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 A primeira vez de uma pantera

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Karol Silano



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MensagemAssunto: A primeira vez de uma pantera    Dom Set 14, 2014 8:00 pm

       É hoje.
Sem desculpas, sem tentar adiar o inevitável. Sem fugir na última hora. Pelo Universo e todos os deuses dele! Já adiei esse momento por tempo demais. É hoje. Essa noite, eu encontrarei um homem quente e sexy para tirar esse pequeno problema do meu caminho.
Adeus virgindade!
Afinal, do que me adianta ser uma linda, sexy e poderosa mulher se eu nunca conheci o prazer? Do que adianta ser cercada por luxo se por dentro sou vazia, carente de algo? Não, já se foi o tempo em que as mulheres tinham que provar qualquer coisa: seja sua independência ou sua pureza. Foda-se! Se uma mulher quer prazer, ela deve ter. Se não quer... Amém!
Respiro fundo tomando coragem e visto minha melhor roupa foda-me. O vestido preto frente única e decote V profundo mal cobria metade das minhas cochas. Com a cintura bem marcada e saia flutuando ao meu redor, eu tinha a sensação que um leve giro poderia mostrar mais do que eu queria... O que era perfeito. Os sapatos não poderiam ser outros: vermelho vivo com salto quinze, me deixando com as pernas quilométricas e o visual sedutor.
Solto meus longos cabelos negros do coque firme, deixando os cair pelos meus ombros e costas com suaves cachos nas pontas. Meus olhos verdes jade estão bem marcados com esfumado preto, delineador e muito rímel. Minha boca é uma tentação vermelha, brilhando em contraste com a minha pele bronzeada.
Como eu ainda poderia ser virgem? Aos vinte e cinco anos e uma carreira de sucesso, posso dizer que nem tudo é minha culpa. Apenas não houve um homem que, bem, foi homem. Eram todos calmos demais, esperando que eu desse os primeiros passos ou então, arrogantes demais. Buscavam apenas seu próprio prazer como se eu fosse uma escrava sexual e não uma mulher com desejos. Enfim, eu sempre desistia antes mesmo de chegarmos às preliminares.
Entediava-me sim. Eu não me senti nem mesmo excitada com qualquer um dos caras que já estive. Nem mesmo com aqueles que eu cheguei a namorar por alguns meses. Todas as tentativas foram em vão e no final eles apenas jogavam a culpa da minha frieza em mim. Mas fazer o que se o meu vibrador parecia mais sensual que todos esses babacas juntos – e eu realmente beijei muitos babacas. Eu teria um imã para homens assim? Muito provável.
Agora, uma mulher tem desejos. Eu tinha os meus e eram muitos. Ultimamente, meus desejos estavam ganhando mais e mais força, tanto que meu pequeno vibrador para clitóris não fazia mais efeito. Faltava algo lá dentro, não apenas minhas mãos me dando prazer. Essa insatisfação me levou a firme decisão: transaria com um desconhecido sedutor e pronto.
Passo um toque de perfume de rosas, pego minha bolsa e saio do meu apartamento. Pesquisei muito antes de planejar os detalhes dessa noite. Eu iria a um clube, um clube onde a palavra pudor não entrava. Todos que estavam ali buscavam por sexo, não importa o tipo. Provavelmente todos os tipos que você apenas ousou desejar.
Garanti meu convite – que não foi nada barato – e fiquei dias me preparando para estar perfeita. Fui para o salão, com direito a depilação completa, manicure e pedicura, corte e hidratação nos cabelos, além de uma massagem relaxante. Tirei uma tarde de folga e passei relaxantes horas no sol, pegando uma cor mais sensual. Nada poderia dar errado dessa vez.
