Odisseia do Escritor

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 Conto: Melissa

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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 11:50 am

Depois de muita insistência resolvi beber uma cerveja com Lívia na saída do trabalho. Só pra relaxar. Conversamos, rimos e deu pra me distrair da última fofoca do inferno. Lívia tinha um e sessenta e dois de altura e belos seios. Belo corpo como um todo. E era uma ótima companhia, podia me distrair de qualquer assunto.

Eu queria comer ela.

Talvez não agora. Se bem que podia ser agora sim, antes que eu esteja perdendo de 2 a 0 no placar Vivos X Mortos/Demônios e afins. Quando chegasse em casa eu ia “ouvir” um monte de qualquer jeito. Se é que eu posso chamar aquilo de falar.

Dane-se, pensei. Naquela hora só queria saber qual era a textura daqueles peitos na minha mão. Com sorte, na boca. E com mais sorte ainda, teria acesso ao corpo todo.

A certa altura da conversa, eu nem prestava mais atenção no que ela falava. Eu só pensava em sexo, estava totalmente aficionado e fazia muito tempo que isso não acontecia.

Quando em meio a uma explicação de algum causo, extremamente empolgada pela bebida, Lívia derrubou um copo de cerveja cheio sobre a mesa. Eu consegui. Eu finalmente consegui desviar o olhar do seu imenso decote. Como que por reflexo, ou algum toque adquirido em alguma das doze parcelas do meu smartphone, cliquei na tela para ver as horas: 10:30 da noite.

Ela ia me matar.


Entrei em casa pisando leve, mesmo sabendo que apenas meu pai poderia estar dormindo. Se tudo estava normal, ele estava dormindo. Bêbado, provavelmente. E nesse caso, nada o acordaria.

Melissa nunca dorme.

Chegando na sala, como deduzi, lá estava meu progenitor no sofá de tênis e tudo. A porta e a janela escancaradas e um frio de lascar. Tirei os tênis dele, fechei a porta e a janela, e joguei um cobertor sobre seu corpo. O mesmo ritual diário. Conferi as fechaduras e subi.

Comecei a tossir assim que abri a porta do quarto. Em todo canto, sempre tinha poeira. Eu era alérgico, mas não dava pra fazer milagre com reboco exposto. Ao cruzar a porta, tropecei no fio da extensão que vinha da sala. Ela tinha um bocal na ponta para a única lâmpada do ambiente. Infiltrações nos dutos elétricos.

Não precisei apertar a luz no bocal para saber que Melissa estava lá. Sempre fazia muito frio quando estava.

- Isso são horas? - Ela perguntou. Eu nunca tinha certeza se a ouvia, ou se sua voz ecoava direto na minha cabeça.

- São onze e meia - respondi consultando o relógio.

- Você sabe que não é isso que eu to perguntando. Tira a roupa logo.

- Não, Melissa. Vou tomar banho, acabei de chegar.

- Vai bater umazinha pros peitinhos da Lívia?

Como ela sabia disso? Só fazia uma hora. Eu ainda não tinha falado pra ninguém. Eu não tinha ninguém pra falar. E até aonde eu sei, ela não podia sair do quarto.

- Du. Duduzinho. Já faz seis meses que eu morri, lembra? O tempo no inferno é diferente, amorzinho. Eu já te falei isso. E eu tenho potencial, já subi de cargo.

Filha da puta, pensei. Respirei fundo e tirei a calça. Peguei um cigarro no bolso de trás e acendi.

- Potencial? - Traguei. - Só se for para favores sexuais, né? - Soltei a fumaça.

Girei a lâmpada no bocal, o quarto se iluminou e pude ver Melissa. Translúcida, como sempre, mas vestida: uma camiseta do Doors e um short curto jeans desfiado.

- Isso é novidade. A nova moda do inferno é andar vestido, ou foi exigência de Asmodeus?

Traguei.

