Odisseia do Escritor

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 A primeira vez de Madeleine

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Patricia Souza
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MensagemAssunto: A primeira vez de Madeleine    Seg Set 22, 2014 4:33 pm

Este conto não é recomendado para religiosos mimizentos nem pessoas que acham que com Deus não se brinca. (tadinho :c).

Para melhor apreciação, leia A mulher do sobretudo, meu conto de Junho.

Obrigada.



"Você nunca me contou como aconteceu com você."

"E por que quer saber?"

"Estou curioso. Além do que, você me prometeu, há alguns séculos, que contaria, mon cher."

"Ahh, prometi, foi?"

"Vamos, non seja má. Eu conto também como foi comigo, sim?"

"Hahaha! Como se essa história já não fosse do conhecimento de todos! Você não faz mistério sobre nada."

"Non. Sou um livro aberto. Mas non mude de assunto, me conta. Como foi a sua primeira vez?"

"Pois muito bem, contarei. Mas vamos sair desta banheira primeiro. Minha pele já enrugou!"


**

Não me recordo bem da época em que nasci. Naquele tempo, não se contava os dias, pelo menos não como hoje,  mas suponho que tenha sido em algum momento da idade média européia. No entanto, eu lembro, até hoje, muito bem das pessoas à minha volta, e como tratavam a mim e a minha família,  e devo dizer que não era nada lisonjeiro.

Eu tive sorte. Não era uma boa época para ser mulher, muito menos uma mulher bonita. Não que eu seja grande coisa para os padrões atuais, mas naquele tempo, bastava ter todos os dentes na boca e um rosto razoavelmente simétrico para chamar atenção. Somado ao meu corpo, que modéstia às favas, até para os dias atuais é bem chamativo, esguio, porém volumoso aonde interessa, eu era o que poderia ser chamada de uma beldade. Se tivesse nascido camponesa, provavelmente teria sido violentada algumas tantas vezes, o que faria com que tal beleza durasse menos do que o previsto pela natureza, ou me acabado na lida com o campo, mas como eu disse, tive sorte.

Não que eu soubesse de tal sorte à época. Na verdade me achava bem azarada. Não era camponesa, mas também não era da realeza, o que me fazia rogar pragas ao destino, toda vez que tínhamos que ir à corte e era hostilizada pelas filhas dos nobres, a quem eu tinha que tirar as medidas para vestidos e sapatos. Gostava de pensar que era inveja da minha beleza, visto que nenhuma delas, apesar dos títulos, chamava tanta atenção quanto eu,  mas eu era uma criança, e crianças não sabem nada da vida por mais que achem que sim.

Foi durante uma das medições para o novo vestido de baile da Condessa que tudo começou. Ela era uma mulher interessante, gostava de falar de um tudo, com qualquer um disposto a ouvir. E eu sempre ouvia. Ria de seus gracejos, inclusive, mesmo não entendendo muito do que ela estava falando. Acho que foi por isso que ela se interessou por mim primeiramente. A Condessa gosta, até hoje, de quem a bajula,  mesmo sabendo que é falso. A minha teoria é que ela prefere a falsidade. Sente-se bem com ela e entre ela. Há pessoas assim no mundo, coisa que até hoje não compreendo bem.

O caso é que eu, apesar de tremendamente ingênua, também tinha um lado lascivo que me assustava e intrigava, e isso ajudou a instigar a fome da Condessa. Não é à toa que ela é a maior entre nós, perdendo apenas para Lilith em pessoa. Seu faro para talentos é perfeito. Ela viu em mim a possibilidade de fazer um acordo ao mesmo tempo que se alimentava de uma iguaria rara. Inocência.

Passaram a ser frequentes os pedidos de vestidos da Condessa. Mesmo eu já sabendo suas medidas de cor, ela insistia para que eu as tirasse todas as vezes. Eu não me importava. Gostava de seu matraquear incessante, de saber das fofocas da corte,  para assim ter o que jogar na cara das nojentas que me atormentavam, e por mais que mentisse para mim mesma, ansiava cada dia mais pelo toque suave de sua pele. Eram toques inocentes, casuais, mas definitivamente viciantes. Chegou a um ponto em que as nossas medições pareciam carícias de amantes. Até o dia em que ela me beijou.

Ou melhor dizendo, roçou os lábios nos meus, como se fosse sem querer. À época eu acabei pensando que fosse mesmo, mas hoje eu vejo que foi, não só intencional, mas como friamente premeditado. A Condessa queria saber como eu reagiria e não se decepcionou. Ela viu, claro como cristal, que eu queria que ela me possuísse ali mesmo em seu tapete.

E é óbvio que eu me assustei e saí correndo dali antes que cometesse uma loucura. Eram outros tempos aqueles, onde se você confiasse tais segredos às pessoas erradas, acabaria morta. E era nisso em que eu pensava enquanto corria para a igreja, buscando consolo em, agora vejo, um amigo imaginário. Rezei até meus joelhos esfolarem, mas o desejo pela Condessa fervia por debaixo da minha pele, tamanho era o seu domínio sobre mim,  tanto que em certo momento, pensei ter visto fumaça saindo pela minha pele. Alucinações pela fome e pelo desespero, obviamente, mas você entende o que esse tipo de coisa faz com as pessoas.

Uma freira, intrigada com a minha presença na igreja há horas, visto que eu não era das mais assíduas na missa, veio ver se precisava de algo e colapsei em seu colo. Quando acordei, estava em uma dessas celas de freira, com apenas uma janela minúscula gradeada, uma pequena mesinha, com terços e bíblias e um crucifixo acima da cama onde estava deitada. A mulher me trouxe comida e água, ao qual ataquei com voracidade. Pretexto para fugir de suas perguntas incessantes, pois não tinha apetite algum, apenas o desejo de voltar para a Condessa a todo custo. Pedi à boa mulher que mandasse um recado ao meu pai, pois certamente devia estar pensando que morri na volta para casa e me calei. Definitivamente não iria contar nada a ela. Eu era ingênua mas não idiota. Certamente acabaria queimada viva se abrisse a boca pra qualquer um, especialmente na igreja. Definitivamente eu não contaria pra ninguém que eu estava total e irremediavelmente atraída por uma mulher. Morreria com este segredo, bem velha, e dormindo na minha confortável cama, obrigada.