Não vou para o clube no meu carro. Pego um táxi e relaxo enquanto saímos da cidade. O clube fica a quinze minutos da cidade, em uma propriedade rural. A gigantesca casa em estilo colonial é imponente e majestosa, intimidadora e instigadora. Sinto um arrepio quando subo as escadas que levam a porta principal. Dois seguranças gigantescos estão ali, ternos pretos impecáveis, caras fechadas e tudo isso. Sinto-me em um filme e o sorriso sedutor nos meus lábios nunca foi tão verdadeiro.
- Boa noite, senhorita – o segurança cumprimenta – Seu nome e o convite, por favor.
- Boa noite – ainda sorrindo, pego o convite, entregando-o – Meu nome é Diana. Acredito que não necessita do meu sobrenome?
- Não, senhora – ele me oferece um pequeno sorriso – Que seus desejos se tornem realidade.
Então ele abre uma das portas e eu entro. Nada me prepara para o que eu vejo ali. Eu esperava... Infernos se eu sabia o que eu esperava! Mas, uma casa em perfeito estado de conservação da época colonial, com móveis, lustres e tons pastéis não estava na lista. Talvez muito preto e couro, pessoas transando e uma música punk? Mas não havia nada disso.
A iluminação era feita apenas por velas, o que dava sim a casa um ar mais obscuro. A música era sensual, no melhor estilo fuck music. Era uma gigantesca balada estilo vintage. Andando pelos cômodos eu encontrei o bar, a pista de dança e locais onde as pessoas pareciam se sentar para conversar. Escolhi ficar no bar.
Peguei um dos banquinhos e me sentei. Cruzei as pernas e esperei até que o barman veio me atender. E, nossa senhora das calcinhas molhadas, que barman. Ele era enorme, todo loiro e bronzeado, parecendo um surfista bad boy que toda mulher já quis provar. Ele também ganha meu sorriso especial.
- No que posso ajudá-la? – ele pergunta, inclinado seu rosto para mais perto do meu.
- Eu quero um Orgasmo, por favor – eu digo apenas no tom certo para que ele ouça meu pedido sobre a música sem gritar.
Ele pisca um olho e começa a fazer minha bebida. Quando comprei meu convite, ganhei um relatório completo de todos os serviços oferecidos pela casa. Orgasmo era uma das bebidas mais pedidas e eu não poderia resistir a essa tentação. Olho ao redor da sala, buscando qualquer um que se destacasse no meu radar. Recebi alguns olhares em troca, mas ainda não era o suficiente. Faltou... Fogo.
Minha bebida ficou pronta e eu beberiquei-a. Realmente, era uma explosão de sabores e segurei minha vontade de gemer ao saborear o primeiro gole. O que eles punham nessa bebida? Eu poderia beber o estoque inteiro sem enjoar. Então, não seria a decisão mais inteligente já que eu iria...
- Uma bela dama desacompanhada e eu achando que hoje não seria meu dia de sorte – a voz veio do meu lado direito e os pelos da minha nuca se arrepiaram.
- Sorte é uma palavra muito relativa – eu respondo e viro minha cabeça para encarar o dono da voz rouca.
Oh, pelas deusas do sexo. Se eu apenas não tinha o homem mais sexy desse planeta ao meu lado. Alto, eu poderia dizer no mínimo um metro e noventa, ombros largos e um peitoral de fazer babar, mesmo estando coberto por uma camisa social preta. Cabelos negros bagunçados, pele morena e olhos chocolate. Uma barba por fazer o deixava dez vezes mais sexy e mais selvagem. Se ele me dissesse que era um modelo internacional, eu não duvidaria nada. Ele tinha potencial para ser um.
- Eu diria que a minha sorte e sua poderiam ser as mesmas – ele se aproxima e sua camisa apenas roça no meu braço. Perto demais e ainda não o suficiente – Dança comigo, pantera?
