Odisseia do Escritor

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 O Livro (conto)

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schildtpsico



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Data de inscrição : 05/10/2014

MensagemAssunto: O Livro (conto)   Dom Out 05, 2014 9:17 pm

Já não era moça casadoira, mas também ainda não podia ser considerada velha. Seria difícillhe precisar a idade correta, visto que isto ela escondia como seu segredo mais bem guardado. Mas a julgar-se por sua tez, podia-se dizer estar ela entre seus trinta e poucos anos, ou seja, ainda bastante jovem e com muitas histórias a viver pelos salões da vida. E a sua, até que não era nada má. Filha mais moça de abastado senhor, herdara com sua morte considerável fortuna, a qual não hesitava em esbanjar em festas e saraus que enchiam os cômodos de sua mansão, sendo famosa por sua boemia, mas também por sua alegria e afabilidade. Um dia, enquanto encontrava-se ainda sob os lençóis de seda de sua cama de dossel, reparou ao lado desta, na baixela de prata onde os criados lhe traziam sua correspondência, uma carta que lhe pareceu peculiar. De pronto, imaginou reconhecer o brasão de sua família. O que para ela era estranho, já que a maioria dos tios e primos que ainda lhe restavam, evitavam estreitar com ela relações, por desaprovarem a vida que levava. Assim, foi com curiosidade que pegou o envelope e rasgou-lhe a lateral, para descobrir em seu interior uma única carta, lacônica e intrigante. A carta fora escrita por um seu tio-avô que, estando às portas da morte, resolvera lhe deixar uma pequena herança. No entanto, a carta não se referia ao que fosse essa herança, nem como ou quando havia se dado a passagem para o outro mundo deste ilustre senhor. Dando de ombros, deixou de lado a carta e a informação que a mesma continha, indo ver com suas criadas que vestido usaria no sarau da próxima noite. Pretendia inteirar-se, com as amigas, das novas intrigas e escândalos da corte. Essa era sua vida, e esses eram seus divertimentos: as festas, os amigos, os piqueniques à beira do lago nos dias primaveris. O tempo passou, e ela não havia mais pensado na estranha missiva e em seu conteúdo. Até o dia em que recebeu a visita de um senhor, semanas depois, dizendo estar de posse de objeto que lhe pertencia. Era este o responsável por executar as disposições testamentárias do tio-avô esquecido, e que dizia vir apresentar-lhe – no semblante que nada revelava de seus reais sentimentos e emoções – seus pêsames pelo falecimento de seu distante parente. Além disso, informava ter consigo a parte que lhe cabia das propriedades do falecido, conforme sua vontade, lida em testamento. Ela não deu maiores importâncias à formalidade quanto a sua perda – se é que poderia ser assim chamada. Nem fazia ideia da existência de tal parente até ter em mãos sua missiva. Mas quanto a uma herança, bom, aí já era outro assunto. A princípio ficou encantada em ter sido lembrada por tal parente, depois ansiosa e, por fim, decepcionada. Embalado em papel pardo, o que lhe deixara o tio tinha um formato quadrado e parecia pesado. Seria um pequeno cofre, com títulos a negociar? Ou quem sabe uma caixa de joias, passadas por sua família de geração em geração? O desapontamento veio do fato de, ao rasgar seu pacote, verificar que seu legado fora um livro. Afinal, livros eram coisas que não lhe interessavam em absoluto. Não era dada a leituras. Percebia que, em sua época, ler para as mulheres nada mais era do que sonhar com os olhos abertos, com as aventuras que as páginas narravam. Mas ela gostava de pensar em si como uma mulher diferente, que preferia viver as suas próprias aventuras, a ficar suspirando pelos cantos imaginando situações impossíveis.
