Odisseia do Escritor

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 Amorzinho

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éffe

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MensagemAssunto: Amorzinho    Sex Set 12, 2014 1:37 am

Eu conheci o meu Amorzinho num dia quente como esse. Eu ia para o trabalho, às 10h, o trem estava quase vazio, sentei-me distante das pessoas, como sempre fazia, e me escondi atrás do meu livro, meu tipo de leitura preferida; estava quase no fim do segundo livro da trilogia que lia pela segunda vez.

Algo me chamou a atenção, meus olhos atipicamente se desgrudaram do papel, era um moço bonito que entrou; duas estações depois da minha, podia ser um bom sinal. Sentou-se no banco à minha frente e senti um frio na barriga. Com tantos lugares, ele quis se sentar logo ali. Fiquei tentando não parecer nervosa, não era comum, alguém me despertar tanta atenção assim. Enquanto ele olhava para fora, eu corria o olhar pelo seu corpo esperando que ele não percebesse. Gostei dele desde sempre, o meu Amorzinho parecia não notar a minha existência, tentei voltar para o livro, reli várias vezes a mesma frase, tudo desviava minha atenção.

Eu estava enterrada no livro, fazendo força para me concentrar, quando ouvi a voz mais linda do mundo, “você além de linda é culta”, era o Amorzinho falando - acho que fiquei vermelha - “eu escrevo” ele completou, eu sorri, e ele perguntou se podia sentar-se ao meu lado, eu assenti com a cabeça.

Ele me disse que era escritor e que tinha três livros. Perguntou-me que gênero eu gostava, eu respondi, e ele me disse que era especialista naquele e que podia me presentear com um livro. Agradeci, mas não quis dizer muita coisa. Eu estava encantada, ele era simpático e reconheceu de longe a minha qualidade preferida: além de linda sou culta, eu sou culta, poderia repetir isso sempre, alguém reconheceu isso, era muito óbvio que ele não era como os outros que me zoavam por eu ser tímida.

Depois de duas estações ele me contou o quanto é difícil encontrar leitores e que gostava muito de pessoas inteligentes. Ele era mesmo diferente. “Não ligo para as aparências, mas não escondo que você me chamou a atenção, quanto notei que estava lendo decidi falar com você”, dizia, enquanto tocava meu braço e olhava fundo nos meus olhos.

Foi quando tive a certeza que eu tinha encontrado a pessoa certa. Amorzinho me contou sobre sua família. Eu queria que o trem não fosse tão rápido e sofri um pouco a cada estação. Ele me perguntou sobre o meu namorado, respondi tímida que não tinha nenhum. Ele, incrédulo, até riu de mim, disse que eu estava mentindo e que deveria ter alguns. Falei que eu era muito tímida pra isso, ele falou que não parecia e me chamou pra tomar um sorvete. Eu aceitei, mas disse que deveria descer no Brás. Ele, então, disse que morava perto da estação, achei isso uma providência divina.

Saímos da estação e fomos até o apartamento dele. Foi tudo rápido, eu estava em êxtase. Ele morava no terceiro andar, mas não me lembro de ter contado, tudo era pequeno e amarelado. Da porta pra dentro era frio e bagunçado. Ele precisava de uma mulher na vida dele. Perguntei se a mulher dele não o mandava arrumar as coisas, ele sorriu e disse que ninguém queria ficar perto de um fracassado que não tinha vendido livro algum e logo seria despejado do apartamento medíocre. Fiquei com pena e falei que não era bem assim, que ele era incrível e que devia fazer sucesso com as mulheres, mas sua feição mudou, e ficou de um jeito como se tentasse fazer uma cara de choro sem muito sucesso, o abracei e repeti o que ouço sempre: você vai encontrar alguém.

