais, enquanto bancava seu próprio advogado.
A segunda lembrança que Nicolau arremeteu-me foi a um psicopata também da ficção, Patrick Bateman de Psicopata Americano. Todo aquele cuidado metódico com seu asseio. Essa necessidade de apresentar a aparência impecável, brilhantemente demonstrando quando Nicolau arrumasse em seu closet.
Por fim, novamente uma lembrança mais vaga, o método dele me lembrou nome menos conhecido de Harvey Glatman – o assassino de beldades. Essa predileção pelas belas mulheres, as recordações de seus atos criminosos e o estupro. Um homem comum que atrai suas vítimas de modo metódico.
Mas diferentemente de Nicolau, todos eram assassinos.
E onde eu quero chegar com isso? Deve estar se perguntando (já que esse comentário acaba de passar uma lauda).
Nicolau não é um homem propriamente violento, ou ao menos não se descobriu dessa forma  no momento em que nos narra seu dia feliz. Entretanto, Nicolau me remete características muito mais próprias de um psicopata clínico, do que as dos estereótipos hollywoodianos.
Nicolau é um homem comum. Ele tem um trabalho comum e não é alguém que as pessoas olhem com estranheza. Ele é um cara bem apessoado, generoso e carismático. Mas Nicolau tem fixações, obsessões que beiram um Transtorno Obsessivo Compulsivo (na verdade diria que o é...). Ele é um transgressor de leis, mas é organizado metódico. Recolhe o endereço das vítimas, reconhece sua rotina e então sacia sua fixação doentia. Então.... E daí que ele não mata? Temos os principais ingredientes  de um grande psicopata. Não é necessário sujar a mão de sangue.
Outro ponto que eu queria elogiar é a maneira sutil, extremamente sutil e natural com a qual abordou a temática e o subgênero. Não houve estardalhaço nas lascívias do conto, não houve peso sobre o ato do estupro.  Tu soubes tratar tais questões como seriam realmente ao personagem, naturais. E é nesse ponto que temos a cereja do bolo, aquilo que o diferencia da segunda personagem psicopata crua aqui do fórum.
Em “Casa de Bonecas” a personagem de Adriano, também reúne uma série de características da psicopatia, entretanto, em grande parte do texto ela acentua megalomaniacamente que está a salvar suas vítimas. Ela se justifica. Nicolau, NÃO! Nicolau não o faz, porque nele reina um dos principais trunfos de um psicopata bem sucedido: ele não tem remorso.
Eu realmente não sei se isso surgiu de conhecimento prévio, pesquisa ou foi uma jogada de sorte. Mas ta aqui e ta escrito, merece os devidos méritos.

MEUS, PARABÉNS.

E Desculpa se me extendi um pouquinho Wink
Eita Tammy, o que dizer? Você traçou o perfil de meu protagonista. Nem eu sabia destas patologias todas associadas rsrs
Muito obrigado pela "lauda". Só comentarei alguns trechos.

Não pesquisei, apenas duas ou três palavras como clorofórmio, saco de coleta de provas.... O personagem se criou em minha cabeça, isso não significa que penso igual a ele heim! Pelo amor!!! Me baseio muito em filmes, abordei o TOC, uns dos transtornos mais comuns, mas para o erotismo entrar, eu deveria explorar algo mais, foi dai a fixação do protagonistas por ruivas, mais especificamente vulva ruiva. Esse era o padrão de seleção das vítimas de Nicolau, ele fazia sexo oral em suas vitimas após droga-las. Isso me veio após uma revisão mental de vários filmes. dai criei o tal "maluquinho".
A abordagem se dá em três tempos:

ROTINA 1; quando ele se arruma para ir ao trabalho, seu trajeto, suas manias (neste trecho, o protagonista se mostra totalmente sociável e acima de qualquer suspeita);  

ROTINA 2; quando ele observa suas vítimas (possíveis);

O ATO; se dá no momento em que ele realiza sua "obsessão";

Embora tudo isso já esteja claro pra você como previamente falamos, deixei aqui para outros entenderem. Até porque o texto não está totalmente claro quanto as intenções de Nicolau. É isso! Obrigado e até a próxima.