Meu pai me fez ouvir um bocado por conta disso. Eu apenas acenei e me mantive calada. Nem para ele eu poderia me abrir. Especialmente para ele. Certamente me mandaria para o convento, bem longe dela e isso eu não iria suportar.

Confusa, deixei de atender aos chamados da Condessa. Tinha medo, muito medo de me aproximar, mas ao mesmo tempo não conseguiria nem queria ir para muito longe dela. Contudo, eu não poderia fugir para sempre impunemente. A Condessa não gosta de ser contrariada, ainda mais por alguém como eu. Se ela queria que eu fosse ter com ela, eu iria, não importando a minha opinião. Meu pai fez questão de assegurar que eu não fugiria dessa vez. Será que ele alguma vez parou pra se questionar o porquê desse meu comportamento repentino? Se o fez, ignorou sumariamente. Não poderia perder uma cliente como a Condessa, não quando ela era tão generosa nas gorjetas.

Não houve medições neste encontro. Eu estava tão tensa que me espanta meu pescoço não ter se partido. A Condessa, porém, estava relaxadíssima em um de seus novos vestidos, que eu mesma ajudei a confeccionar. Era decotado, justo na cintura, e se abria em várias camadas de tecido e anáguas, revelando muito e nada ao mesmo tempo. Um deleite para qualquer um, especialmente pra mim, enfeitiçada que estava.

Ela falou um bocado, mas eu não prestei a mínima atenção. Só conseguia olhar para aqueles lábios pequenos, como um botão de rosa, em como tinha a tendência a envergar-se em um biquinho eterno, em como o sol que entrava pela janela, brilhava em seus cabelos, preso em um elaborado penteado de cachos,  no seu perfume que preenchia o aposento. Sem dúvida estava usando seu charme no máximo em mim,  e você sabe que resistir ao charme da Condessa é impossível, não importando sua orientação sexual, credo ou moral.

Em certo momento, sentou-se perto de mim e tocou em meus cabelos, soltando minhas presilhas. Elogiou os fios e brincou um pouco com eles, ignorando que eu estava mais molhada, só com esse gesto simples, do que eu me lembro de jamais ter estado alguma vez. Recordo-me perfeitamente de tremer como um salgueiro ao vento. Imagino o quão apetitosa eu deveria estar naquele momento e salivo só de pensar. Medo é um dos meus temperos favoritos, graças à Condessa.

Lembro também, tão claro como o dia, de suas mãos, tão pequenas, se enfiando pelo bojo do meu corpete, e liberando meus seios à luz da janela aberta. Contemplou-os por alguns segundos, dando a volta por mim, enquanto eu continha o impulso de cobrí-los com os braços. Ela queria vê-los e esse gesto infantil só iria aborrecê-la. Ela era famosa também por ser geniosa quando contrariada, e isso eu aprendi da pior maneira.

Quando deu-se por satisfeita, agarrou minha carne com certa violência, levando àquela boca delicada, um de meus mamilos, mordiscando de leve, para logo em seguida acariciá-lo com sua pequena língua rosada.

Ordenou-me então que deitasse em sua enorme cama de dossel, ao qual obedeci imediatamente. Rasgou-me as saias e as anáguas e expôs minha intimidade, que fervia, para si. Não demorou desta vez me observando, e tocou em meu centro com a língua, sugando e sorvendo a minha alma até onde eu sabia. O que de fato não estava longe da verdade. Ela vinha me sugando, aos poucos, durante todo esse tempo, como um sommelier prova um vinho fino, degustando cada gota do meu desejo, mais ou menos como fez entre as minhas pernas, passando sua pequena língua por mim e me deixando vesga de prazer.

Não demorei mais do que alguns minutos para atingir o clímax, pois eu estava enlouquecida de tesão por ela havia meses, e você pode imaginar que eu desconhecia qualquer técnica de auto-estimulação. Não era exatamente o tipo de coisa que se aprende na escola dominical. A Condessa sorriu pra mim, a boca lavada dos meus fluidos. Aquela visão sozinha quase me fez gozar novamente. E surpreendendo até mesmo a Condessa, eu a agarrei pelos cabelos e a beijei, lambendo todo aquele líquido que ela tirou de mim, ávida por sentir meu gosto nela.

Eu queria mais, muito mais, porém a exaustão tomou conta do meu corpo, ainda frágil, ainda humana, e eu adormeci profundamente.

**

"Essa non era exatamente a primeira vez que eu queria ouvir mon cher. Foi interessante, não me entenda mal. É sempre bom para um homem imaginar duas mulheres em ação... "

"Acalme-se, eu chegarei lá. Foi apenas a introdução do conto. Depois as mulheres que são impacientes! Passe-me um pouco do foie gras, sim? E pode me servir mais uma taça de espumante, por favor?"

"E o seu convidado?"

"Dorme como um bebê. Ele estava tão apavorado quando o levantei no ar, que não resisti e bebi uma dose maior do que deveria. Agora tenho que me contentar com você até que ele acorde."

"Ahh não faça biquinho pra mim e termine sua história, antes que ele acorde e você me deixe curioso, sim?"

**

Acordei e já estava escuro. Muito escuro. Tentei levantar, porém descobri que estava amarrada aos postes da cama pelos pulsos e pelos tornozelos. Um pânico crescente me impediu de respirar direito, o que foi bom, já que eu provavelmente teria gritado. Não que isso fosse servir de algo, já que toda aquela ala pertencia à Condessa e não eram incomuns os relatos de gritos e gemidos nesta parte do castelo. Todos faziam vista grossa, pois era ela, a Condessa, quem de fato, mandava e desmandava ali.