- Eu fico aqui trancada o dia inteiro sem prazer e você quer me falar de coisas passadas? Só pra desviar atenção da merda que você fez?

Soltei a fumaça.

- Passado? Semana passada você quer dizer né.

- Não no inferno, Du. Você sabe disso!

Ela começou a soluçar baixinho. Estava chorando. Ou ao menos era o que a sua “voz” aparentava. Sempre fazia isso, sabia que eu sucumbia ao seu choro.

Comecei a ouvir soluços, primeiro baixos e depois aumentando cada vez mais. Era o choro de Melissa. Ou ao menos era o que sua “voz” me fazia pensar. Obviamente mortos não tem lágrimas, mas ainda assim funcionava. Eu sempre me entregava ao seu choro.

Dei outro trago no cigarro e me jurei que dessa vez não ia funcionar.

- Olha aqui - soltei a fumaça apontando o dedo pra ela. - Como você sabe da Lívia? A brincadeira com Asmodeus te rendeu o direito de ir e vir agora?

Mais um trago e já estava fumando o filtro, senti o excesso de calor na boca. Dessa vez ela não ia me dobrar. Não mesmo.

- As pessoas se matam em todo lugar, amorzinho. E eu precisava de algum jeito ter notícias suas. Você quase não fala mais comigo.

Se ela ao menos pudesse chorar de verdade, eu teria certeza se aquilo era real ou mais uma vez eu estava sendo enganado.

- Você se mata e arruma uma rede de espiões-suicidas pra me vigiar? - Joguei a bituca pela janela e acendi outro cigarro. - Eu tenho uma vida pra viver, Melissa, e ela é minha!

A voz foi do choro-triste para o choro-manhoso.

- O termo correto é suicidas-espiões, ao contrário, porque eles já morreram amorzinho. Para com isso, vai? Você é meu. Eu to morrendo de saudades. Voltei do inferno por você.

Essa última frase deveria ser romântica, e seria, se não fosse literal, e se minha namorada não fosse o demônio-coordenador do setor suicida.

Traguei o cigarro.

- Você transou com Asmodeus, e agora quer me cobrar - soltei a fumaça - por ter tomado uma cerveja?

- Não era meu corpo, Eduardo! Eu já te expliquei. Sexo entre possuídos não pode contar como traição - um soluço de choro, choro-desesperado, no caso. - Eu to aqui, não to? Sem corpo nenhum e com você. É totalmente diferente.

Não dava pra acreditar na cara de pau dela. Nunca daria. Mas eu sempre acreditava.

Voz-de-choro-manhoso.

- Amor, você sabe que eu te amo, não sabe? - Ela disse deitando na minha cama - Mas…

- Mas você ama a si mesma primeiro, eu sei.

- Ainda assim, você continua sendo a segunda coisa mais importante da minha vida. Vem cá, vem? - Ela tirou a blusa e deixou seus seios a mostra. - São ou não são muito melhores do que daquelazinha?

Dei as costas à ela e fui pra janela. Eu precisava me conter. Traguei o cigarro. Melissa estava morta, não podia mais mandar na minha vida. Soltei a fumaça.

- Amor, era só sexo. Eu nem tenho uma alma pra entregar. Sou um demônio e vivo disso, de prazer. Preciso disso pra viver. Mas só é amor quando é com você. Por isso aceito ficar confinada nesse quarto, pra ter você.

Me virei parcialmente.

- Se você vier agora, eu juro que esqueço daquela vagabunda.

Ela estava totalmente nua na minha cama. E sem me dar conta de como cheguei, eu também estava lá e igualmente nu.

Voz-de-inocente-não-tão-inocente. Sua melhor voz.

- Lembra quando a gente fazia anal? Lembra, amorzinho? Você ficava louco com a minha bunda. Adorava encher ela de tapa. Só de lembrar eu já queimo por dentro.

Ela sussurrava isso no meu ouvido, mas sempre parecia mais profundo que ouvir. Sempre era mais profundo que isso. Ela falava dentro da minha cabeça.