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Set 12, 2014 6:06 pm

Vinícius Tadeu escreveu:
Caro Ademar,
Já comentei com você que erotismo não é minha praia como escritor e nem como leitor; pareceu-me nos seus comentários que você também não gosta sequer de ler sobre o assunto. Mas nesse conto você arrasou, embora, eu, particularmente, não goste do estilo narrativa; acho que em prosa cumpre-se mais os objetivos do estilo erótico. Também não entendo nada de psicopatias, essa parte vai ficar somente com os comentários da Tammy Marinho e outros do grupo que tenham entendimento nessa área. No mais, todo o texto está muito bem estruturado e tem um enredo de algo que preocupa o meio social. Também não vou comentar sobre possíveis revisões cabíveis ao texto, até porque publico meus livros em forma de manuscrito eletrônico; por uma questão de custos, já que os disponibilizo "grátis".
Escrevi meu conto e vou postar amanhã. Achei muita dificuldade em separar erotismo de pornografia, por essa razão procurei manter uma margem de segurança; só não sei se consegui. Mas é errando que se aprende, fique a vontade nos comentários; os outros do grupo também. Lógico!
Vinícius como vai? Obrigado por comentar e participar de nossa humilde batalha. Pois bem, vamos lá! Você notou que não sou fã do erotismo, nunca havia lido um romance de tal subgênero, para mim esse foi o maior desafio até agora (recapitulando: foram outros 3 subgêneros anteriores: terror, sci-fi/fantasia e romance), mas foi este mês o que mais relutei em escrever. minha sorte é que gosto do tema "psicopatia", as coisas melhoraram, mas a complexidade foi unir subgênero-tema. Este é o desafio do grupo, e agora você faz parte. Vamos crescer cada vez mais desta maneira. mais uma vez, obrigado e aguardo o teu conto.

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Lupus Venator



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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sab Set 13, 2014 8:02 am

Apesar de seu desgosto pelo gênero saiu-se extremamente bem em assimilar o erotismo aos problemas mentais do personagem. A narrativa me envolveu ao texto do início ao fim, foi objetivo, mas sem perder os detalhes. Isso é muito bom. Senti somente uma pequena falta de um desfecho pouco mais impactante, mas isso não feriu seu trabalho. Concluindo. Parabéns! Excelente conto.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Dom Set 14, 2014 9:41 am

Lupus Venator escreveu:
Apesar de seu desgosto pelo gênero saiu-se extremamente bem em assimilar o erotismo aos problemas mentais do personagem. A narrativa me envolveu ao texto do início ao fim, foi objetivo, mas sem perder os detalhes. Isso é muito bom. Senti somente uma pequena falta de um desfecho pouco mais impactante, mas isso não feriu seu trabalho. Concluindo. Parabéns! Excelente conto.
Obrigado por ler e analisar. Isso é importante para nós. Quanto ao conto, é por demais complicado se estender por uma área desconhecida. A complexidade da união subgênero x tema me fez queimar alguns neurônios. Quanto ao desfecho, não tive muitas alternativas, já que estes psicopatas em sua maioria saem impunes. Obrigado! Aguardo seu texto.

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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Seg Set 15, 2014 12:03 pm

Na questão do perfil psicopata eu não tenho nada a dizer depois da explicação qualificada da Tammy,rs. A trama também me agrada muito, esse viés cinematográfico, bem visual, talvez pelas referências usadas, funcionou muito bem.

Minha única crítica é acerca das gírias. Ao meu ver, poucas delas foram bem colocadas e a maioria não parece condizer com a personalidade do protagonista.

Só uma dúvida: ele tinha esse emprego de faxada? Porque a renda mensal dele não pagaria um closet de 12 mil, mas isso não é crítica, é só dúvida mesmo.

Ótimo texto, parabéns.
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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Ter Set 16, 2014 7:45 pm

Weslley Reis escreveu:
Na questão do perfil psicopata eu não tenho nada a dizer depois da explicação qualificada da Tammy,rs. A trama também me agrada muito, esse viés cinematográfico, bem visual, talvez pelas referências usadas, funcionou muito bem.

Minha única crítica é acerca das gírias. Ao meu ver, poucas delas foram bem colocadas e a maioria não parece condizer com a personalidade do protagonista.

Só uma dúvida: ele tinha esse emprego de faxada? Porque a renda mensal dele não pagaria um closet de 12 mil, mas isso não é crítica, é só dúvida mesmo.

Ótimo texto, parabéns.
Weslley, você acertou nas incoerências que também assumo ter notado pós publicação. O reescreverei neste sentido para o ebook. Obrigado!

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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Ter Set 23, 2014 3:07 pm

Eita Geovana awards para este conto! Arrepiou aqui, de verdade! Eu não vou dar pitaco do dodói da cabeça dele, até pq dps da aula que a Tammy deu, pffffff, mas olha! Parabéns!

Só toma cuidado na revisão moço, bolso é com s, viu?

Bjus!
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Ter Set 23, 2014 7:08 pm

Patricia Souza escreveu:
Eita Geovana awards para este conto! Arrepiou aqui, de verdade! Eu não vou dar pitaco do dodói da cabeça dele, até pq dps da aula que a Tammy deu, pffffff, mas olha! Parabéns!