Ele me apertou contra o seu corpo, era quente e largo. Grande, mas sabia que por dentro precisava de carinho. Ele passou a mão nas minhas costas, pra cima e pra baixo. Fiz um esforço para deixar meu seio mais perto do corpo dele. Por mais que aparentasse experiência, ou ser mais velha do era, eu nunca tinha ficado com alguém assim; ido tão longe. O abraço durou mais, não consegui, e não queria largá-lo, eu queria sentir o corpo de alguém. Ter alguém que não estivesse nas páginas monótonas dos livros.

Meu batimento ficou mais forte. Senti que sua mão percorria meu corpo com mais voracidade. Ele deu um longo suspiro, parecia de alívio. Sua
boca, que estava próxima, beijou o meu pescoço. Derreti-me toda. Os beijos estavam quentes, tentei empurrá-lo para poder beijar sua boca, ele queria isso também, beijou-me com intensidade e empurrou-me para o quarto. Eu esqueci meu emprego; o sorvete. Senti que, como num livro, o encontro de uma moça sem graça, como eu, com um homem de verdade era o ponto inicial do romance.

Beijamos-nos cada vez mais rápido. Eu gostava de beijar alguém pela primeira vez, não tive muitas oportunidades, aliás, eu lutava contra isso. Enquanto meus lábios encontravam com os dele, suas mãos encontravam minha bunda e cintura, me apertavam, mordia meus lábios. Ele me empurrou novamente, dessa vez para a cama de casal, sentou-me ao seu lado sem parar o movimento iniciado antes; agora com as mãos nas minhas coxas. Eu queria estar de vestido, mas escolhi sair de calça; droga! Ele continuou, inclinando seu corpo contra o meu, me fazendo deitar, colocou a mão por baixo da minha camiseta, sua mão firme e forte apertava meu seio, e foi com ela que puxou a peça de roupa me deixando seminua. Ele não parava, beijava meu pescoço. Tudo era inédito pra mim. “Tira a calça”, aquelas foram suas únicas palavras desde que o abracei; o fiz; a calcinha não combinava com o sutiã, mas ele resolveu isso logo tirando as meias taças, que não era tão cheias, mas o recheio era do tamanho certo de sua mão, mão que foi até o meio das minhas pernas. Senti vergonha. Ele se levantou e tirou, enfim, a camiseta e a calça. De cueca preta, podia ver o volume que seu órgão fazia, fiquei hipnotizada com o seu corpo, que era mais bonito sem a roupa. Amorzinho foi até a cama, tirou minha calcinha e colocou seu membro para fora. Foi o primeiro e único que conheci pessoalmente, mas nem pude notá-lo. Ele se levantou novamente e foi até o guarda roupa, abrindo-o e procurando apressado por algo. Pude ver melhor o ambiente, o quarto era pequeno, claustrofóbico, apesar da bagunça; a cama era o único lugar onde não tinha algo jogado, como se ele tivesse preparado para nós.  Ele voltou, subiu em mim, olhando nos meus olhos; penetrou-me, senti uma dor muito forte, gritei. Ele pareceu não ligar e continuou com o movimento com o quadril.

Senti-me mulher, penetrada pela primeira vez. Ele vinha e voltava, num movimento contínuo, eu fiquei parada com as pernas abertas, recebendo-o; sentindo sua respiração ficar tão ofegante quanto a minha. Eu não conseguia mais segurar os gemidos. A dor passou a não ser tão insuportável, o prazer tomou conta da vulva, e me encheu por dentro. O que ele causava dentro de mim, me dava sensação de júbilo, o meu primeiro orgasmo não foi o sexual, mas o gozar daquele momento único, mágico. Era o clímax da minha história iniciada no mesmo dia de manhã. Aquele momento durou, eu podia continuar assim, mas ele me puxou. Ficou meio que sentado e ficou puxando meu quadril para ele. Agora via bem o encontro; eu o engolia, meu corpo tão estreito comparado ao dele. Ele tão forte, eu tão frágil. Seu poder por um instante não era grande coisa, eu o comia com os meus lábios. Não sabendo ainda me mexer, deixei com ele o trabalho de ser engolido freneticamente. Até que ele gozou, e o poder que eu pensei ter conquistado acabou. Levantou-se, e tirou o preservativo, que eu nem notei que tinha colocado. Não soube o que fazer, não havia em nenhuma parte da literatura alguém tirando a camisinha, fiquei confusa e preferi esperar a reação dele. Ele perguntou se eu queria tomar banho, aceitei feliz. Levantei-me e vi uma manchinha vermelha no lençol.