Senti que haviam pessoas deitadas comigo na larga cama, pois elas se mexiam e reviravam, fazendo tudo chacoalhar. Provavelmente foi o que me acordou. Isso, e os gemidos de pelo menos 5 pessoas. Não estavam sendo exatamente discretos.

Alguém passou a mão em meu seio esquerdo e dei um gritinho apavorada. Uma risada musical, e então os quadris de alguém pousaram sobre os meus, fazendo a cama chacoalhar mais.

Era a Condessa, que ordenou a alguém que acendesse alguma luz, pois queria ver o meu rosto, tão tão inocente, durante aquela brincadeirinha. E então plantou os lábios ligeiramente sobre os meus.

Alguém acendeu algumas velas, e então pude ver, um tanto chocada, pelo menos sete casais, dois deles composto por homens e dois por mulheres, envoltos em uma dança erótica pra lá de sensual. Aos meus olhos de virgem virtuosa, era definitivamente o inferno descrito pela freira que me dava aulas de religião.

E imediatamente senti uma necessidade inquietante de participar de tudo, ao mesmo tempo que queria fugir dali e salvar minha alma imortal,
Porém eu estava amarrada àquela cama, indefesa e impossibilitada de pedir ajuda a não ser de Deus, que estava sendo invocado fervorosamente por um dos casais ao meu lado. Imaginei que, se ele ainda não apareceu para eles, tão devotos estavam, por quê diabos apareceria para mim?

A Condessa começou então um jogo cruel de me fazer observar,  cada pessoa naquele quarto tocá-la, enquanto me fazia querer aquilo mais do que a liberdade, mais do que o ar nos meus pulmões. Imitaram inclusive os nossos toques sutis de medição, me fazendo implorar com lágrimas nos olhos.

Perguntou então à sua audiência se deveriam deixar-me tocá-la ou não. Alguns foram a meu favor, enquanto outros negaram, e eu só fazia implorar. Minha carne latejando de desejo e choramingando por não ser atendida.

A Condessa, então, aquiesceu ao meu desejo, mediante uma condição: deixar-me ser penetrada por todos os presentes. À esta altura eu já não ligava para o que iria ser feito de mim, só queria um único beijo da Condessa, nem que fosse uma última vez, e aí eu poderia morrer em paz. Aceitei mais do que ávida a sua condição. Eu era dela para fazer o que quisesse de mim.

Fui, então, desamarrada e um homem que eu desconhecia, escancarou as minhas pernas, não com brutalidade mas enfaticamente. Tocou a ponta de seu membro - grande o suficiente para eu temer ligeiramente se não iria ser rasgada ao meio - em meu centro, levando arrepios até a minha nuca. Ele então me penetrou devagar, rasgando algo em mim que eu desconhecia que existia, explorando com certa dificuldade centímetro a centímetro, até estar totalmente dentro de mim. Olhei para o ponto onde nos uníamos e minhas entranhas se contraíram involuntariamente, fazendo o homem entre as minhas pernas gemer. Olhei para a Condessa e recebi um olhar de aprovação que me fez mais feliz do que qualquer coisa que tenha acontecido naquele quarto aquela noite.

O homem então passou a estocar-me, primeiro lentamente, mas aumentando progressivamente a velocidade até o quarto estar inundado com o som dos nossos corpos se chocando um no outro. À certa altura, fui colocada de quatro, novamente mais enfaticamente do que com brutalidade, onde passei a ser fodida pela boca por um outro sujeito. Ele estocava rapidamente até a minha garganta, fazendo eu sentir um reflexo involuntário um tanto desagradável, mas ao mesmo tempo deliciosamente excitante por estar sendo fodida pelas duas extremidades.

Entramos em um ritmo frenético, o de trás estapeando o meu traseiro ao mesmo tempo que enfiava com força, o da frente, igualmente rápido, puxava meus cabelos, definindo o próprio ritmo. Eu estava em êxtase. Nunca na vida eu pensaria tal coisa remotamente possível. Uma das mulheres se aproximou, tocando meus seios, beliscando de leve meus mamilos. Era o incentivo que eu precisava para atingir o clímax, meus gemidos abafados pelo falo em minha boca, que logo explodiu em um jato quente, direto na minha garganta. O de trás foi logo em seguida, preenchendo meu interior com algo igualmente quente e vibrante.

Mal terminou os meus espasmos, e outro homem se prontificou. Sentou-me em seus quadris, enfiando-se animadamente em meu corpo ainda torpe, que não demorou muito para despertar novamente. A Condessa se deleitava com a visão. Incentivava o ato com palavras e gestos, usufruindo de nossa energia espalhada no ar.

Logo, outro homem me penetrou por trás, arrancando um grito surpreso de meus lábios, logo calado pelos lábios de uma das mulheres que se sentou  "lábio a lábio" com o homem que, deitado, me penetrava pela frente.

Apertei aqueles seios pequenos, porém rijos, entre minhas mãos, quase cravando as unhas. Juntei ambos em minha boca, sugando e sorvendo os mamilos rosados e delicados, passando a língua em volta, para depois mordê-los, fazendo a dona urrar e tremer.

Um terceiro homem fez-nos disputar seu membro rijo, colocando-o entre nós. Lambíamos a cabeça, entrelaçando nossas línguas no processo, ou intercalando, ora na minha boca, hora na dela. Éramos 5 corpos em uníssono, em uma dança aonde todos sabiam instintivamente a coreografia, nunca errando um compasso.

Muitas palavras foram ditas naquele ato, mas meu cérebro estava focado apenas aonde eu me conectava com aquelas pessoas e na Condessa. Sempre nela. Era pra ela que eu olhava durante praticamente todo o ato, e ficando feliz ao ver a aprovação em seus olhos.

Todos tiveram sua chance comigo, num carrossel insano, selvagem, as vezes doce. Ao final, exausta e coberta de fluídos, a Condessa me deu a honra de seu toque. Passou a língua pelo meu corpo, engolindo todo esperma dos meus seios, da minha cara, dos meus cabelos, do meu sexo. Nenhuma gota foi desperdiçada. Meu corpo, exausto, ainda encontrou forças para gozar uma última vez antes de eu desfalecer num sono sem sonhos.