- Você gosta de me bater, não gosta? Me bate então, Du. Vai! Bate! Goza pra mim, goza.

Eu conseguia ouvir o som da minha coxa batendo na bunda dela. Os estalos mais altos eram os tapas e eram correspondidos com gemidos ainda mais elevados. Eu ouvia ela gemendo. Sentia a pressão no meu pau. Eu ia explodir. Eu queria explodir.

Em meio aos seus gemidos, eu comecei a ouvir outras coisas. Havia mais gente ali, muito mais gente. O quarto começou a diminuir, engoliu a luz, e logo eu estava no total vazio. Meu braço continuava com movimentos cadenciados, pra cima e pra baixo, mas em algum outro lugar. Aqui, eu só ouvia o barulho do sexo e os gemidos de Melissa. Aumentei o ritmo.

Lembrei dos outros sons, e como se isso fosse uma espécie de click inicial, voltei a ouvi-los. A voz de Melissa parecia vir de todos os lugares, e de lugar nenhum. Os gemidos aumentaram. O ritmo também. O calor já não era apenas o de corpos em movimento. Era insuportável. Os gemidos passaram de prazer, a dor, medo. Demoníacos.

O vazio começou a se iluminar de vermelho e o teto parecia um mar de sangue no movimento suave da maré. Senti meu pau pulsar forte. O teto começou a escorrer pela parede cada vez mais rápido. Eu também trabalhava cada vez mais rápido em Melissa, com cada vez mais força. A cadência dos meus movimentos parecia controlar a força da maré, e quando cheguei perto do meu ápice, uma onda imensa se formou e atirou todo o mar de sangue sobre mim: Gozei.

Gozei sozinho, na minha cama e sujei todo o lençol.

- Toda essa enrolação por cinco minutos? Quando eu tinha um corpo era muito mais fácil, e você costumava durar mais.

Fiquei olhando pro teto, em silêncio. Eu nunca tinha chegado tão perto de lá como agora. E Melissa me fazia sentir uma adolescente abusada sem ter pra onde fugir.

- Eu te amo, Melissa.

- Você é meu, Eduardo e só isso importa.

Eu me perguntava por que eu tinha caído na dela de novo, mesmo já sabendo a resposta. Existia a possibilidade de não cair?

- Eu te amo muito, Melissa. De verdade. Você não faz ideia do quanto.

- Cadê seu pai, dormindo de bêbado ainda?

- A-acho que sim, por que?

- Merda. Vocês realmente são uma família de merdas inúteis. Eu precisava de um gole agora. Acende um cigarro aí, quero fumar. É uma porra depender dos outros pra ter prazer.

Eu amava Melissa. Não cansava de repetir isso, tanto pra ela, quanto pra mim mesmo. Mas pra ela isso não fazia diferença. Só precisava de mim pra ter prazer. Apenas isso.

Acendi o cigarro que ela pediu. Ouvi seu suspiro de prazer.

- Não faz essa cara, tá? Eu te amo, Eduardo e isso é verdade. Claro que não muda o fato de existir um mundo inteiro pra mim lá fora. Mas eu te amo e você é só meu. Nada vai mudar isso.

- Amor, Melissa? Desde viva você só pensava em você. Sempre foi só prazer. Você já nasceu um demônio.

O teto pareceu se mover de novo. Os sons estranhos voltaram. O calor também.

- Por que, Eduardo? - O quarto escureceu novamente. - Porque eu era um demônio? Por pensar só em mim?

Se antes ela havia feito sua melhor voz, agora usava a sua pior, com certeza. Veio caminhando em minha direção, ela não precisava caminhar mas, segundo ela mesma, fazia questão de manter certos costumes pra se sentir mais “humana”. Mas essa não é a questão. A questão é que ela caminhava e eu observava cada detalhe da sua presença. Era…

- Perfeita. Eu sei. Sua cara sempre mostrou exatamente o que você pensa. Sou e sempre fui perfeita, tudo nunca passou de um joguinho pra mim. E eu só joguei. Não tenho culpa se fui a melhor.