De roupa novamente perguntei sobre os livros, ele disse que não tinha mais nenhum, que vendeu, perdeu, emprestou, doou, mas que poderia, com a minha ajuda, fazer muitos outros. Sorri alegremente. Eu era a moça mais sortuda do mundo. Senti meu coração apertando quando me lembrei do emprego. Queria ficar ali pra sempre. Falei a ele sobre isso, ele foi gentil e disse que eu poderia voltar quando quisesse; ele esperava.

Naquela tarde saltitei até o emprego chato.  Fiquei feliz no final do dia. Corri até a casa dele, no terceiro andar, no prédio amarelo. Bati à porta. Uma moça atendeu, disse pra eu entrar. Perguntei quem ela era, me disse que era a namorada dele. Meu coração ficou em pedaços. Perguntei desde quando. “A gente tamo junto desde julho do ano passado, mas quem é você? De onde você conhece ele? ” [sic]. Eu não podia aceitar! Aquilo não estava acontecendo comigo! Eu queria morrer! Falei que era sobre um livro que ele disse que me venderia. Ela riu; “livro? Ele mal sabe escrever.” Ela zombou do meu Amorzinho, eu não aguentei, fui pra cima dela, nos batemos. Eu era mais forte, e logo a coloquei no chão. Era a segunda virgindade que perdia naquele dia, nunca tinha batido em alguém. Enquanto ela estava deitada no chão, fui até a cozinha e procurei por uma faca; grande, de preferência. Encontrei uma na primeira gaveta. Aproveitei enquanto ela estava desacordada.  Agarrei o cabelo dela, liso, preto, seu pescoço era fino, minha percepção estava aguçada. Passei a faca pelo seu pescoço, lentamente, num movimento magistral.  Gozei por sentir a morte de minha oponente. Amorzinho podia ser meu, sem nenhuma vadia para atrapalhar. Sua cabeça estava em minha mão, o resto do corpo me dava nojo. Sujava a aura sagrada do Amorzinho. Só eu poderia estar à sua altura.

A porta se abriu, meu sangue gelou. Podia sentir o cheiro de álcool, era Amorzinho que chegava bêbado, provavelmente com saudade de mim e por não aguentar aquela vaca. Ele mal conseguia ficar em pé. Corri ao seu encontro; o beijei apaixonadamente e o levei até o sofá. Fi-lo deitar-se no sofá. Saí tranquila do apartamento. Desci até a portaria. Liguei para polícia.  Amorzinho foi preso e o mandaram para Taubaté. Vou sempre visitá-lo e escrevo pra ele, que faz o mesmo, ele não é dos melhores escritores.  Amorzinho não sabe o quanto precisa de mim.


Última edição por Fernanda Oliveira em Qui Set 18, 2014 7:01 pm, editado 1 vez(es)
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Sex Set 12, 2014 8:22 am

O que foi essa frase final? E toda essa desconstrução da moça boba do metrô a decaptadora? Rsrsrs
Engraçado, eu tenho simpatia pela protagonista, na verdade, acho graça em seu ato. Me foi deliciosa a ironia que ela trata todo contexto final.
No entanto, faltaram amarras para a repentina fúria assassina da protagonista. Eu entendi a justificativa dela “defender seu amorzinho”, “findar competições”, eu realmente entendi essa posição. Mas desculpa, isso não me convenceu. Faltou elementos que demonstrasse esse sentimento. Ela não via a morte de modo, natural. E mais, é um processo demorado o processo de decaptação. Não sei...
Eu gostei da história, Nutro uma simpatia pela personagem central, mas há aspectos que simplesmente não me convencem.