**

"Uh-lalá, Djon! Está feliz em me ver? Não pode ser bala isto no seu bolso, já que não possui nenhum!"

"Não zombe, cherrie, pois isto foi uma primeira vez que eu gostaria de ter tido!"

"Ainda está em tempo! Podemos arranjar isto!"

"Podem ser só mulheres?"

"Ahahahaha! Lógico que não. Não seria a mesma coisa de forma alguma! Aliás gostaria de algum dia vê-lo com um homem. Não gostaria de participar com meu convidado?"

"Sabe muito bem que minha preferência é exclusiva por mulheres. E não falemos mais disto. Melhor me contar logo como foi a primeira vez que eu quero saber! Aconteceu logo depois deste delicioso conto, non?"

"Pois sim. Logo em seguida..."

**

Dolorida e maltratada, acordei, desta vez sem amarras. Estava nua e grudenta. Meus cabelos, um emaranhado de nós e fluídos seco. A Condessa supervisionava, nua também, o preparo de um banho.  Quando percebeu que eu estava acordada, sorriu.

Ajudou-me a andar até a tina, e entrar nela, me acompanhando em seguida. Perguntou-me se estava muito dolorida e se tinha fome. Eu estava mais do que faminta. Ordenou que trouxessem frutas para mim, algumas uvas e nozes. Comi lentamente, tentando me lembrar com clareza do que aconteceu ao certo na noite anterior. Tinha sido mesmo na noite anterior? A julgar pela rigidez do meu corpo, parecia que eu tinha dormido uns três dias seguidos. Tive medo de perguntar.

A Condessa então ajudou-me com os cabelos, lavando-os e desemaranhando os nós, até voltarem a ser lisos. E meu corpo, mesmo quebrado, se acendeu. A Condessa sorriu ante a isso, porém tinha coisas mais importantes a falar. Elogiou minha performance, algo que ela não via há séculos, alguém tão natural, tão rápida para se adaptar. Fiquei genuinamente feliz por agradá-la. Eu daria o mundo por ela, mas o mundo era algo que ela já tinha. Ela queria outra coisa de mim. Um acordo.

Como sabe, succubus não podem se reproduzir. Novos succubus e incubus nascem à partir de contratos entre humanos e o inferno. Eu venderia minha alma imortal ao diabo, em troca de uma vida longa de corrupção das santas almas do Senhor até o dia do julgamento. Àquela época fazia perfeito sentido, porém hoje, para mim, que nunca me encontrei nem com o diabo, nem muito menos com Deus, não acredito em nenhum dos dois. O que somos não é fruto de nenhuma entidade, mas alguma energia da própria natureza, selvagem e impiedosa, sempre arrumando uma maneira de manter o equilíbrio. Somos predadores silenciosos, pois o ser humano é rápido em se adaptar às adversidades, e mais rápidos ainda em se livrar delas.

Se bem que naquele tempo, tudo no que eu conseguia pensar era nela, em ficar com ela, ser como ela. Perguntei se, aceitando o acordo, poderia ficar ao lado dela para sempre, o que a divertiu muito. Ela aceitou ficar comigo pelo tempo que eu desejasse, mas me alertou que, depois do pacto, as coisas poderiam mudar. E mudaram mesmo. Com o tempo entendi que meu fascínio pela Condessa era parte dos poderes que adquirimos no momento em que selamos o acordo. Depois de feito, eu seria imune ao charme de qualquer succubus ou incubus, embora eu tenha desenvolvido um afeto genuíno por ela. A Condessa me ensinou tudo o que eu sei, me treinou em diversas artes, desde a cama até ler, escrever, música, refinou meus modos de andar e me portar. Ainda nutro um afeto muito grande por ela, mesmo nunca mais termos nos falado. Porém divago.

A primeira vez de uma succubus, é o maior êxtase que conheceremos durante nossa longa existência. Toda e qualquer coisa, antes ou depois disso, será um pálido reflexo apenas. Um meio que a natureza encontrou de nos forçar até nossa próxima vítima, sempre atrás daquela sensação novamente e jamais encontrando. Se isso não for incentivo suficiente, e acredite,  é, a fome de energia humana o fará quase certamente. Não há registros em nossa história de um succubus ou incubus que tenha definhado de inanição. Ou tentado.

Depois de selado o pacto, eu deveria sair e buscar uma vítima do meu agrado. A teoria da Condessa era que a vítima ideal teria um cheiro próprio, característico, ou uma "aura", e eu saberia na hora. Saímos para um passeio noturno, onde eu deveria prestar atenção a qualquer indício que me atraísse, qualquer coisa.

Um casal aproveitava a noite fresca para se encontrar escondido, um camponês solitário voltava para casa. Algumas crianças órfãs corriam pela lama, livres como nenhum outro nesta cidade. Alguns guardas de plantão, ou fazendo rondas, meia dúzia de gatos vira-latas, mas nenhum deles despertou o mínimo interesse em mim. Mas assim que passamos pela igreja, meus olhos foram atraídos para uma figura vestida de negro, saindo apressada. Reconheci a freira que me ajudou no outro dia e sorri. A Condessa bateu palmas, animada com a minha escolha. Me deu um último conselho e me deixou à vontade para agir como bem entendesse.

Segui a freira silenciosamente até a parte em que ficavam as celas. Parecia nervosa com alguma coisa, e com pressa para chegar ao seu destino. O instinto me dizia para ir devagar, esperar ela chegar aonde estava indo. Uma uma coisa muito boa iria acontecer se fizesse isso. A beata virou a esquerda em um corredor, e então ouvi vozes. Me escondi e aguardei. Ela pediu desculpas a segunda voz, masculina, pelo atraso, pois ficou sozinha fechando a igreja. Meus ouvidos captaram uma nota destoante nessas palavras, que mais tarde entendi tratar-se de uma mentira. Estas soam aos meus ouvidos como cacos de vidro arranhando uma superfície lisa. Mais um dos muitos dons que ganhei com o pacto.