Só toma cuidado na revisão moço, bolso é com s, viu?

Bjus!
Obrigado Paty.

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Rogério Silva

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Qua Set 24, 2014 1:31 pm

Ademar

Alguns já falaram de dúvidas que eu tive, como ele ter coisas que não condizem com sua renda. Eu gostaria de falar o que sempre digo: revisão ortográfica e de pontuação. Parece que você escreveu seu texto usando um smartphone, com a opção de autocompletamento habilitada.
Por que bato tanto nessa tecla? Porque eu sou EXTREMAMENTE limitado.Mad  Tenho dificuldades em entender... Crying or Very sad Crying or Very sad
Mas confesso: gostei do texto. Gostei de como o TOC foi construído sutilmente. Falou rapidamente da infância em Guaxupé, onde foi feliz... Creio que poderia ter elaborado mais aí, para justificar uma psicopatia com origens na tenra idade.
No mais, achei bom, sim!
Abraços,

Rogério Silva

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Qua Set 24, 2014 10:07 pm

Ignorando erros ortográficos e de cálculos orçamentários...

Gostei do conto, da estrutura das rotinas e da disposição da narrativa...

Nicolau não matava e eu queria que ele matasse...
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Seg Set 29, 2014 10:06 pm

Rogério Silva escreveu:
Ademar

Alguns já falaram de dúvidas que eu tive, como ele ter coisas que não condizem com sua renda. Eu gostaria de falar o que sempre digo: revisão ortográfica e de pontuação. Parece que você escreveu seu texto usando um smartphone, com a opção de autocompletamento habilitada.
Por que bato tanto nessa tecla? Porque eu sou EXTREMAMENTE limitado.Mad  Tenho dificuldades em entender... Crying or Very sad Crying or Very sad
Mas confesso: gostei do texto. Gostei de como o TOC foi construído sutilmente. Falou rapidamente da infância em Guaxupé, onde foi feliz... Creio que poderia ter elaborado mais aí, para justificar uma psicopatia com origens na tenra idade.
No mais, achei bom, sim!
Abraços,

Rogério Silva
Pois é Rogério, fui infeliz em não caprichar nesta revisões de Setembro. E sim, escrevo em Smartphone, tudo pela otimização do tempo... Quanto ao elogio obrigado. Tentei desenvolve-lo como num a sequencia de rotinas, para mostrar a real obsessão que ele tinha com tais coisas! Obrigado!

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Seg Set 29, 2014 10:09 pm

DARA METZLI escreveu:
Ignorando erros ortográficos e de cálculos orçamentários...

Gostei do conto, da estrutura das rotinas e da disposição da narrativa...

Nicolau não matava e eu queria que ele matasse...
Own Dara, valeu. Tirando quase tudo, até que valeu né! rsrs. Nicolau não matava, essa foi a primeira vez que ele estuprou, quem sabe ele não enjoe e eleve o nível da insanidade! Eu gostei deste personagem, não o descartarei. Em breve Nicolau aparecerá nos noticiários! Obrigado!

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Qua Out 08, 2014 3:25 am

Olá, Ademar
Lembrei muito do Psicopata Americano pela personalidade. Não tenho muito o que comentar, o que eu queria dizer acho que já foi dito, só me resta repetir os parabéns. : D
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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Out 10, 2014 6:29 pm

Fernanda Oliveira escreveu:
Olá, Ademar
Lembrei muito do Psicopata Americano pela personalidade. Não tenho muito o que comentar, o que eu queria dizer acho que já foi dito, só me resta repetir os parabéns. : D
Obrigado Fernanda! Não sei se esse psicopata que se referiu é bom ou ruim (no sentido personagem), como disse aos demais, me basei muito em filmes. Não me lembro de um livro com um psicopata deste nível, meticuloso e obsessivo. E novamente obrigado por deixar seu registro.

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Out 10, 2014 7:29 pm

Ademar Ribeiro escreveu:
Fernanda Oliveira escreveu:
Olá, Ademar
Lembrei muito do Psicopata Americano pela personalidade. Não tenho muito o que comentar, o que eu queria dizer acho que já foi dito, só me resta repetir os parabéns. : D
Obrigado Fernanda! Não sei se esse psicopata que se referiu é bom ou ruim (no sentido personagem), como disse aos demais, me basei muito em filmes. Não me lembro de um livro com um psicopata deste nível, meticuloso e obsessivo. E novamente obrigado por deixar seu registro.