De todo modo, meus parabéns.
E Seja Bem Vinda!
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éffe

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Sex Set 12, 2014 3:55 pm

Muito obrigada, Tammy!
Adorei seu comentário :DDD

Concordo com você que o texto está meio incompleto, até porque acho que foi um texto muito difícil pra mim por não ser o estilo que costumo escrever, nem o tema, não sou muito fã dessas coisas de psicopata e tals. Tentei pensar o que uma pessoa psicologicamente fragilizada passaria pro papel. Usei meu conhecimento limitado sobre o tema. Me inspirei um pouco na Arlequina (Harley Quinn) e no psicose que o cara acredita ser a própria mãe e pra mim parece criar uma desculpa qualquer pra matar.
Talvez tenha falhado em passar isso para o papel, mas eu tentei uma personagem assim:
Ela não é tão boba quando faz pensar, ela leu livros de romance onde a moça é sempre tímida ou com auto estima baixa mas que sempre encontra um "macho alfa", ela definiu isso como o relacionamento perfeito e almejou um assim. Ela fica muito feliz em ir pro apartamente e entrar no mundo de um possível escritor do estilo que ela gosta e decide que é ele. Como escrevo na primeira pessoa acho que ela não daria tanta importância a matar em si, o ápice tinha que ser mesmo a primeira vez, como ela diz que é o clímax, ela chega a comparar o "romance" q tá vivendo com literatura. E ela não mata por rivalidade, acho que mataria mais por mancharem a "aura sagrada" do cara da fantasia q criou, mas tbm não foi por isso. É importante ela fazer com que o amorzinho dela fosse preso, psicopatas machucam seus parceiros para encurrala-los emocionamente e fazer com eles só dependam deles. Não queria deixar claro que ela assim que viu a menina arquitetou tudo.

Sobre a decapitação só vi, infelizmente pq apareceu na minha timeline, um video então não manjo disso mesmo, rs.

Obrigada novamente Very Happy
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Vinícius Tadeu



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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Sex Set 12, 2014 6:08 pm

Fernanda, adorei o conto. É o primeiro que leio até o final sem interrupção, mas até ingressar nesse grupo (recente) não tinha lido nem livros e nem contos eróticos; não me agradam (comprei 50 tons para ler com espírito de escritor, por ser um livro de sucesso; mal cheguei na página 10 e já estava pulando de 10 em 10 e mesmo assim não cheguei no fim - dei de presente para uma amiga). Concordo com a Tammy, o final foi fantástico; do tipo daquele "só dois tipos de mulheres sabem onde os maridos estão, as viúvas e as mulheres de presidiários"; a personagem conseguiu literalmente prender seu homem. Valeu! Sucesso na carreira.
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Sab Set 13, 2014 12:10 am

Fernanda Oliveira escreveu:
Muito obrigada, Tammy!
Adorei seu comentário :DDD

Concordo com você que o texto está meio incompleto, até porque acho que foi um texto muito difícil pra mim por não ser o estilo que costumo escrever, nem o tema, não sou muito fã dessas coisas de psicopata e tals. Tentei pensar o que uma pessoa psicologicamente fragilizada passaria pro papel. Usei meu conhecimento limitado sobre o tema. Me inspirei um pouco na Arlequina (Harley Quinn) e no psicose que o cara acredita ser a própria mãe e pra mim parece criar uma desculpa qualquer pra matar.
Talvez tenha falhado em passar isso para o papel, mas eu tentei uma personagem assim:
Ela não é tão boba quando faz pensar, ela leu livros de romance onde a moça é sempre tímida ou com auto estima baixa mas que sempre encontra um "macho alfa", ela definiu isso como o relacionamento perfeito e almejou um assim. Ela fica muito feliz em ir pro apartamente e entrar no mundo de um possível escritor do estilo que ela gosta e decide que é ele. Como escrevo na primeira pessoa acho que ela não daria tanta importância a matar em si, o ápice tinha que ser mesmo a primeira vez, como ela diz que é o clímax, ela chega a comparar o "romance" q tá vivendo com literatura.  E ela não mata por rivalidade, acho que mataria mais por mancharem a "aura sagrada" do cara da fantasia q criou, mas tbm não foi por isso. É importante ela fazer com que o amorzinho dela fosse preso, psicopatas machucam seus parceiros para encurrala-los emocionamente e fazer com eles só dependam deles. Não queria deixar claro que ela assim que viu a menina arquitetou tudo.