Aproximei-me com cautela e tentei observar mais de perto sem ser descoberta. O instinto ainda me dizia para aguardar. Algo interessante iria acontecer. Qual não foi minha surpresa quando os dois se atracaram em um beijo ávido e quente. A freira estava agarrada ao padre recém chegado à corte, mais novo e mais bonito que o velho padre que faleceu dias atrás. O padre agarrava o traseiro da freira como se fosse a última coisa sólida no mundo, e ela levantou o hábito e laçou uma das pernas em volta dele. Observei por um tempo, adorando ver como aqueles dois se entregavam à luxúria que tanto falavam mal. Fechei os olhos e senti a fragrância que emanava, não só deles, mas de todo esse prédio. As paredes de pedra emanavam cheiro de sexo pra mim, e aquilo passou a agitar algo dentro de mim, na região do baixo ventre, subindo e subindo e se transformando em fome, do tipo que te deixa fraca e tonta. Eu queria me esfregar nos dois, roçar meu corpo no deles, me fartar de todo aquele desejo.

Entraram em uma das celas, provavelmente na mesma que eu tinha estado, mas não estava prestando atenção nisso. Meu instinto me mandava ir atrás, depressa, antes que a porta se fechasse.

Consegui parar a porta antes de bater com o meu pé e deslizei para dentro o mais silenciosamente que pude e tranquei a porta, escorando-me nela casualmente. O hábito da freira já estava meio caminho do chão quando ela percebeu minha presença e gritou. O padre tapou-lhe a boca, depressa, antes que alguém ouvisse, e também estava apavorado com minha presença, a julgar pelo cheiro. Rapidamente se recompôs, e sorriu,  afável. Sua ereção ainda bem visível através da batina. Lambi os lábios em antecipação.

O instinto me ordenou que libertasse todo meu charme, que inundasse aquele aposento de tensão sexual. Ouvi o gemido em uníssono do casal e minhas entranhas se contorceram em expectativa. Ordenei que os dois continuassem o que estavam fazendo enquanto eu me sentava delicadamente na cama. Talvez esse comando não tivesse funcionado tão bem se eles já não estivessem se tocando, mas não importava. Funcionou. Retomaram o beijo, e logo as roupas foram descartadas. Observei a freira se ajoelhar de frente ao santo padre e engolir, com habilidade aquele membro rijo. Ele por sua vez, jogou a cabeça para trás e gemeu, segurando-a pelos cabelos.

O padre, então, puxou a freira para si, louco pelas carícias orais de sua parceira. Jogou-a por sobre a mesinha de orações, espalhando terços e bíblias pelo chão, e a penetrou com força, arrancando um gemido particularmente animal dos lábios da mulher, prontamente abafado pelas mãos grandes dele.

O padre olhou pra mim, e eu pude ver, claro como cristal,  que aquela situação era exatamente a fantasia secreta dele. Foder uma mulher mais velha, enquanto outra, mais nova, observava. Sorri para ele, e ele me respondeu levantando a perna da freira, exibindo o sexo dela ser penetrado por ele para mim. Ela estava tão molhada que um fio escorria por sua perna.  Me ajoelhei e apanhei aquela gota, a meio caminho da panturrilha, com a minha língua, seguindo trilha acima, até o clitóris, onde mais daquele líquido empoçava. Ela tentava gemer, mas a manopla do padre ainda estava em sua boca, e ela, incapaz de se conter por mais tempo, atingiu o clímax, tremendo e berrando.

Toda aquela energia que eu vinha sugando lentamente dos dois, agora vinha em jorros pra mim, como se com o orgasmo dela, uma represa tivesse rompido e eu estivesse bem em frente. Um turbilhão de emoções veio junto com essa energia, me tirando o ar, ao mesmo tempo que enviava a sensação mais maravilhosa e indescritível do mundo. Mil orgasmos simultâneos não eram tão bom quanto toda aquela energia, e então eu compreendi o que era ser succubus finalmente.

Chutei o corpo inerte da freira para o lado e tomei sua antiga posição, rasgando aquele excesso absurdo de roupas, e ordenei ao padre que me fodesse, antes que toda aquela energia escapasse. Eu precisava de mais uma dose daquilo, ou ficaria louca. Ele deveria estar sofrendo algo similar, mas com a torrente de sentimentos invadindo meu cérebro, eu não conseguia diferenciar o que era meu, o que era dele e o que era dela, mas não importava. O que importava era aquele pau grosso metendo forte, enquanto puxava meu cabelo do jeito que eu gostava e a outra mão me masturbava. A torrente de energia que estava começando a dar sinais de que iria rarear, começou a jorrar com mais intensidade ainda, mais forte a cada estocada, até ambos não aguentarmos mais, e nos largarmos no maior e mais intenso orgasmo das nossas vidas.

A Condessa veio ao meu resgate poucos minutos depois. Trouxe um criado para me carregar, pois certamente sabia que eu não poderia me mexer agora, nem para salvar a própria vida. Ele desembaraçou-me dos braços e pernas dos corpos sem vida do santo casal. Foram encontrados pela manhã, mortos e nus naquela cela, banhados nos próprios fluídos corporais. Nunca mais pensei em nenhum dos dois.

**

"Mais tarde, depois de recuperada, ela me contou que nunca tinha visto uma primeira vez tão intensa e brilhante. Se fosse possível aos humanos verem, seria como se o sol tivesse nascido mais cedo. Succubus e incubus de cidades vizinhas teriam visto, mas isso eu acho que é história da Condessa. Ela gosta de se gabar sobre os feitos de suas criações."

"Eu já ouvi falar dessa história, então era você?"

"Eu mesma."

"Hahahaha! Mon Dieu, Madeleine! Mon Dieu! Essa história ainda é contada na Europa! Não faça essa cara! Modéstia não combina com você, mon cher."

"Não foi nada tão incrível. Está bem, está bem. Foi incrível sim, admito. Feliz?"