O quarto clareou novamente e voltou a fazer frio. Melissa voltou pra janela e ficou olhando lá fora.

- Dá pra tragar esse cigarro? Olha o tamanho dessa cinza.

Bati a cinza no chão e traguei profundamente. Soltei a fumaça. Solucei. Chorar seria uma coisa compreensível a se fazer. Qualquer um na minha situação entenderia isso.

Já havia aceitado a ideia de chorar, estava ótimo pra mim, mas Melissa vivia dos sentimentos e sensações dessa casa. Desde que se matou na minha cama, está presa ao quarto e a mim. Isso me agradava de certa forma, mas se eu fosse chorar com certeza ela saberia antes.

- Eu já te contei por que eu me matei? - Ergui a cabeça e engoli o choro, tomado pela curiosidade do que viria a seguir.

- Não. Você sempre se esquivou da resposta.

- Eu te conto agora, desde que você pare com isso, Du - voltou a se aproximar da cama. - Eu te amo, você sabe disso, amorzinho. Você é meu, só meu.

E eu era mesmo dela. Ela sabia. Eu sabia. Asmodeus sabia. E talvez até Lívia soubesse.

- Ok - respondi ainda com um nó na garganta.

- Eu me matei por prazer.

- Como assim?

- Tesão, amorzinho. Eu já não conseguia encontrar nada que me satisfizesse. Nada. Nem você, nem os outros, nem todos ao mesmo tempo.

- Você tem coragem de me falar isso assim? Na boa? Como se fosse a coisa mais natural do mundo?

- Você sempre soube, não seja dramático. A questão é que isso estava me consumindo cada vez mais, eu não conseguia mais viver em paz.

Eu realmente sabia, ela não mentia.

- Lembra quando eu disse que queria uma transa que no final nós dois tivéssemos molhados de sangue? Totalmente rasgadas e arranhados?

- Lembro.

- Você era a segunda coisa que eu mais amava, e amava ainda mais quando via seu sangue. É só juntar os pontos. Morrer foi o melhor dos meus orgasmos. E por isso Asmodeus, as possessões e todo o resto. Não dá pra morrer duas vezes. Mas…

- Eu sou a segunda coisa que você mais ama.

- É amorzinho. Você está me entendendo. Talvez poderia até mesmo ser a primeira, já que eu tecnicamente nem existo mais, não é?

Eu? A pessoa que Melissa mais amava?

- Lembra como você gostava de me ouvir gritar quando eu gozava?

Eu lembrava e todo o resto do meu corpo também.
- Claro que você lembra. Me faz gritar, faz amorzinho? Hoje eu quero ter o maior orgasmo da minha vida e acordar o céu e o inferno com ele.

Eu era dela. Ela sabia. Asmodeus sabia. Lívia sabia. E agora, todo o inferno iria saber.


Última edição por Weslley Reis em Qui Set 18, 2014 1:45 pm, editado 1 vez(es)
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 1:42 pm

Wesley. Conto interessante, isso me intriga, Eduardo seria um esquizofrênico, ou seu conto debandou para o terror?

Sua narrativa perfeita como sempre - olha virei fã desta escrita - pretendo aprender tal modo para aplicar em alguns personagens meus. Voltando ao conto, o enredo estava caminhando para uma transa seguida de um bar, mas algo aconteceu... Então, não senti o erotismo implicado neste conto, tem algumas frases mais apuradas, mas ficou meio distante, não sei como classificar um conto como erótico ou não. Então não posso julgar por isso. Mas tu sabe que já sou teu fã, suas construções são bem interessantes. Não sei mais o que dizer.

ah "uma onde imensa se formou e atirou todo o mar" - uma palavrinha errada ai. No mais, parabéns.