Não posso conter meu sorriso com o apelido. Pantera? Sim, muito melhor que os típicos apelidos que se recebe em um bar. Digamos que isso me fez sentir um pouco mais confiante para me virar, ficando frente a frente com ele, descendo lentamente do banquinho – fazendo todo meu corpo roçar com o dele.
- Tente me acompanhar – eu respondo e antes que suas mãos cheguem a minha cintura, eu já estou andando para a pista.
Por favor, que minha confiança não acabe antes da hora, por favor...
As batidas de Bailando, Enrique Iglesias, tomam conta do ambiente e eu não poderia ter mais sorte. Encontro um local não tumultuado e solto meu corpo na batida. Meus quadris apenas tem o tempo certo da música, meu corpo totalmente confiante em cada movimento. Quando uma grande mão segura minha cintura e me gira, seguro a respiração. É ele. Meu corpo e o dele se tornam um acompanhando as batidas, sem perder o ritmo, quadril com quadril.
Bailando, bailando...
Tu cuerpo y el mio llenando el vacío
Subiendo e bajando
Bailando, Bailando, Bailando, Bailando...
Esse fuego por dentro me esta enlouquecendo
Me va saturando
Deixei minhas mãos acariciarem sua nuca e cabelos, assim como ele deixou as suas vagarem por todo o meu corpo. Eu sentia como se suas mãos estivessem em todo lugar e ao mesmo tempo não em todos os lugares suficientes. Ele esperou minha respiração falhar para devorar minha boca com a sua, provocando meus quadris com os dele e eu sabia: não haveria hesitação dessa vez. Se eu não gozasse em alguns minutos eu poderia explodir.
E ele só precisou de um beijo para me deixar assim.
Fale-me sobre sedução.
A dança continuou, assim como o beijo, que mal terminava antes que outro começasse. As batidas da música foram substituídas pelas batidas do meu coração, ecoando em meus ouvidos. Não sei qual a sensação ao certo, mas algo me fez sentir... Pronta. Dessa vez não teria mesmo qualquer erro. Quem conseguiria resistir a esse deus nórdico afinal?
- Quer ir comigo, pantera? – ele finalmente pergunta.
- Sim – minha resposta sai ofegante. Me falta o ar.
Ele me leva até a escada e logo estamos na parte de cima da mansão. Há diversos quartos ali. Um segurança esta no topo da escada, mas não fala nada quando meu deus nórdico mostra um cartão. Seguimos andando, virando pelos corredores e vejo como o lugar é gigante. Há diversas portas e sei que são todos quartos, mas ele busca um em especial.
Finalmente paramos em frente a uma porta e ele a abre para que eu entre primeiro. Entro e me deparo com um dos quartos mais lindos que já vi. As paredes têm desenhos marrons e brancos, o piso é em madeira escura e a cama é toda branca, macia e atrativa. E gigante. Caberiam facilmente cinco pessoas ali.
O que não seria uma má ideia para minha segunda vez. Um quarto cheio de mulheres e homens com desejo deve ser uma experiência incrível... Mas me contento com apenas esse deus dessa vez.
O sorriso diabólico nos meus lábios passa despercebido para o meu lindo acompanhante. A porta se fecha e então, seu corpo esta colado ao meu. Apoio minhas costas em seu peito e ele retira meu cabelo para o lado, dando espaço a sua boca para explorar todo o meu pescoço. Sua boca provoca, mordisca, lambe e chupa todo meu pescoço, me fazendo gemer, arrepiada. Suas grandes mãos estão na minha cocha, levantando lentamente o vestido. São mãos ásperas, de alguém que trabalhou muito com elas e por incrível que pareça, seus calos contra minha maciez criam uma sensação maravilhosa.