"Querida Madeleine, que história fantástica! O que quer como pagamento por ela?"

"Somos amigos, Djon. Eu não vou cobrar por uma história velha. Prefiro que retorne logo da Europa para podermos conversar novamente! Já estou com saudades tuas!"

"Non, non, eu insisto. Quer um outro padre?"

"Hmmm, tudo bem. Um padre e uma freira. Quer dividir?"

"Seria uma honra banquetear com você, mon cher, e já aviso logo que não tocarei no homem.  Mas é melhor eu ir. O seu jantar está acordando."
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Seg Set 22, 2014 5:42 pm

O que dizer, Patrícia, vocês mulheres são feras no tema; mas tenho a certeza de que em outros temas também o são. Afinal, uma das características de um bom escritor ou boa escritora é a versatilidade; a mesma característica que separa os bons atores e atrizes dos demais. Logicamente que todos se sobressaem mais quando fazem o que gostam, mas acredito que o verdadeiro desafio é fazer o que não temos por hábito; por essa razão eu escrevi um conto sobre o mesmo tema. Sucesso!
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Seg Set 22, 2014 11:28 pm

KRL! Esse sim foi O CONTO ERÓTICO.

Tu demorou pra caceta... mas que surpresa foi essa garota?
Tu explorou quase todas as "obscenidades" possíveis.
Menina mostrou que é conhecedora dos paranauês....

Soube ir e voltar pros "flashbacks" com uma naturalidade aplausível.


Minha única nota é quanto a um trecho, ou melhor, uma frase.

"Uh-lalá, Djon! Está feliz em me ver? Não pode ser bala isto no seu bolso, já que não possui nenhum!"

Eu juro que li e reli esse trecho, e não consegui me situar do sentidoo dessa frase no texto.
haha



E uma pequena dúvida... Essa Condessa, tem alguma relação com conhecimentos prévios sobre Erzbeth Barthory, a condessa de sangue?
Porque todo tempo lembrei-me dela.


Parabéns...
Mês que vem nos vemos Smile
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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Seg Set 22, 2014 11:39 pm

Tammy Marinho escreveu:
KRL! Esse sim foi O CONTO ERÓTICO.

Tu demorou pra caceta... mas que surpresa foi essa garota?
Tu explorou quase todas as "obscenidades" possíveis.
Menina mostrou que é conhecedora dos paranauês....

Soube ir e voltar pros "flashbacks" com uma naturalidade aplausível.


Minha única nota é quanto a um trecho, ou melhor, uma frase.

"Uh-lalá, Djon! Está feliz em me ver? Não pode ser bala isto no seu bolso, já que não possui nenhum!"

Eu juro que li e reli esse trecho, e não consegui me situar do sentidoo dessa frase no texto.
haha



E uma pequena dúvida... Essa Condessa, tem alguma relação com conhecimentos prévios sobre Erzbeth Barthory, a condessa de sangue?
Porque todo tempo lembrei-me dela.


Parabéns...
Mês que vem nos vemos Smile

Digníssima Tammy! Que bom que gostou! Confesso que meu conhecimento de paranauês é apenas de filmes didáticos. Nada que uma meia hora no xvideos não resolva.

Quanto a Djon, ele está nu, pelado e sem roupa. Não quis estragar o diálogo explicando isso e deu no que deu. XP meh...

E olha, nunca ouvi falar nessa Condessa aí baseei a minha em Belle Morte de Anita Blake, então é possível que Belle seja sim inspirada na outra Condessa, formando aquele círculo lindo, redondinho e amarrado como amamos!

Beijo gacta, obrigada por ler!
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Seg Set 22, 2014 11:49 pm

Patricia Souza escreveu:
Tammy Marinho escreveu:
KRL! Esse sim foi O CONTO ERÓTICO.

Tu demorou pra caceta... mas que surpresa foi essa garota?
Tu explorou quase todas as "obscenidades" possíveis.
Menina mostrou que é conhecedora dos paranauês....

Soube ir e voltar pros "flashbacks" com uma naturalidade aplausível.


Minha única nota é quanto a um trecho, ou melhor, uma frase.

"Uh-lalá, Djon! Está feliz em me ver? Não pode ser bala isto no seu bolso, já que não possui nenhum!"

Eu juro que li e reli esse trecho, e não consegui me situar do sentidoo dessa frase no texto.
haha



E uma pequena dúvida... Essa Condessa, tem alguma relação com conhecimentos prévios sobre Erzbeth Barthory, a condessa de sangue?
Porque todo tempo lembrei-me dela.


Parabéns...
Mês que vem nos vemos Smile

Digníssima Tammy! Que bom que gostou! Confesso que meu conhecimento de paranauês é apenas de filmes didáticos. Nada que uma meia hora no xvideos não resolva.

Quanto a Djon, ele está nu, pelado e sem roupa. Não quis estragar o diálogo explicando isso e deu no que deu. XP meh...

E olha, nunca ouvi falar nessa Condessa aí baseei a minha em Belle Morte de Anita Blake, então é possível que Belle seja sim inspirada na outra Condessa, formando aquele círculo lindo, redondinho e amarrado como amamos!

Beijo gacta, obrigada por ler!


Haha... comentário não muito relevante.
Pode mandar o Djon pra me fazer companhia? Sotaque francês *__*
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DARA METZLI



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Ter Set 23, 2014 8:45 am

Pat,

Quando terminei a primeira leitura, considerei os diálogos irrelevantes, digo no sentido que a narrativa de Madeleine foi tão maravilhosa que se sustentaria sozinha o texto!

Relendo depois apenas os diálogos (para não cair novamente nas garras da condessa) , observei que estava acontecendo uma história neles também, ou seja não é um diálogo feito por duas pessoas olhando para o nada... há dois enredos no seu conto!

E Pat, não é de hoje que observo, você sempre faz uma ambientação esplêndida da época...

No mais adorei, só não gostei do nome mas tem tudo haver com a época da narrativa interna do conto!