Sobre a decapitação só vi, infelizmente pq apareceu na minha timeline,  um video então não manjo disso mesmo, rs.

Obrigada novamente Very Happy

Não por isso, moça.
Olha confesso que quando realizei minha crítica tive medo de que se chateasse.
Mas acho importante esse apontamento para sua evolução como escritora. É realmente complicado escrever algo sobre o que não temos conhecimento, da mesma forma que é complicado escrever quando temos conhecimento demais.
Eu mesma foquei na patologia, e por isso, acabei pecando em outros pontos.

Mas a questão aqui é seu texto e sua aceitação de crítica.
Eu achei muito bacana você buscar esclarecer o seu processo de escrita.

Novamente, meus parabéns!
E em breve teremos gêneros que devemos dominar. Smile
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DARA METZLI



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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Dom Set 14, 2014 2:55 pm

Eu considero inaceitável transar sem preliminar, principalmente na primeira vez!

Gostei da historinha que contou, se ele não fosse preso no final eu ficaria revoltada com sua história!

Coisas que não engoli, a ida dela ao apartamento da paixonite aguda, a transa xoxa* , e a decapitação instantânea!

É isso, até mais!
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éffe

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Dom Set 14, 2014 10:41 pm

Muito obrigada, Vinícius!
Eu não cheguei a ler esse livro e confesso que também não é o meu gênero preferido para leitura
li um uma vez que gostei muito 'a casa dos budas ditosos' que recomendo, mas parei por ai, rs.
Adorei a sua conclusão é bem isso mesmo, hahaha
Valeu, pra você também! :DD


Vinícius Tadeu escreveu:
Fernanda, adorei o conto. É o primeiro que leio até o final sem interrupção, mas até ingressar nesse grupo (recente) não tinha lido nem livros e nem contos eróticos; não me agradam (comprei 50 tons para ler com espírito de escritor, por ser um livro de sucesso; mal cheguei na página 10 e já estava pulando de 10 em 10 e mesmo assim não cheguei no fim - dei de presente para uma amiga). Concordo com a Tammy, o final foi fantástico; do tipo daquele "só dois tipos de mulheres sabem onde os maridos estão, as viúvas e as mulheres de presidiários"; a personagem conseguiu literalmente prender seu homem. Valeu! Sucesso na carreira.
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Seg Set 15, 2014 6:06 pm

Achei a história meio clichê e a construção dos personagens rasa, principalmente a tentativa de colocar primeira vez e psicopatia juntos. É um bom conto, mas precisa ser melhor trabalhado em alguns aspectos. Por exemplo, não sei se faz muito sentido ela continuar com a sua obsessão mesmo depois de saber que o homem não era como ela esperava. Psicopatas costumam ter um padrão que não me parece verossímil no caso.

De todo, meus parabéns.
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Seg Set 15, 2014 11:40 pm

Talvez foi uma tentava frustrada de mostrar a primeira vez de uma psicopata, não só no sentido sexual, mas o nascimento de uma obsessão, inclusive. Construí a personagem em cima de traços de outros personagens que conheço e até meus mesmo. Acho que nessa hora me deixei levar muito para o que eu faria, e o meu padrão seria "até deixar de ser interessante pra mim", há também um jogo de poder.