Psicopata americano que a Fernanda citou é um filme...
Na verdade é a segunda comparação com Nicolau Wink
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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sex Out 10, 2014 9:51 pm

Tammy Marinho escreveu:
Ademar Ribeiro escreveu:
Fernanda Oliveira escreveu:
Olá, Ademar
Lembrei muito do Psicopata Americano pela personalidade. Não tenho muito o que comentar, o que eu queria dizer acho que já foi dito, só me resta repetir os parabéns. : D
Obrigado Fernanda! Não sei se esse psicopata que se referiu é bom ou ruim (no sentido personagem), como disse aos demais, me basei muito em filmes. Não me lembro de um livro com um psicopata deste nível, meticuloso e obsessivo. E novamente obrigado por deixar seu registro.

Psicopata americano que a Fernanda citou é um filme...
Na verdade é a segunda comparação com Nicolau Wink
Verdade! Tu comentou também. Preciso assistir esse filme.

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Sab Out 11, 2014 12:19 pm

Qnto ao orçamento, ele pode ter economizado a grana pra fzr o closed ue! Ou feito um empréstimo no Sicred rs! Gostei da forma da narrativa em primeira pessoa, depois em terceira ficou bom! A parte da salinha mocada achei meio confusa... ele filmou o estupro e tava assistindo eh isso? Outra coisa, na cena da renata, eu queria mais detalhes... ficou meio no ar essa parte, eu achei q ele tinha estuprado ela antes, mas depois com a glaucoma foi a primeira vez... pode ser falta de atenção minha... ou não rs!!
Parabéns
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Daniel Vianna



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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Ter Out 14, 2014 6:58 pm

Fala, Ademar. Das três dimensões básicas do texto (narrativa/descrição/diálogo), observo que não se utiliza da última. Em relação à descrição, só posso dizer que tenho a aprender contigo. Talvez por ser preguiçoso e apressado, não tenho essa capacidade de descrição em detalhes. Nota 10. Já em relação à narrativa, acho que é aí que deves trabalhar. Tens um defeito parecido com o meu, de explicar as coisas para o leitor. Mas acho que no teu caso é pior. Teu texto é muito explicativo. 'Por trás da lente' é, a meu ver, muito superior que 'Primeira publicação'. Tem história, tem trama, e é, mais uma vez, cheio de boas descrições. Gostei. Mas a narrativa, repito, deve ser melhorada. E digo isso para tua melhoria como escritor. Bom trabalho e aquele abraço.
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Qua Out 15, 2014 6:27 pm

Estela Goldenstein escreveu:
Qnto ao orçamento, ele pode ter economizado a grana pra fzr o closed ue! Ou feito um empréstimo no Sicred rs! Gostei da forma da narrativa em primeira pessoa, depois em terceira ficou bom! A parte da salinha mocada achei meio confusa... ele filmou o estupro e tava assistindo eh isso? Outra coisa, na cena da renata, eu queria mais detalhes... ficou meio no ar essa parte, eu achei q ele tinha estuprado ela antes, mas depois com a glaucoma foi a primeira vez... pode ser falta de atenção minha... ou não rs!!
Parabéns
A parte do orçamento foi mesmo viagem, mas retirei do original la no ebook. Quanto a Renata, ela era uma vitima qualquer, que ele fazia o sexo oral apos droga-la, essa era a sua obsessão. Já com Gláucia, e não Glaucoma rsrs... ele pela primeira vez estuprou. No primeiro momento ele relata o ataque. Mas com o desenrolar ele asiste as cenas, porque ele sempre filma. é Isso.

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MensagemAssunto: Re: POR TRÁS DA LENTE   Qua Out 15, 2014 6:35 pm

Daniel Vianna escreveu:
Fala, Ademar. Das três dimensões básicas do texto (narrativa/descrição/diálogo), observo que não se utiliza da última. Em relação à descrição, só posso dizer que tenho a aprender contigo. Talvez por ser preguiçoso e apressado, não tenho essa capacidade de descrição em detalhes. Nota 10. Já em relação à narrativa, acho que é aí que deves trabalhar. Tens um defeito parecido com o meu, de explicar as coisas para o leitor. Mas acho que no teu caso é pior. Teu texto é muito explicativo. 'Por trás da lente' é, a meu ver, muito superior que 'Primeira publicação'. Tem história, tem trama, e é, mais uma vez, cheio de boas descrições. Gostei. Mas a narrativa, repito, deve ser melhorada. E digo isso para tua melhoria como escritor. Bom trabalho e aquele abraço.
Fala ae Daniel. Muito obrigado. Sua critica é de sumo valor, reconheço meus defeitos, e sei que em tempo verbal e pontuação eu escorrego feio. Quanto a descrição, a faço desta maneira porque é realmente o jeito que gosto de ler. quanto mais descritivos mais me envolvo na cena. Eu avaliando o pessoal aqui como um mero leitor, sempre peço uma melhor descrição naqueles mais rasos. É isso. Obrigado. Até mês que vem.

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