Sobre gramática não encontrei "erros" gritantes porque são apenas esse que sou capaz de apontar...

No mais aguarde os comentários do alto escalão hahahahahahahaha (sempre quis escrever isso).
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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Ter Set 23, 2014 9:26 am

DARA METZLI escreveu:
Pat,

Quando terminei a primeira leitura, considerei os diálogos irrelevantes, digo no sentido que a narrativa de Madeleine foi tão maravilhosa que se sustentaria sozinha o texto!  

Relendo depois apenas os diálogos (para não cair novamente nas garras da condessa) , observei que estava acontecendo uma história neles também, ou seja não é um diálogo feito por duas pessoas olhando para o nada... há dois enredos no seu conto!

E Pat, não é de hoje que observo, você sempre faz uma ambientação esplêndida da época...

No mais adorei, só não gostei do nome mas tem tudo haver com a época da narrativa interna do conto!  

Sobre gramática não encontrei "erros" gritantes porque são apenas esse que sou capaz de apontar...

No mais aguarde os comentários do alto escalão hahahahahahahaha (sempre quis escrever isso).

Gradicida sua linda! Tô aqui só aguardando o "alto escalão comentar! Hahahahaha

Eu tive que colocar os diálogos, até pra diferenciar de Tatra e Tetra que não possui uma única linha de diálogo, e eu adorei escrever desse jeito, apenas narrando! Só que eu também queria linkar este com A mulher do sobretudo, que é tipo o melhor texto que já tive o prazer de escrever, mesmo com todas as falhas dele! Somando isso a um texto recente que li do Scott Westerfeld, apenas falas, mas mais profundo que qlqr texto ricamente descrito que eu tenha lido ultimamente, nasceu a história de Madeleine. Tenho um carinho especial por ela. :3

Madeleine e Djon já nasceram pra mim com este nome, desculpa xD
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Ter Set 23, 2014 10:55 am

Paty, que obra!

Essa construção foi magnifica, ambientação razoável e as cenas... ah a cenas. Vamos lá!

Não tenho o que dizer sobre a construção como um todo, pra mim está perfeitamente bem. Esses flash backs cada dia mais vem me figando, gosto disto. O link co o primeiro conto também caiu como uma luva.

A ambientação deixou pouco a desejar, cadê o palácio da Condessa, e a ala de Condessa? Sei que o cenário segue em segundo plano, até porque sua construção foi perfeita, mas os detalhes nos jogam na cena, acho muito engrandecedor.

As cenas, estas senti um tanto corridas, apesar das circunstâncias de como ocorreram, mas principalmente na primeira imagino que uma atenção maior deveria ser dado. Quantos parceiros, quantos clímax, tudo ali em minutos de leitura, coreu um bocado ali. É isso, em geral está muito bom. Parabéns, valeu a espera. Até o mês das crianças.

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Espero que leia os outros textos e deixe sua impressão. Te espero mês que vem. Sem mais!
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Ter Set 23, 2014 12:58 pm

Ademar Ribeiro escreveu:
Paty, que obra!

Essa construção foi magnifica, ambientação razoável e as cenas... ah a cenas. Vamos lá!

Não tenho o que dizer sobre a construção como um todo, pra mim está perfeitamente bem. Esses flash backs cada dia mais vem me figando, gosto disto. O link co o primeiro conto também caiu como uma luva.

A ambientação deixou pouco a desejar, cadê o palácio da Condessa, e a ala de Condessa? Sei que o cenário segue em segundo plano, até porque sua construção foi perfeita, mas os detalhes nos jogam na cena, acho muito engrandecedor.

As cenas, estas senti um tanto corridas, apesar das circunstâncias de como ocorreram, mas principalmente na primeira imagino que uma atenção maior deveria ser dado. Quantos parceiros, quantos clímax, tudo ali em  minutos de leitura, coreu um bocado ali. É isso, em geral está muito bom. Parabéns, valeu a espera. Até o mês das crianças.

Ademar!

A quantidade de parceiros está ali, eu apenas não descrevi todos pois temi ficar muito "over". Preferi não pecar pelo excesso. Mas me fala, seria preferível contar como foi a vez de cada um ali? Posso tentar descrever mais antes de ir para o livro, se é que vou entrar esse mês. Já temos 30 contos? Não contei, só sei que tem um monte!

Quanto a ambientação, vc sempre pede mais detalhes pra mim e eu nunca ouço! Mereço ser castigada! XD mas oq acontece, eu curto imaginar, com poucas palavras mesmo, o lugar, a aparência dos personagens, acho mais divertido assim, sei lá. Questão de gosto mesmo. Tentarei fazer diferente na próxima.

Obrigada por ler, até mês que vem!
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Ter Set 23, 2014 2:33 pm

Vinícius Tadeu escreveu:
O que dizer, Patrícia, vocês mulheres são feras no tema; mas tenho a certeza de que em outros temas também o são. Afinal, uma das características de um bom escritor ou boa escritora é a versatilidade; a mesma característica que separa os bons atores e atrizes dos demais. Logicamente que todos se sobressaem mais quando fazem o que gostam, mas acredito que o verdadeiro desafio é fazer o que não temos por hábito; por essa razão eu escrevi um conto sobre o mesmo tema. Sucesso!