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Deixou o embrulho de lado, enquanto voltava a se perder pelos salões, entre as sedas dos vestidos, as joias exuberantes, os beijos roubados e os casos com homens comprometidos. Sempre fora um tanto quanto volúvel, sendo conhecida entre os amigos, amantes e admiradores, como uma pessoa faceira e que não se atinha às coisas pequenas da vida. Ela aprendera desde cedo que não havia nada que o dinheiro não comprasse e isso, graças à herança que herdara de seu falecido pai, ela possuía de sobra. Passaram-se ainda alguns meses até que voltasse novamente sua atenção para a inusitada herança que recebera. Era uma tarde chuvosa, e o piquenique que havia combinado com outro par de amigas, todas com acompanhantes adequados, havia sido cancelado. Estava sentada em sua sala suntuosa, sentindo-se completamente enfadada. Seu mais novo amante já não lhe despertava o mesmo desejo do começo e pensava em pedir-lhe que se afastasse de seu círculo de amigos mais íntimos. Estava assim perdida em devaneios quando reparou no embrulho, deixado por ela, de forma descuidada, em um de seus móveis estilo Luís XV. Meio de má vontade, decidiu abri-lo, já que nada mais havia que fazer neste entardecer cinza e úmido, como uma forma de distrair-se até a hora da ceia. Acreditava que seu falecido tio-avô nada mais quisera que aborrecê-la com semelhante legado, estando do lado daqueles falsos puritanos e moralistas dos seus outros parentes, que a tratavam como uma pária no seio do círculo familiar. Logo, foi uma surpresa quando pôs os olhos no conteúdo que por tanto tempo negligenciara. Era um livro sim. Mas lindíssimo! A capa era vermelha, assemelhando-se ao couro, mas a textura era diferente, de um material que nunca havia visto, nem conseguia classificar. Na frente, escrito com letras grafadas com ouro, estava o seu nome e, logo abaixo, a data, também em ouro.
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Isso, de começo, foi o que mais a assustou e intrigou, já que a data grafada na capa era exatamente a data do dia em que estava: dia, mês e ano corretos. Como se o tio-avô fosse capaz de prever quando ela o iria desembrulhar. No entanto, passada a surpresa inicial, riu de si mesma e de seu disparate. Ora, havia sido apenas uma grande coincidência, nada mais. Também havia letras e sinais estranhos, que não conseguia identificar, servindo como borda da capa, também em ouro. No todo, podia não ser uma caixa de joias, mas sentia-se um pouco mais sortuda com a herança que recebera, afinal de contas. Ela ficou algum tempo a admirar o primoroso trabalho executado por mãos hábeis, até que se decidiu por abrir-lhe e descobrir o que lhe diriam as páginas. Para sua surpresa – ou teria sido alegria? Mais tarde ficaria confusa com os sentimentos nela despertos – as páginas, feitas de um papel tão branco quanto o mármore e finamente texturizado, estavam todas vazias. Sentada em sua sala, quedou-se em um silêncio muito fora do seu habitual. Ficou tão alheia, que se surpreendeu quando a criada veio anunciar estar servido o jantar, que acabou por recusar. Seguiu pensativa até sua criada vir perguntar-lhe se precisava de ajuda para vestir-se para dormir, só então dando-se conta do adiantado das horas. Com certa relutância, conseguiu levantar-se de onde estava, mas sem tirar os olhos de sua nova preciosidade. O livro, que outrora ficara atirado sobre um móvel de forma descuidada, agora permanecia trancado junto de seus guardados mais estimados. Percebeu-se, pela primeira vez alheia a um dos inúmeros bailes que comparecia. E mais, parecia nessa noite que havia algo que, se não a incomodava, lhe abstraía completamente a atenção dos burburinhos da corte, sobre o decote ousado de uma jovem duquesa casada, ou da mais nova amante do velho general. E que mais lhe preenchia os pensamentos que o encantador livro que recebera de herança? Alguns
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amigos, notando seu ar distante e taciturno, acreditavam que ela estava triste pelo recente rompimento com seu jovem amante. Outros, que esta já embalava um novo amor, sendo este o que dominava a tela de seus pensamentos. Não faziam ideia do quanto estavam errados. O livro acabou por se tornar uma charada, um enigma, que prometia exauri-la por completo. Após titubear a respeito disso por semanas – por que fora dado a ela? Qual significado oculto por trás de tal legado? – ela finalmente pensou ter compreendido. A capa do livro não tinha seu nome? Que mais seria então, se não o receptáculo de suas memórias, das histórias que presenciara, dos mexericos que sabia? Deveria ser um livro escrito por ela, a respeito dela. Sim, deveria ser isso. Talvez o tio distante não fosse assim tão avesso à vida que levava e compreendesse que ela só queria viver sua vida ao máximo. Pensar em envelhecer era algo que sempre lhe causava arrepios, e há anos vinha gastando cada vez mais com cremes importados de Paris. No momento em que decidiu o que fazer com o livro, sentiu o peso de uma tonelada ser tirado de suas costas. Voltou a sorrir e ser uma moça faceira. Para alegria dos amigos mais íntimos, ela abandonou aquele semblante pensativo, mostrando-se animada como nunca no sarau realizado em sua casa. Alegre e extrovertida, aproveitou ao máximo a festa, dançando e flertando com inúmeros cavalheiros e, para expectativa de alguns e apreensão de outros, alardeando o princípio da escrita de suas memórias. Alguns, mais lisonjeiros, tentaram demovê-la da ideia, alegando que era ainda muito jovem para que se dedicasse a tal empreendimento. Outros nem lhe deram atenção. Acreditavam que escrever era uma atividade por demais enfadonha, da qual ela se cansaria com facilidade, arranjando, logo em seguida, outro disparate no qual se engajar. Mas, na manhã seguinte – quase ao meio-dia, pois não era ela de acordar demasiado cedo – pediu a seu criado que não a interrompessem