Ah, obrigado lá pelo comentário! Foi de muita ajuda!

Até mais, até o mês das crianças! Fui

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 1:48 pm

Ademar Ribeiro escreveu:
Wesley. Conto interessante, isso me intriga, Eduardo seria um esquizofrênico, ou seu conto debandou para o terror?

Sua narrativa perfeita como sempre - olha virei fã desta escrita - pretendo aprender tal modo para aplicar em alguns personagens meus. Voltando ao conto, o enredo estava caminhando para uma transa seguida de um bar, mas algo aconteceu... Então, não senti o erotismo implicado neste conto, tem algumas frases mais apuradas, mas ficou meio distante, não sei como classificar um conto como erótico ou não. Então não posso julgar por isso. Mas tu sabe que já sou teu fã, suas construções são bem interessantes. Não sei mais o que dizer.

ah "uma onde imensa se formou e atirou todo o mar" - uma palavrinha errada ai. No mais, parabéns.

Ah, obrigado lá pelo comentário! Foi de muita ajuda!

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Absurdamente lisonjeado com seu comentário. Alias, estou lendo sua obra sobre zumbis lá no widbook e depois quero lhe falar sobre. Voltando ao conto, tentei subverter a coisa toda. A 'transa' pode ser encarada como dual, ou individual. Depende da sua visão sobre o assunto. A doença mental não se aplica exatamente ao Eduardo, ao meu ver, mas eu também NUNCA LI contos eróticos e não sei bem pra onde caminhar.

De todo modo, muito obrigado pelo elogio, ainda mais vindo de você que eu aprecio bem os textos.
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 2:06 pm

Weslley Reis escreveu:
Ademar Ribeiro escreveu:
Wesley. Conto interessante, isso me intriga, Eduardo seria um esquizofrênico, ou seu conto debandou para o terror?

Sua narrativa perfeita como sempre - olha virei fã desta escrita - pretendo aprender tal modo para aplicar em alguns personagens meus. Voltando ao conto, o enredo estava caminhando para uma transa seguida de um bar, mas algo aconteceu... Então, não senti o erotismo implicado neste conto, tem algumas frases mais apuradas, mas ficou meio distante, não sei como classificar um conto como erótico ou não. Então não posso julgar por isso. Mas tu sabe que já sou teu fã, suas construções são bem interessantes. Não sei mais o que dizer.

ah "uma onde imensa se formou e atirou todo o mar" - uma palavrinha errada ai. No mais, parabéns.

Ah, obrigado lá pelo comentário! Foi de muita ajuda!

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Absurdamente lisonjeado com seu comentário. Alias, estou lendo sua obra sobre zumbis lá no widbook e depois quero lhe falar sobre. Voltando ao conto, tentei subverter a coisa toda. A 'transa' pode ser encarada como dual, ou individual. Depende da sua visão sobre o assunto. A doença mental não se aplica exatamente ao Eduardo, ao meu ver, mas eu também NUNCA LI contos eróticos e não sei bem pra onde caminhar.

De todo modo, muito obrigado pelo elogio, ainda mais vindo de você que eu aprecio bem os textos.
Opa, valeu. Então, ao meu ver, Eduardo poderia sofrer de surtos psicóticos tendo alucinações ou de fato Melissa o esperava, neste caso, o texto foge do tema mente psicótica não foge?

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 2:19 pm

Ademar Ribeiro escreveu:
Weslley Reis escreveu:
Ademar Ribeiro escreveu:
Wesley. Conto interessante, isso me intriga, Eduardo seria um esquizofrênico, ou seu conto debandou para o terror?