Ele se afasta apenas por um segundo, jogando meu vestido para longe. Visto apenas uma pequena calcinha de renda negra e meus saltos foda-me agora. Um leve rubor tinge minhas bochechas, mas a vergonha é facilmente esquecida quando aquelas mãos tomam meus seios, massageando-os, apertando, puxando. Sua boca continua fazendo estrago e mal pode controlar meus gemidos agora. Quando ele se afasta mais uma vez, sinto vontade de gritar em protesto.
- Vem aqui, pantera – ele sussurra e se senta na cama, pernas abertas me esperando.
Vou até ele e paro entre suas pernas, agarrando seus cabelos e o beijando com fome. Sempre acreditei que precisaria de horas em preliminares na minha primeira vez, mas nesse exato momento eu só quero saber como seria ter ele dentro de mim. Deixo isso bem claro no meu beijo exigente.
       A única resposta que ganho é um tapa na bunda, que pica e arde logo em seguida. Tento me afastar em protesto, porém o jogo só esta começando e ele me mantem perto. Sinto mais do que ouço minha calcinha ser rasgada. Merda, eu irei embora de táxi e sem calcinha. Lindo.
       Essa é outra preocupação que some rapidamente. Sua boca encontra meu mamilo esquerdo e o chupa, ao mesmo tempo em que sua mão invade meu núcleo molhado de desejo. Ele geme ao sentir a prova do meu desejo, as vibrações no meu mamilo me fazendo gemer em sintonia. Seus dedos me exploram, sua boca me tortura. Então, ele beija o vale entre os seios, minha barriga, mordisca minhas costelas e provoca meu umbigo. Sei aonde ele quer chegar...
       Mas ele não vai lá.
Não, ele apenas me surpreende mais uma vez, ficando de pé e me jogando de costas na cama. Fico ali, jogada e arfando, com as pernas semiabertas, enquanto ele lentamente tira sua camisa e calças. Não veste cueca. Se até isso é sexy, senhor! Seu membro, realmente grande e ereto, se mostra orgulhoso pra mim. Só posso rezar para que caiba.
- Parece uma deusa jogada assim na minha cama. É a ultima chance que tem de me dizer não – ele sorri como um menino mau – Se quiser continuar, saiba que vou te fazer minha de todas as formas que conheço. Você irá sair daqui inchada e dolorida, depois da melhor noite de sexo que já teve em sua vida...
Devolvo o sorriso, escondendo meu nervosismo.
Eu não vou desistir dessa vez.
- Acho melhor que faça um bom trabalho então. Promessa pra mim é divida e eu cobro todas as minhas dividas, senhor.
Como esperado, a pequena palavra “senhor” teve grande efeito. Eu mal pisquei antes de tê-lo sobre mim, me beijando ao mesmo tempo em que me arrastava mais para cima na cama. Deixo minhas pernas envolverem seus quadris, minhas unhas arranharem levemente suas costas.
- Prometo explorar mais do seu corpo mais tarde – ele sussurra e escuto um barulhinho de plástico sendo aberto.
Camisinha. Ainda bem que um de nós ainda pensa.
A próxima coisa que noto é seu membro fazendo pressão na minha entrada. Eu tento relaxar, para facilitar sua entrada, mas eu sou apertada e ele é grande. De uma vez, ele se força para dentro sem pausa e... Putaquepariu... Que dor dos infernos! Solto um gritinho e mordo seu ombro, tentando respirar sobre a dor, como se ele não tivesse acabado de me rasgar ao meio.
Não devia doer tanto, merda!
- Mas que porra?! – ele pergunta assustado e tenta se mexer.
Eu o abraço com força, perdendo-o no lugar.
- Não, não se mexa. É minha primeira vez... Só me deixe respirar.
- Por que não me contou? – ele geme como se tivesse dor – Merda, é tão apertada que quase me esmaga. Deveria ter me contado, pantera.
- Desculpa. Não estava nos planos – a dor começa a diminuir, mas o incômodo ainda esta lá – Merda, isso doeu.