Weslley Reis escreveu:
Achei a história meio clichê e a construção dos personagens rasa, principalmente a tentativa de colocar primeira vez e psicopatia juntos. É um bom conto, mas precisa ser melhor trabalhado em alguns aspectos. Por exemplo, não sei se faz muito sentido ela continuar com a sua obsessão mesmo depois de saber que o homem não era como ela esperava. Psicopatas costumam ter um padrão que não me parece verossímil no caso.

De todo, meus parabéns.
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Seg Set 15, 2014 11:44 pm

Preliminar requer envolvimento, consideração coisas que o moço não tinha pela personagem principal.

DARA METZLI escreveu:
Eu considero inaceitável transar sem preliminar, principalmente na primeira vez!

Gostei da historinha que contou,  se ele não fosse preso no final eu ficaria revoltada com sua história!

Coisas que não engoli, a ida dela ao apartamento da paixonite aguda, a transa xoxa* , e a decapitação instantânea!

É isso, até mais!
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Ter Set 16, 2014 9:01 pm

Oi alô tudo bom tudo bem

Pois, Fernanda: como muitosssssssssssssss deste mês, eu achei teu conto muito recortado. Muito focado na transa e tal, que é SIM o tema e o enfoque do mês - não me entenda mal, tenho consciência disso - mas peca na construção que deve preceder para que chegue nessa emoção, nesse tesão, emoção etc.

Faz mais, faz bem, faz muito! Wink

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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Qui Set 18, 2014 2:54 pm

Fernanda. Quero saber como criou esta personagem, se baseou em alguém ou foi apenas fruto invetado?

Porque pergunto: Senti sua protagonista ora muito realista, ora muito forçada... os trechos já abordados aqui em comentários é resultante destes trechos forçados. Mas quando você narra a primeira impressão dela em relação ao Amorzinho, a dificuldade na concentração do livro, encaradas quando o ele não está olhando... isso tudo me parece muito real.

Eu gostei em parte do conto como um todo, estes surtos "Arlequina" como você mesmo descreveu não me cativou, se estes mesmo atos fosse um pouco mais construídos melhoraria muito o trabalho em si. O subgênero foi muito bem abordado assim como o tema primeira vez (este tema se enquadra em duas hipóteses: primeira transa e primeiro assassinato); Mas pecou em sua tentativa de mente psicopata. Como eu disse, os elementos estão ai, basta aprimora-los para elevar sua obra. É isso, espero que não leve a mal meu comentário, escrevo aqui como um leitor cheio de expectativas, não sou melhor que você, estamos no mesmo barco.

correçãozinha: "Senti-me mulher, penetrada pela primeira vez. Ele vinha e voltada, num movimento contínuo,..."


É isso, Parabéns pelo conto. Espero seu comentário lá em meu texto. O mês das crianças está chegando, com ele novas ideias. Seja bem vinda!

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Qui Set 18, 2014 4:18 pm

Olha, eu levei um susto tão grande pela revelação da mente psicopata que nem tenho palavras.
Só gostaria que fosse mais desenvolvido esse lance da obsessão, sabe? Achei um tanto corrido.
No mais, parabéns!
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Sex Set 19, 2014 12:13 am