Sua narrativa perfeita como sempre - olha virei fã desta escrita - pretendo aprender tal modo para aplicar em alguns personagens meus. Voltando ao conto, o enredo estava caminhando para uma transa seguida de um bar, mas algo aconteceu... Então, não senti o erotismo implicado neste conto, tem algumas frases mais apuradas, mas ficou meio distante, não sei como classificar um conto como erótico ou não. Então não posso julgar por isso. Mas tu sabe que já sou teu fã, suas construções são bem interessantes. Não sei mais o que dizer.

ah "uma onde imensa se formou e atirou todo o mar" - uma palavrinha errada ai. No mais, parabéns.

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De todo modo, muito obrigado pelo elogio, ainda mais vindo de você que eu aprecio bem os textos.
Opa, valeu. Então, ao meu ver, Eduardo poderia sofrer de surtos psicóticos tendo alucinações ou de fato Melissa o esperava, neste caso, o texto foge do tema mente psicótica não foge?

Você só está esquecendo de um fator, psicopatia não se caracteriza apenas por mortes. Ao meu ver, o psicopata está aí, ele só não é o Eduardo.
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 3:03 pm

Weslley Reis escreveu:
Ademar Ribeiro escreveu:
Weslley Reis escreveu:
Ademar Ribeiro escreveu:
Wesley. Conto interessante, isso me intriga, Eduardo seria um esquizofrênico, ou seu conto debandou para o terror?

Sua narrativa perfeita como sempre - olha virei fã desta escrita - pretendo aprender tal modo para aplicar em alguns personagens meus. Voltando ao conto, o enredo estava caminhando para uma transa seguida de um bar, mas algo aconteceu... Então, não senti o erotismo implicado neste conto, tem algumas frases mais apuradas, mas ficou meio distante, não sei como classificar um conto como erótico ou não. Então não posso julgar por isso. Mas tu sabe que já sou teu fã, suas construções são bem interessantes. Não sei mais o que dizer.

ah "uma onde imensa se formou e atirou todo o mar" - uma palavrinha errada ai. No mais, parabéns.

Ah, obrigado lá pelo comentário! Foi de muita ajuda!

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De todo modo, muito obrigado pelo elogio, ainda mais vindo de você que eu aprecio bem os textos.
Opa, valeu. Então, ao meu ver, Eduardo poderia sofrer de surtos psicóticos tendo alucinações ou de fato Melissa o esperava, neste caso, o texto foge do tema mente psicótica não foge?

Você só está esquecendo de um fator, psicopatia não se caracteriza apenas por mortes. Ao meu ver, o psicopata está aí, ele só não é o Eduardo.
Isso me intriga. Quem é o psicopata? Não relacionei a psicopatia com morte, mas sim com as imagens fantasmagóricas, assim como um Esquizofrênico tem suas alucinações, compreende?

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 4:01 pm

Pelo que eu entendi Melissa era psicopata muito antes de morrer, certo?
Eu acho que isso depende muito da interpretação e sempre vai ficar essa dúvida: Melissa voltou realmente do mundo dos mortos ou Eduardo é o psicopata da história?
Genial.
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 4:53 pm

Ei.... Era pra ler um conto aqui? Desculpa, esqueci que era um conto.

Meu... tá master difícil escolher o que comentar.

Primeiramente, meus putamasterblastehmotherfucker Parabéns!
O que foi isso rapaz? Cê me tirou da minha cama, da minha casa e me jogou naquele quarto com Melissa.

Olha no começo do conto nem tava muito contente, mas repentinamente.. Desde que citou que "Melissa nunca dorme" eu me senti absorvida pela atmosfera do conto. Confesso até mesmo que tive medo de encontrar Melissa.
Durante o desenrolar da narrativa muitas perguntas se passaram na minha mente:
Melissa é real?
Melissa é uma alucinação?
Eduardo é um esquizofrênico paranóide?
No caso de ser, ele sempre o foi e Melissa nunca existiu? Ou ele surtou depois que Melissa se matou?a  

E no fim tu não me deste as respostas...
Mas depois de tudo o que presenciei naquele quarto e dessa narrativa extraordinária.
Isso pouco me importa!