- Sinto muito, eu teria ido mais devagar se soubesse – ele beija meu pescoço – Quer que continue?
Queria? Considero o mal estar que vai diminuindo e penso no prazer que posso sentir se continuar. Ele faria valer a pena.
- Por favor, continue.
O gemido de alivio dele me fez sorrir. Ele volta a me beijar, então lentamente começa um ritmo de vai-e-vem com os quadris. Me obrigo a relaxar mais e mais quando ele vem mais e mais fundo, até que esta todo dentro. Me sinto cheia e é uma sensação maravilhosa. Ele toca em lugares que eu não imaginei ter.
Os gemidos, meus e dele, vão aumentando junto com a velocidade dos seus quadris. Encontro o ritmo e me movimento junto com ele. Sua boca volta aos meus seios que estão mais sensíveis do que nunca, enquanto sua mão joga com meu ponto de prazer lá embaixo. Uma sensação de tensão toma todo meu corpo. Músculos se tencionam e eu o aperto dentro de mim, como se não quisesse deixa-lo sair jamais. Meus seios estão pesados, sensíveis, meu corpo quente e suado. Quero gozar mais do que jamais quis na vida. Meu corpo parece que irá realmente explodir. Faltava tão pouco para chegar lá.
- Goza pra mim, pantera – ele ordena.
Foi o tempo perfeito. Eu explodo, gritando, meu corpo tenso e tremendo enquanto minha alma saia e ia diretamente ao paraíso. Não houve um pensamento, um som, meus olhos não viam nada. Era apenas aquela sensação de prazer puro me fazendo voar além do plano material. Então, tudo volta de uma vez como um tapa. Meu corpo relaxa, minha visão volta bem a tempo de vê-lo jogar a cabeça e gritar para o teto, enterrado tão no fundo que eu pensei ter me rasgado por dentro.
- Pelo Universo... Acho que não levanto dessa cama nunca mais – sussurro sorridente e beijo seu pescoço.
Seu corpo quente e largado sobre o meu treme com uma leve risada. Aparentemente, eu tive meu efeito sobre ele também. Acaricio sua nuca e costas, e ele me abraça mais apertado. Beija minha testa, meu nariz e minha bochecha, para finalmente beijar minha boca enquanto escorrega para fora de mim. Vejo a camisinha voar para fora da cama e rio com a cena.
- Te machuquei muito, pequena? – ele pergunta, olhando-me nos olhos.
- Não. Só um pouco no começo, mas valeu a pena. Obrigada.
- Eu que agradeço. Foi uma honra.
Sorrio e lhe dou um selinho. Tento manter a conversa, para não deixar o clima estranho.
- Então, como fui para uma primeira vez? – pergunto meio rindo.
- Excelente – ele faz uma careta – Me enganou. Lá embaixo, na pista, dançou como uma mulher experiente na arte de seduzir. Deixou a mim e outros com o pau duro. Tem todo esse corpo de deusa... Como eu iria imaginar?
- Ninguém imagina. Já namorei alguns caras, mas nenhum conseguiu me levar para a cama. Cheguei a pensar que o problema era comigo...
- Mas não é – ele interrompe – Eles é que não eram homens o suficiente para te fazerem mulher.
Ui. Gostei.
- Tenho isso em mente agora – sorrio – E então, não tinha me prometido uma noite inesquecível? Qual é o próximo passo?
- Já fez um boquete, pantera?
Minhas bochechas ficam vermelhas e ele ri. Já sabe que a resposta é não.
- Acredito que ninguém te devolveu o favor então?
- Não, ninguém o fez – resolvo jogar seu jogo – Quer ser o primeiro nisso também?
- Oh, querida – ele ri alto – Eu serei o primeiro a fazer muitas coisas essa noite. E garanto que serei o melhor também.
Rio de sua pouca humildade, mas seus lábios em meus quadris cortam minha risada. Gemo alto e sorrio. Sim, essa seria uma noite de descobertas.
Deuses, mal posso esperar pela segunda vez.
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Tammy Marinho