Obrigada, mas e aí? Oq vc curtiu no conto? Oq odiou? Pode falar, eu não vou ficar chateada! Viu algum erro? Qualquer coisa, me mate, por favor! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Qui Set 25, 2014 1:10 am

O diálogo inicial me fez lembrar aquelas músicas que começam com o cantor falando ou sussurrando alguma coisa, como Barry White. Não sei se dá para entender o que quero dizer, mas foi exatamente isso o que eu senti. E, depois, ao longo do texto, quando isso se repete, é como um filme. Recurso muito bem explorado, deu dinâmica. Outra coisa: diferentemente de alguns textos publicados, não foi pornográfico. Foi erótico. Erótico. Independentemente de orientação, patologia, credo. Erótico. Um texto literário com sexo. Não a pornografia pura e simples. Bem escrito. Bem desenvolvido. Um erro, talvez eu possa dizer que tens um problema com a crase, já que se repete constantemente, de modo que posso dizer que não seja erro datilográfico. Mas o que é o erro de crase nesse contexto? Por fim, peço desculpas a ti e a todos os outros pelos comentários. Estou tentando aprender com o Indy. Afinal, críticas e comentários são extremamente úteis para nós que escrevemos e devemos ser generosos nesse sentido. Assim, para o teu e para o nosso crescimento, caso me ligue em mais algum detalhe, volto aqui e escrevo mais sobre o que vi, ok? Aquele abraço e... fique com Deus... ou não? (de novo, kkk).
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Qui Set 25, 2014 1:47 am

Daniel Vianna escreveu:
O diálogo inicial me fez lembrar aquelas músicas que começam com o cantor falando ou sussurrando alguma coisa, como Barry White. Não sei se dá para entender o que quero dizer, mas foi exatamente isso o que eu senti. E, depois, ao longo do texto, quando isso se repete, é como um filme. Recurso muito bem explorado, deu dinâmica. Outra coisa: diferentemente de alguns textos publicados, não foi pornográfico. Foi erótico. Erótico. Independentemente de orientação, patologia, credo. Erótico. Um texto literário com sexo. Não a pornografia pura e simples. Bem escrito. Bem desenvolvido. Um erro, talvez eu possa dizer que tens um problema com a crase, já que se repete constantemente, de modo que posso dizer que não seja erro datilográfico. Mas o que é o erro de crase nesse contexto? Por fim, peço desculpas a ti e a todos os outros pelos comentários. Estou tentando aprender com o Indy. Afinal, críticas e comentários são extremamente úteis para nós que escrevemos e devemos ser generosos nesse sentido. Assim, para o teu e para o nosso crescimento, caso me ligue em mais algum detalhe, volto aqui e escrevo mais sobre o que vi, ok? Aquele abraço e... fique com Deus... ou não? (de novo, kkk).

Obrigada! Very Happy

Fico feliz que tenha gostado! Deu um trabalhão escrever esse conto, do celular e sem o auxílio do corretor! Peço perdão pelas crases e pelas prováveis vírgulas erradas. Uma falha na minha formação, graças ao precário sistema de ensino brasileiro. (e uma ou outra escapulida da escola da minha parte.)

Barry white, huh? Curti. Vou anotar aqui para futuras referências. Very Happy

E olha, pra mim vc não precisa pedir desculpas por criticar! Tô aqui pra isso!

Bjs e fica com Deus. Ou deuses. Ou o diabo xD
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Qui Set 25, 2014 12:18 pm

Pat, já troquei uma ideia contigo lá no chat, mas como prometido, vou registrar minhas impressões aqui tbm!

Acho que o ponto forte do seu conto é a forma como ele foi escrito, o diálogo e a narrativa, vc soube trabalhar bem com isso, e deu muita originalidade ao texto.
A história é bem excitante, e amarradinha, e as coisas polêmicas (padre e freira) só foram a cereja do bolo!

Sou sua fã
Parabéns
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Sex Set 26, 2014 12:17 pm

Opa, suave? Maneiro.

Sua proficiência em fazer com que nos sintamos na época é muito foda: não tive nenhuma dúvida quando estava na Idade Média, ou num jantar "romântico" (mesmo que tenham sido só diálogos, pude sentir muito a vibe de jantar, você conseguiu passar bem. Acho que foi pelos "passe o foie gras" etc.), ou sob o domínio da Condessa.

Bem, sobre a Condessa: nhaaa me pareceu meio "sou assim porque sou assim e você é obrigadx a me achar a fodona do pedaço", saca? A sedução da menina pela Condessa é facilmente explicável por n fatores (sobrenaturalidade, pacto, experiências novas pra guria) mas isso não é transmitido, pra mim. Entra na vibe do "mostrar e não contar", saca.

Sobre a protagonista: pô, me faltou um tanto da transição dela de menina bela e inocente da escola dominical pra SUCCUBUS MASTER OF PUTARIA DO INFERNO (kkk), sabe.  Sentir ela, de fato, passando os estágios e não simplesmente se entregando porque gostou de trepar.

Sobre o enredo: bacana, maneiro, supimpa. Mas faltou envolvimento, talvez pelos pontos da Condessa e da protagonista; talvez pela sensação de falta de criação que eu senti nesse texto. Me transmite muito mais a ideia de que você adaptou uma história já existente do que de você ter criado uma história nova com personagens existentes, manja a diferença?

ESCRITA OCORRE NADA ACONTECE FEIJOADA

EDIT: tem rolê de pontuação também. Eu vi que cê foi muito mais atenciosa às pausas etc. mas achei que usou só vírgula e ponto, o que acaba empobrecendo um pouco o feeling da escrita no geral, sabe?
Pode usar travessão, por exemplo - quando quiser explicitar ou chamar a atenção para alguma coisa mencionada mais detalhadamente; o ponto e vírgula; o parênteses (para um adendo ou uma observação); e o dois pontos: este explica algo ou conclui um pensamento/fato.

beijos de luz

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Sab Set 27, 2014 7:05 am

Caramba, que conto foi esse!
Você tem um dom de transmitir exatamente aquilo que você quer transmitir; sem enrolação ou coisa do tipo. Dá a impressão que não estamos lendo um conto, mas vivendo no lugar da personagem, sentindo tudo que ela sente. Parabéns, de verdade!
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    Qua Out 15, 2014 6:32 pm

Isso foi o que eu costumo chamar de putaria sincera HAhahahaha

A construção do cenário medieval e da Condessa como figura altiva e dominadora, e Madeleine esguia, sedenta e de dominada a dominadora, foram MUITO bem construídas. Me impressionei como o próprio tom de conversa casual me levou para dentro do conto.

Meus parabéns Paty, vocês mulheres são infinitamente superiores no eróticos.
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de Madeleine    

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A primeira vez de Madeleine
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