Eu não sei se teu conto se enquadra de fato no subgênero, ou mesmo no tema.
Melissa poderia ser uma simples psicótica, não vejo indícios relevantes de psicopatia nela.

Mas se enquadrando ou não.
Esse é o melhor conto que li nesse fórum até então!

Somente aplausos pra você!
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murillomagaroti23

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 7:23 pm

Não fico muito à vontade para comentar textos alheios, e isso em parte explica minha pouca proatividade no fórum, mas vamos lá. Vou fazer o básico: gosto e não gosto.

Gosto desse artifício de terminar o conto reescrevendo uma frase que aparece no texto, igual ou de outra forma. Uso isso. Vezes demais até.

Não gosto de muitos diálogos, Acho que quebram a narração. Talvez fosse o caso de transformar alguns deles em narração e aumentar os blocos de texto entre as falas. Por outro lado, não sei se é impressão minha, mas os livros mais lidos atualmente estão cheios de diálogos. Cabe a todos nós, portanto, treinar mais esse lado, e talvez eu não esteja me reciclando nesse sentido.
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Set 18, 2014 9:18 pm

Oi, escritor.

Cara, a sua construção dúbia de personagens e situações foi algo... exemplar. Sério, muito bem calculadas e executadas as características psicológicas e as ações que, mais do que tudo, tridimensionam os próprios personagens, sim. Além, uma aplicação bem bacana do tema...
NO ENTANTO
achei que o erotismo foi muito auxiliar, saca? Não foi como uma arrebatada, uma centralização. Claro, eles sempre estavam discutindo sobre a trama deles, mas o conto em si não pareceu seguindo o norte do erotismo, entende?

SOU FÃO DO JEITO QUE CÊ ESCREVE PQP parabénsssssssss

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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Sex Set 19, 2014 11:44 am

Letícia Azevedo escreveu:
Pelo que eu entendi Melissa era psicopata muito antes de morrer, certo?
Eu acho que isso depende muito da interpretação e sempre vai ficar essa dúvida: Melissa voltou realmente do mundo dos mortos ou Eduardo é o psicopata da história?
Genial.

Sim, Letícia. Tu captou bem a atmosfera que eu quis passar com tudo isso. Obrigado Very Happy
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Sex Set 19, 2014 12:40 pm

Tammy Marinho escreveu:
Ei.... Era pra ler um conto aqui? Desculpa, esqueci que era um conto.

Meu... tá master difícil escolher o que comentar.

Primeiramente, meus putamasterblastehmotherfucker Parabéns!
O que foi isso rapaz? Cê me tirou da minha cama, da minha casa e me jogou naquele quarto com Melissa.

Olha no começo do conto nem tava muito contente, mas repentinamente.. Desde que citou que "Melissa nunca dorme" eu me senti absorvida pela atmosfera do conto. Confesso até mesmo que tive medo de encontrar Melissa.
Durante o desenrolar da narrativa muitas perguntas se passaram na minha mente:
Melissa é real?
Melissa é uma alucinação?
Eduardo é um esquizofrênico paranóide?
No caso de ser, ele sempre o foi e Melissa nunca existiu? Ou ele surtou depois que Melissa se matou?a  

E no fim tu não me deste as respostas...
Mas depois de tudo o que presenciei naquele quarto e dessa narrativa extraordinária.
Isso pouco me importa!

Eu não sei se teu conto se enquadra de fato no subgênero, ou mesmo no tema.
Melissa poderia ser uma simples psicótica, não vejo indícios relevantes de psicopatia nela.

Mas se enquadrando ou não.
Esse é o melhor conto que li nesse fórum até então!

Somente aplausos pra você!

Já te disse que não sei o que responder, né? Então apenas MUITO OBRIGADO. Quanto aos temas, eu realmente não achei que fosse conseguir atingir o erótico,rs.
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Sex Set 19, 2014 12:45 pm

murillomagaroti23 escreveu:
Não fico muito à vontade para comentar textos alheios, e isso em parte explica minha pouca proatividade no fórum, mas vamos lá. Vou fazer o básico: gosto e não gosto.