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Dom Set 14, 2014 8:43 pm

Então...

Antes do comentário sério... Só ter Enrique Iglesias tocando já deu Sex Apple pro teu conto...


Bem... agora, bora lá.

Menina que descrição maravilhosa essa sua.
Personagens, cenários e atos muito bem descritos... senti uma invejinha profunda disso aí.

Eu achei um texto extremamente envolvente, tecnicamente maravilhoso... mas acho que fui uma pantera, quando ainda era gatinha e por algum motivo, eu não senti.
Embora envolvida eu não consegui encontrar o feeling da personagem e me jogar com ela nessa noite maravilhosa. Não sei... penso que faltou algo.

Mas isso pode ser algo em mim.
Esperemos os próximos comentários.

Parabéns, pelo conto maravilhoso que nos trouxe.

E até mais, pantera!
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Bruna Moraes Goudard



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Seg Set 15, 2014 2:51 am

Meu primeiro conto lido inteiro aqui. Envolvente e cheio de detalhes. Gostei muito do ambiente retratado. Parabéns*.*
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Indy J

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Seg Set 15, 2014 10:19 pm

Oi, Ana.

Olha, eu mega senti o tesão e a vontade, tudo, na parte que rola mesmo a transa. Achei muito ~foda~ sua visão e sensações descritas no texto, e no geral não deixou a desejar nem um pouco (só no bom sentido k).
No entanto, porém, todavia, contudo, achei meio gratuito. Não que não tenha compreendido o que rolou com ela, e tal, mas faltou uma elaboração melhor da psique dela, dos namorados dispensados, sabe? A mim, foi meio que como se você tivesse jogado os fatos aleatoriamente só porque cê queria muito escrever uma puta cena de sexo (que foi boa, sim, mas não se constrói sozinha. Eu acho que um conto que tenta explicitamente despertar emoções [em linhas gerais, narrativa erótica, de terror, suspense ou comédia] deve ter uma PUTA construção de expectativas e de objetivos de trama antes de entregar o que deve ser entregue, de fato, que pode ser a transa, a piada ou o monstro no armário. E, pra mim, faltou esse cuidado na hora da construção geral do seu conto como história independente).

Ponto positivíssimo: me parece que cê tá cada vez melhor, isso é ótimo! Vamos continuar, always.

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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Set 16, 2014 6:57 pm

Indy J escreveu:
Oi, Ana.

Olha, eu mega senti o tesão e a vontade, tudo, na parte que rola mesmo a transa. Achei muito ~foda~ sua visão e sensações descritas no texto, e no geral não deixou a desejar nem um pouco (só no bom sentido k).
No entanto, porém, todavia, contudo, achei meio gratuito. Não que não tenha compreendido o que rolou com ela, e tal, mas faltou uma elaboração melhor da psique dela, dos namorados dispensados, sabe? A mim, foi meio que como se você tivesse jogado os fatos aleatoriamente só porque cê queria muito escrever uma puta cena de sexo (que foi boa, sim, mas não se constrói sozinha. Eu acho que um conto que tenta explicitamente despertar emoções [em linhas gerais, narrativa erótica, de terror, suspense ou comédia] deve ter uma PUTA construção de expectativas e de objetivos de trama antes de entregar o que deve ser entregue, de fato, que pode ser a transa, a piada ou o monstro no armário. E, pra mim, faltou esse cuidado na hora da construção geral do seu conto como história independente).

Ponto positivíssimo: me parece que cê tá cada vez melhor, isso é ótimo! Vamos continuar, always.

Bom, primeiro de tudo: Obrigada.
Segundo: uma característica das minhas personagens, que talvez herdaram de mim, é irem direto ao ponto. As histórias se desenrolam na minha cabeça e eu vou passando isso pro papel, normalmente não acrescentando nada além do que imagino: um ponto que muitas pessoas não gostam. Eu até tentei falar um pouco mais sobre isso, mas sinceramente era irrelevante (no meu ponto de vista), porque como ela mesma diz, não tinha tesão e os relacionamentos não evoluíam. Faltava o tal "fogo", citado também no texto.
É algo que eu tenho que trabalhar mais sim, admito. Mas é realmente dificil pra mim "forçar" cenas que não se encaixam nas vontades da personagem. ://
Prometo tentar melhorar, fechado?
Vlws, flws! Very Happy
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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Set 16, 2014 6:58 pm

Bruna Moraes Goudard escreveu:
Meu primeiro conto lido inteiro aqui. Envolvente e cheio de detalhes. Gostei muito do ambiente retratado. Parabéns*.*

Opa, que honra ser a primeira UAHUAAHUAH MUITO OBRIGADA!
Espero que continue lendo os contos!! Já escreveu o seu? Very Happy
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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Set 16, 2014 7:00 pm

Tammy Marinho escreveu:
Então...

Antes do comentário sério... Só ter Enrique Iglesias tocando já deu Sex Apple pro teu conto...


Bem... agora, bora lá.

Menina que descrição maravilhosa essa sua.
Personagens, cenários e atos muito bem descritos... senti uma invejinha profunda disso aí.

Eu achei um texto extremamente envolvente, tecnicamente maravilhoso... mas acho que fui uma pantera, quando ainda era gatinha e por algum motivo, eu não senti.
Embora envolvida eu não consegui encontrar o feeling da personagem e me jogar com ela nessa noite maravilhosa. Não sei... penso que faltou algo.