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em seu escritório, pois iria iniciar suas memórias. E, por mais que até mesmo os criados tenham duvidado, ela de fato se empenhou nisto, pelo menos metade da tarde, saindo de sua clausura com um ar fatigado e um humor um tanto hostil. Isso se seguiu no decorrer da semana e, pela primeira vez, recusou um convite para um baile. Estava se sentindo esgotada! Ao menos, era o que dizia aos amigos, pedindo desculpas. Quem diria que escrever cansaria tanto? Os mais céticos ainda acreditavam que o distanciamento deveria ter outra explicação. Ela escrevendo? Absorvendo-se em uma tarefa enfadonha, hora após hora? Mas, como sabiam da instabilidade de seu humor, acreditaram que esta nova fase logo passaria. Em um dos saraus que acabou por comparecer, apesar de sua vida cada vez mais reclusa, perguntaram-lhe o que tanto escrevia. Mas, dizia ela, era até engraçado! Sempre que deixava o escritório, não fazia ideia do que havia escrito naquela tarde. Talvez estivesse muito cansada, por isso separava seus momentos de escrita dos – cada vez mais raros – de lazer, para não se “contaminar”, explicava ela sorrindo, mas com uma ruga de preocupação a se insinuar no semblante. Por fim, isto também passou a lhe intrigar; e, pensando bem, não achara ela estranho quando olhara para fora no dia anterior e vira que já anoitecia? Parecia ter pegado na pena a questão de minutos. Mas lá estavam as inúmeras páginas rabiscadas com sua floreada letra, que não punham isso em dúvida. E, outra coisa, não tinha ela escolhido o vidro de tinta azul para escrever suas memórias? No entanto, as palavras que via escritas sobre o papel marmóreo eram vermelhas, de um tom escuro que, por um breve momento, a lembraram de sangue.
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Mas sobre tudo isso calou-se aos amigos e a si própria. Bobagens, ela murmurava pelos corredores de sua mansão. Aliás, murmurar para si mesma e falar sozinha era algo que ela fazia cada vez com mais frequência. Agora, quem fosse à sua casa, já não mais a reconhecia. De uma parte da tarde escrevendo, ela passara a tardes inteiras; que viraram noites inteiras; que viraram todo o tempo. A princípio, havia continuado a frequentar os salões, se bem que todos haviam notado que algo estava acontecendo com ela. Sempre falante e presa de uma mente inquieta e volúvel, agora era sempre vista sentada, calada e pensativa, como se alguma coisa a inquietasse. Indagada, respondia sempre com a mesma frase: “estou a pensar nas minhas memórias”. Os mais curiosos, vendo que esta finalmente tinha levado algo na vida com seriedade, lhe perguntavam pelo que já havia escrito até o momento. E não parecia estranha a forma como ela os olhava, como se tivesse esquecido por completo no que ficara boa parte de seu tempo absorta? Já os mais preocupados pediam-lhe, rogavam, que achasse outra forma de divertimento. Ela não notava como parecia abatida? Que emagrecera desde o último sarau? Que vinha recusando mais e mais convites para festas a cada semana? Que as olheiras sob os olhos passaram, de leves, a manchas escuras? Mas ela não cedeu a nenhum dos apelos. E agora, quem a procurasse em sua mansão, nunca era recebido. Os criados davam sempre a mesma resposta: ela estava escrevendo e dizia não querer ser incomodada. Até que sua criada mais fiel, já idosa e que a viu crescer, procurou um dos amigos para lhe pedir ajuda. Não, sua menina de outrora não estava bem. Quase não saía do escritório; recusava-se a dizer o que vinha escrevendo, ou sequer conversar com quem quer que fosse; já não comia nem dormia há, pelo menos, três noites – ou mais. Ela realmente não tinha certeza, já que a patroa nunca abandonava o escritório, em nenhum momento. Pedira, rogara que ela ao menos
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tocasse em algum alimento, ao que esta se recusara terminantemente. Era o momento de que alguma providência fosse tomada. Os amigos, seis ao total, se reuniram e dirigiram-se à mansão para descobrir o que de fato estava acontecendo. Claro que vinham percebendo a mudança de comportamento que a amiga apresentava, mas que milionário não tinha suas crises excêntricas no círculo que frequentavam? Chegaram à mansão e, para não expor os empregados, bateram à porta do escritório dizendo a ela que exigiram entrar e rogavam que ela os atendesse. Ela recusou-se e os mandou embora. Estava em sua casa e agia como melhor lhe aprouvesse. Por que eles estavam ali? Tinha direito a fazer o que quisesse em sua privacidade. Os seis se entreolharam, titubeando... Porque ela não parecia desequilibrada. E seus argumentos eram lógicos e claros, tanto que alguns começaram a se questionar o motivo de estarem ali. Rogaram então, que ela ao menos abrisse a porta, para que pudessem certificar-se de que ela estava bem. Houve alguns minutos de silêncio, talvez porque ela estava decidindo-se do que fazer. Mas ela mostrou-se impassível. Não abandonaria sua obra. Não tão perto do fim. Aquele era o seu livro, e ela o terminaria, até a última página. No entanto, concordava em recebê-los, assim que terminasse a escrita que, segundo ela, estava bem próxima do desfecho. A comitiva entreolhou-se, sem saber o que fazer. Após longa discussão, decidiu-se que um de seus membros seria destacado para que a acompanhasse até ter findo o livro, e então descobrir se esta estava, ou não em seu juízo perfeito. Foi o que lhe explicaram através da porta, dizendo que tudo o que queriam é que voltasse a ser como dantes,abandonasse essa obsessão doentia e retomasse o convívio com aqueles que tanto bem lhe queriam.