Gosto desse artifício de terminar o conto reescrevendo uma frase que aparece no texto, igual ou de outra forma. Uso isso. Vezes demais até.

Não gosto de muitos diálogos, Acho que quebram a narração. Talvez fosse o caso de transformar alguns deles em narração e aumentar os blocos de texto entre as falas. Por outro lado, não sei se é impressão minha, mas os livros mais lidos atualmente estão cheios de diálogos. Cabe a todos nós, portanto, treinar mais esse lado, e talvez eu não esteja me reciclando nesse sentido.

Cada um tem seu estilo, cara, mas não vejo como construir um personagem sem diálogos. A fala é a voz do personagem no texto, é o que ele fala, o que define a sua personalidade muito melhor do que qualquer descrição. Fora que, sou a favor de menos adjetivos possíveis para qualificar e utilização de outras formas, dentro dessa ideia, tanto cabe a descrição, como o dialogo. Eu opto pela segunda por acreditar que o personagem seja o cerne central de qualquer história, mas isso não quer dizer que eu esteja certo e você errado.

Obrigado pela leitura.
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Weslley Reis

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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Sex Set 19, 2014 12:48 pm

Indy J escreveu:
Oi, escritor.

Cara, a sua construção dúbia de personagens e situações foi algo... exemplar. Sério, muito bem calculadas e executadas as características psicológicas e as ações que, mais do que tudo, tridimensionam os próprios personagens, sim. Além, uma aplicação bem bacana do tema...
NO ENTANTO
achei que o erotismo foi muito auxiliar, saca? Não foi como uma arrebatada, uma centralização. Claro, eles sempre estavam discutindo sobre a trama deles, mas o conto em si não pareceu seguindo o norte do erotismo, entende?

SOU FÃO DO JEITO QUE CÊ ESCREVE PQP parabénsssssssss

Foi o que a gente tava conversando no whats, quando concebi que a ideia do erotismo era excitar, já sabia que não conseguiria fazê-lo. Quanto aos personagens, são frutos de alguns dos disturbios internos da minha mente, nasceram por geração espontânea,rs.

Muito obrigado, Gustavo. Seus elogios e o da Tammy me deixam sem saber muito bem o que dizer, só que, VALEU AEAEAAEAEAEAEAEEA HAHAHA
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Seg Set 22, 2014 6:18 pm

Pronto, tá lido, seu coiso! Uahuahuahuahuahuahuahau


Bem, essa sinceramente foi a punheta demoníaca mais sensual que eu já li. Não vou mentir, não chegou a excitar, mas acho que é pq eu não sou chegada nesse lance de sexo com fantasmas. Succubus ou vampiros talvez, mas mais por que Succubus estão, er.. Vivos, e vampiros me fazem esquecer que estão mortos. Apenas e somente isso, meu caro!

Olha eu não vou ser mais uma aqui a babar o ovo do teu estilo de escrita, senão vc vira estrelinha, e aí já viu né?

Bjs, leia meu conto!
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Sab Set 27, 2014 8:49 am

Wesley, gostei! Vou concordar com o comentário do Murillo, existe mesmo uma tendência para explorar mais o diálogo; você está certo. O caminho é por aí! Abraços Fraternos.
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Dom Set 28, 2014 10:21 pm

Tudo o que eu ia dizer já foi dito então vou me resumir em uma frase:
Você não precisa nem de correção.
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MensagemAssunto: Re: Conto: Melissa    Qui Out 02, 2014 5:47 pm

olá, eu gostei do enredo, a forma da escrita focado em diálogos tbm me agradou, a atmosfera e os personagens foram bem escritos e isso ficou bem completo ao meu ver. A unica coisa q me incomodou um pouco foi no final da história, ficou meio alongado, massante até.

Parabéns!!!
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