Mas isso pode ser algo em mim.
Esperemos os próximos comentários.

Parabéns, pelo conto maravilhoso que nos trouxe.

E até mais, pantera!

Muito obrigada, pantera!!
Pois é, Enrique e sexo são palavras que andam de mãos dadas UHAUHAUHAUHAUH
Prometo encontrar esse "algo" que faltou!!!! Quem sabe com Hades e Perséfone eu não acerte no ponto? hahahaha
Beijão!
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Patricia Souza
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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Set 23, 2014 3:44 pm

Karol, gacta! <3

Seu conto está delicioso como sempre! A cena é quente, envolvente, e a dança! Sim, a dança foi um plus, um toque mágico!

Maaaass, serei obrigada a concordar com o Guga. Normalmente gosto do teu estilo direto ao ponto, sem firulas, mas neste, não sei... Falta aí uma elaboração melhor dessa pantera. Não achei tão pantera assim, já que a esta altura da vida ainda não tinha dado pra ninguém. Mais que absurdo é esse? Nem que tivesse dado por dar pra um dos ex sem graça só pra tirar o selo, mas a primeira vez de verdade, seria com esse deus desconhecido!


Bom, opinião minha gata! Cê sabe que te amo! Bjs e me leia!
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Ademar Ribeiro

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Qua Set 24, 2014 4:39 pm

Karol,

Gostei disso, realmente está cada vez melhor, falo das construções dos textos. A história em si não me fisgou, na verdade não é minha praia, dificilmente fisgaria, assim como vários outros contos. Mas gostei muito do seu desenvolvimento.

Parabéns.

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Espero que leia os outros textos e deixe sua impressão. Te espero mês que vem. Sem mais!
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DARA METZLI



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Qua Set 24, 2014 9:47 pm

Ana,

Seu conto me lembrou um anime, linda mulher, atraente e sedutora mas apenas com um "probleminha" virgem. No anime ela justifica ser virgem por que todos os ex não acreditavam que ela era virgem ou falavam bobagens ou faziam piadas sobre. No teu conto só faltou uma explicação sobre a virgindade da divindade que criou porque essa de fogo não colou...

No mais, a escrita e descrição estão impecáveis. Observei aquilo que me falou sobre a pontuação e como ela é importante para a cenas eróticas, a sua está linda!

Parabéns pelo texto Ana! Beijo!
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MilaCR



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Seg Set 29, 2014 9:50 pm

Feedback:
Foi um dos textos que mais gostei este mês. A "Pantera" é o fio condutor do escrito, uma personagem interessante... deixa o leitor querendo saber sobre o seu passado e mais sobre a sua personalidade.
A narrativa é conduzida de forma interessante, descritiva - sem ser chata, envolvente e bela. O único porém, é que falta o arremate... o elemento que dá um tapa na cara do leitor e o surpreende. O conto acaba de repente.
Sobre a ortografia e a adequação de linguagem: alguns errinhos que não devem ter passado despercebidos ao seu revisor. Vou aproveitar a oportunidade para comentar aqui (e nem sei se este conto possui) é sobre a grafia da palavra boceta, que é com o mesmo. A maioria está colocando buceta. Aceitável, se proposital. É uma palavra que a gente só consulta no dicionário em situações como estas.
No mais, muito bom texto e parabéns para a autora.
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murillomagaroti23

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Set 30, 2014 8:49 am

MilaCR escreveu:
Feedback:
Foi um dos textos que mais gostei este mês. A "Pantera" é o fio condutor do escrito, uma personagem interessante... deixa o leitor querendo saber sobre o seu passado e mais sobre a sua personalidade.
A narrativa é conduzida de forma interessante, descritiva - sem ser chata, envolvente e bela. O único porém, é que falta o arremate... o elemento que dá um tapa na cara do leitor e o surpreende. O conto acaba de repente.
Sobre a ortografia e a adequação de linguagem: alguns errinhos que não devem ter passado despercebidos ao seu revisor. Vou aproveitar a oportunidade para comentar aqui (e nem sei se este conto possui) é sobre a grafia da palavra boceta, que é com o mesmo. A maioria está colocando buceta. Aceitável, se proposital. É uma palavra que a gente só consulta no dicionário em situações como estas.
No mais, muito bom texto e parabéns para a autora.