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O encarregado de acompanhá-la, no entanto, ficou deveras preocupado. Pois à saída da comitiva, instalou-se em poltrona à frente da porta e notou que o comportamento da amiga não estava assim tão coerente. Ela parecia, alternadamente, rir e chorar. Depois começava a falar, cada vez mais alto, até estar aos brados. E mesmo assim, eram palavras incoerentes, que nada esclareciam do que se passava em sua mente. Em outros momentos, parecia conversar com alguém, instar e implorar. Ele, a todo o momento, pedia que a amiga o deixasse entrar. Ela, quando respondia,recusava e dizia precisar de mais tempo. Já amanhecia, quando o encarregado percebeu que já não vinha ruído algum por detrás da porta, e começou a inquietar-se pela saúde da sua anfitriã. Por mais que batesse à porta e a chamasse, nem mesmo um suspiro se ouvia de dentro de seu antes tão agitado escritório. Após titubear por alguns minutos entre o que mandava a boa educação e se, de fato, havia uma situação de emergência, resolveu chamar os criados, para que arrombassem a porta e descobrissem o que houve com sua senhora. Chamados os criados, estes cumpriram fielmente sua missão, dando espaço para que o cavalheiro adentrasse no escritório. Num primeiro momento, não conseguiu distinguir mais do que vultos na penumbra. Apesar de já ser de manhã, as janelas estavam todas fechadas com pesadas cortinas, e a única luz presente na sala espaçosa era a de velas. Nada, no entanto, poderia prepará-lo para a visão medonha que o esperava: aquele ser, debruçado sobre a mesa, tendo na mão uma pena e à frente um livro, não poderia ser ela. Os cabelos estavam ralos e revoltos e, pelo odor que exalava, via-se que não se banhava há dias, talvez mais tempo. Os olhos estavam abertos e vidrados, a boca torcia-se em um esgar pavoroso, por onde descia um filete de saliva. A mulher – não, a coisa que estava a sua frente – já não possuía carne. Era só pele e ossos, uma pele repuxada e
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macilenta, de forma a aparentar ter a antiga amiga pelo menos o dobro de sua idade. Três dias? Essa mulher parecia não alimentar-se há semanas! Estava, sem dúvida, morta. Enquanto a olhava, pensou, com pavor, no livro que ela escrevia, e espreitou-o. Estava fechado e, do canto da escrivaninha, pingava a tinta vermelha que usara para escrevê- lo. A visão do quadro macabro fez com que ele fechasse os olhos e tremesse involuntariamente. Era como se o livro, para ser escrito, tivesse consumido toda a vida que antes nela abundava. Como se o vermelho de suas palavras fossem escritas com o sangue daquela que as colocava no papel, pois era essa a aparência da morta: seca. Só ossos e pó. Vencendo sua repulsa, começou a aproximar-se da escrivaninha e do tão falado livro, que tanto mal havia causado. Pela capa, parecia um livro comum; nada havia escrito, apenas uma série de caracteres estranhos, dispostos como uma borda, em ouro, no que parecia um couro vermelho. Poderia, enfim, saber de seu conteúdo, da história que, para poder ser escrita,matara uma sua tão querida amiga. Respirando fundo, abriu os olhos até então fechados e deu uma boa olhada no livro aberto ao meio em suas mãos. Estava em branco.
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