Olá Ademar
Muito obrigada pelo comentário! e também pela correção. : D
Bom, primeiramente, eu tentei fazer com que a estrutura do texto tivesse ligação com o tema. Como eu li alguns, em parte eu percebia do que se tratava já no começo. Pra mostrar a mente psicopata de uma forma mais ilustrativa queria fazer um texto que enganasse o leitor e o deixasse pensando "cara, o que aconteceu aqui?", para algumas pessoas deu certo para outras não, enfim.
Respondendo a sua pergunta: sim, me baseei em mim mesma, além das outras personalidades citadas, claro. Traços, como preferir ficar longe das pessoas, por exemplo, entre outras coisas. Pra criar a personagem exagerei em algumas coisas que faria sim; inclusive, em como eu escreveria um texto se eu tivesse feito o que ela fez, por isso não me aprofundei no assassinado, porque veria de uma forma fria, sem muita importância e também contaria tudo de uma forma não muita detalhada, porque como narradora-personagem não teria uma percepção de mundo abrangente, contaria apenas com a percepção pessoal, ou seja, só o que me importaria e de dentro de uma cabeça doente nada faz muito sentido. A minha falta de profundidade é por tentar ser rasa, não mostrando seus reais motivos que seriam seus fantasmas, motivações, taras, etc, mas dando pistas superficiais.
Penso agora, depois de reler e ler todos os comentários, que a percepção que se tem da personagem é que não estaria muito perto da psicopatia, talvez fosse para outro transtorno como criar uma fantasia que claramente não é a realidade pelas características dele, a frieza, as mentiras, a infidelidade e por isso não fica claro o porquê ela fica obcecada por ele.
Resumindo: acho que eu não consegui ser convincente é por não pensar, durante o processo de criação, como uma psicopata.

Aliás, li o seu e também outros, mas não tive tempo de comentar porque estou na fase final do meu tc, mas assim que tiver um folga farei.
: D
Ademar Ribeiro escreveu:
Fernanda. Quero saber como criou esta personagem, se baseou em alguém ou foi apenas fruto invetado?

Porque pergunto: Senti sua protagonista ora muito realista, ora muito forçada... os trechos já abordados aqui em comentários é resultante destes trechos forçados. Mas quando você narra a primeira impressão dela em relação ao Amorzinho, a dificuldade na concentração do livro, encaradas quando o ele não está olhando... isso tudo me parece muito real.

Eu gostei em parte do conto como um todo, estes surtos "Arlequina" como você mesmo descreveu não me cativou, se estes mesmo atos fosse um pouco mais construídos melhoraria muito o trabalho em si. O subgênero foi muito bem abordado assim como o tema primeira vez (este tema se enquadra em duas hipóteses: primeira transa e primeiro assassinato); Mas pecou em sua tentativa de mente psicopata. Como eu disse, os elementos estão ai, basta aprimora-los para elevar sua obra. É isso, espero que não leve a mal meu comentário, escrevo aqui como um leitor cheio de expectativas, não sou melhor que você, estamos no mesmo barco.

correçãozinha: "Senti-me mulher, penetrada pela primeira vez. Ele vinha e voltada, num movimento contínuo,..."


É isso, Parabéns pelo conto. Espero seu comentário lá em meu texto. O mês das crianças está chegando, com ele novas ideias. Seja bem vinda!
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Seg Set 22, 2014 10:08 pm

Fernanda! Oq aconteceu aqui!?

Menina de Deus, teu conto me surpreendeu no final, eu realmente não vi aquilo chegando e por isso, ganhou 1 estrela a mais do que ia ganhar! Até então eu estava achando tudo muito morno, e já preparava o meu: "é, pelo menos ela transou." pra comentar aqui. Parabéns!

Curti teu estilo de escrever, sexy sem ser vulgar eu diria!

Até mês que vem!
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Rogério Silva

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1000/1000  (1000/1000)

MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Qua Out 01, 2014 1:36 pm

Fernanda Oliveira

Muito interessante o conto, mas achei que os personagens poderiam ter sido melhor construídos. Uma assassina que "estoura" do nada? Tudo bem, ficou implícito pela timidez, pela fuga para os livros, de que era uma pessoa oprimida e até um tanto frustrada.
Sugiro uma rápida revisão na pontuação.

Abraços,

Rogério Silva

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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    Qui Out 02, 2014 12:25 pm

seu conto é extremamente surreal, gostei muito da sua narrativa, só achei um exagero a decaptação, acho que algumas facadas seriam suficiente (mas isso é apenas questão de gosto) ... só entendi que a protagonista ter "armado" a prisão do amorzinho para criar uma relação de dependência entre eles, lendo os comentários ... acho q vc pode melhorar isso no texto.
Parabéns!
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MensagemAssunto: Re: Amorzinho    

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