Comentário avulso em cima do comentário em um texto que não é o meu: gosto de buceta com u. Porque tenho a impressão que alguém errou na hora de botar lá no dicionário. 'Boceta' é feio.
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shadowkahn

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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Seg Out 20, 2014 11:46 pm

É do mês passado, mas estou fazendo meu dever de casa e estou vindo comentar.

Ana, achei incrível a maneira como você conduziu a cena sexual, de uma maneira que eu não fiquei nem um pouco, digamos, envergonhado em ler! Acontece isso comigo direto em cenas do George R. R. Martin, mas no seu eu realmente fiquei preso na cena. Claro, existem os fatos supracitados que dizem quanto à melhor caracterização da personagem, mas eu pessoalmente achei que você mandou bem, realmente bem. Até posso dizer que entendo a falta de palavras na descrição psíquica da personagem: Po, ela quer saber do sexo! Ela não quer te contar o motivo dela não ter perdido. Ela tá focada no presente e no que vai acontecer naquele momento. Ela tá focada em seduzir e, afinal de contas, transar.

Enfim, o modo como você descreveu tudo foi sensacional. Ganhou um fã, sem mais.
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Karol Silano



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MensagemAssunto: Re: A primeira vez de uma pantera    Ter Out 21, 2014 2:16 pm

Oi pessoal, vou responder a todos em um único comentário, já que to atrasada e acho que ninguém vai olhar minha resposta mesmo Sad mas a culpa é minha de ficar sem pc, então, me desculpem!!

Agradeço a todos pelo carinho, os elogios e as críticas. Entendi o que vocês disseram sobre a história da personagem e personalidade e passado e tal... Realmente, eu não dei muito foco nisso. Quando escrevo um conto erótico, a história é reduzida e o foco é o sexo. Diferente de um livro erótico, onde o sexo é o complemento, o toque a mais. (Na minha opinião, é claro)
Então, quando a personagem apareceu na minha mente, toda sexy entrando em uma mansão em busca de sexo, eu sabia que ali eu tinha uma pantera reprimida, tímida e que deixou seu lado sexual de lado por algum motivo, mas naquela noite ela queria mais.
E ela teve mais.
Não vi sentindo em fuçar no passado, detalhar experiencias fracassadas, porque vamos concordar: uma cena broxa antes do grande-sexo-quente ia quebrar todo o clima do texto UHAUHAUHAUHA
Mas entendo o lado de vocês, o gosto de vocês e essa espera por mais.
Quanto a questão do "fogo": acho que isso é um pensamento meu que acabou se refletindo na personagem. Eu não acredito em sexo por sexo simplesmente pra transar com um cara meia boca, pra dizer que transou. Sexo é algo quase sagrado pra mim, não acho obrigatório existir amor, mas algo que é absolutamente insubstituível é o PRAZER. Se o cara não passa confiança, pegada, e tesão, não adiante que não vai rolar (nem comigo nem com personagens minhas UAHUAHUHA). Se não é pelo prazer, mulheres, não transem. É desperdício de tempo que você poderia gastar em uma boa masturbação que ia render muito mais.
Fica a dica/explicação UAHUAHUAHUHAUHUHAUH
Questões de ortografia: os erros são meus e somente meus, porque esse conto não esta revisado. Assumo e prometo melhorar. Quanto a questão boceta/buceta: acho a palavra buceta mais carnal do que boceta, que pra aqui em casa é um xingamento e não um jeito de chamar nossa amada amiguinha, então foi automático escrever assim. Como as duas são ditas normalmente, não é erro né? UAHAUHUAHUHA
Enfim
MUITO OBRIGADA POR LER E COMENTAR! E sim eu agradeço duas vezes, porque uma é pouco!
Prometo sempre melhorar e prometo mais textos desse gênero que é o "meu" gênero.
Beijos da pantera :*
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A primeira vez de uma pantera
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